1. Numa coluna de domingo, foi feito um cálculo simplista: simplesmente
comparar tarifas para duas conduções entre Rio e SP ou mesmo comparar
a tarifa múltipla e una de metrô. Há que se fazer uma media ponderada
entre gratuidades, uso proporcional de ônibus, uso de uma só condução,
outros meios de transporte e finalmente o uso de mais de uma.
2. No Rio-Capital, todos os estudantes de educação infantil,
fundamental e ensino médio têm gratuidade. Todos os idosos de mais de 65 anos tem
gratuidade. Todos os portadores de deficiência têm gratuidade. Todos
os policiais têm gratuidade. São 1,5 milhões de pessoas com gratuidade
(onde não há um centavo de subsídio da prefeitura). Dos deslocamentos
aos locais de trabalho e estudo, 20% o fazem a pé pela proximidade. 300
mil pessoas usam bicicleta.
3. Além disso, 1 milhão de pessoas usam veículos particulares e táxis.
Se somarmos esse total chegaremos a 3,8 milhões de pessoas de um total
de 5,6 milhões com mais de quatro anos de idade. Das 1,8 milhões de
pessoas restantes que pagam, 60% usam um só ônibus cuja passagem no Rio é
bem mais barata que SP. As demais usam transporte complementar, duas
conduções e transporte sobre trilhos num total de 700 mil. Portanto o
raciocínio da passagem mais cara para o uso de duas conduções ou de
transporte sobre trilho (excluindo transporte complementar) se aplica a umas
540 mil pessoas, ou 10% do universo total dos maiores de 4 anos.
4. Uma média ponderada mostraria que a tarifa publica media ponderada
do Rio é bem mais barata que SP. Sem falar que SP subsidia o sistema em
média 500 milhões que é preço de passagem redistribuído entre usuários
e não usuários.
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