Paredes do metrô de Londres ganharam brasilidade de Beatriz Milhazes.
Cria, pinta, corta e cola. A seqüência pode parecer banal, mas foram necessários mais de 20 anos de uma rotina de seis horas diárias num ateliê para que Beatriz de Milhazes se tornasse a primeira pintora brasileira a ver uma tela sua valer um milhão de dólares.
Há cerca de um mês, “O Mágico” (2001) foi leiloado na Sotheby’s, em Nova York por US$ 1.049 milhão e a pintora, que também faz gravuras, agora se aventura pelo mundo da arquitetura.
“Sei que isso é um fenômeno, mas se encantar é muito perigoso. As pessoas pensam que o dinheiro vai para mim, que fiquei milionária. Mas, paralelo a uma venda alta, você pode ter outra em baixa”, pondera Beatriz, de 48 anos, que compara o mercado de artes com a bolsa de valores.
Do valioso quadro, ela ganhou prestígio. A obra pertencia a um colecionador quando leiloado e Beatriz não lucrou diretamente as cifras da venda. Foram tantos trabalhos que ela não sabe quantas telas pintou desde que começou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio.
(G1.com.b)
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