O Morro do Borel, na Tijuca, será a primeira comunidade do Rio a ganhar sistema de alerta contra enchentes, deslizamentos e inundações semelhante ao usado para avisar sobre terremotos em outras partes do mundo, como o Japão. Uma sirene vai tocar e emitir gravação, por um alto-falante, pedindo que os moradores esvaziem suas casas quando começar a chover forte na região. No prazo de três meses, outras 59 sirenes serão instaladas, o que significará cobertura de 80% dos moradores que residem hoje em áreas de alto risco.
“Se o alarme tocar, as pessoas têm que sair, abandonar as casas, os lugares de risco”, avisou o prefeito Eduardo Paes. A sirene vai ser acionada por agentes e líderes comunitários que passaram por treinamento especializado. Eles vão receber a informação de alerta por torpedos em celulares doados pela prefeitura. O alerta será enviado pela Defesa Civil, que terá sido comunicada por meteorologistas do Alerta Rio.
“Temos um histórico de estragos provocados pelas chuvas na comunidade. O que passamos em abril deixou as pessoas com medo, mas receptivas às orientações de ajuda”, contou o presidente da Associação do Morro do Borel, Roberto Ferreira, 29 anos. De acordo com o subsecretário municipal de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, a escolha do Borel como pioneiro no sistema aconteceu devido à grande quantidade de casas em área de risco: mil. “Na Rocinha, são 2,5 mil imóveis que estão nesta condição, mas precisamos fazer uma experiência numa comunidade com um número um pouco menor”, explicou ele.
Para colocar em prática o esquema de alarme, a prefeitura capacitou 2.175 pessoas. Todos são moradores de 117 comunidades com áreas com risco de desmoronamento de casas, no caso de chuvas fortes. Eles receberam um celular, uma cartilha e um mapa do bairro que mostra pontos suscetíveis a deslizamento. O Dia Online/Redação

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