Aplaudido por operários, que trabalham em ritmo frenético para entregar o Sambódromo pronto no próximo dia 12, o arquiteto Oscar Niemeyer desfilou ontem (8) num pequeno carro aberto com o prefeito Eduardo Paes até a Praça da Apoteose. Niemeyer quis visitar a obra que projetou, mas viu ser inaugurada, em 1984, sem que seus traços fossem seguidos à risca. Um texto do próprio Niemeyer constará de um painel da artista plástica Chica Granchia na Passarela do Samba, em que ele ressalta que realizou um sonho: "ver afinal concluído, em sua integralidade, o meu projeto do Sambódromo do Rio".
O novo Sambódromo terá 12.500 lugares a mais com a construção de quatro novos módulos de arquibancadas e quatro módulos de camarotes, aumentando a capacidade total para 72.500 pessoas. Para isso, foi implodida, em julho de 2011, a antiga fábrica da Brahma, de 1888, sob protestos de alguns urbanistas e historiadores. Na opinião do arquiteto, contudo, as mudanças trouxeram a simetria proposta em seu projeto original.
No encontro desta quarta-feira, Paes pediu ao arquiteto que projetasse uma nova quadra para a Estação Primeira de Mangueira, dentro das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da comunidade. O prefeito ressaltou, porém, que a ideia ainda precisa do aval do governo federal.
— Imagina a verde e rosa com uma quadra desenhada pelo Niemeyer. Ele aceitou o desafio — disse Paes, portelense de coração. (OGlobo/Redação)
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