
Cariocas estão vencendo a luta contra o preconceito e deixando de lado a escolha da raça dos pequenos que pretendem adotar. Em dois anos, o número de pessoas que faziam questão de crianças brancas caiu de 70% para 34,77%. O percentual é mais baixo que a média nacional, de 38,22%. A mudança recente no perfil das famílias que passaram a aceitar crianças e adolescentes negros se deve a vários fatores. A influência de artistas famosos que deram o bom exemplo, como Marcello Anthony, o Gerson de ‘Passione’, é um deles. O outro, segundo especialistas, é o trabalho de conscientização de pelo menos 10 ONGs de apoio à adoção que atuam no Estado do Rio. “Eles mostram que, na verdade, procuramos famílias para crianças e não crianças para famílias”, ressalta Maria da Glória Moreira Correa, secretária-executiva da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja). Os voluntários promovem palestras, visitam as 79 instituições de acolhimentos com os pretendentes, acompanham todo o processo de adoção e esclarecem dúvidas. (O Dia Online)
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