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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Polícia investiga causa da morte de quatro bebês em hospital no Rio


A Polícia Civil está investigando as causas da morte de quatro bebês no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio. As mães deram entrada no hospital no último dia (4) e os bebês ficaram internados na UTI Neonatal, mas morreram três dias depois.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que lamenta o ocorrido e que a direção da maternidade está à disposição das famílias para prestar os esclarecimentos sobre o atendimento e "que todos os óbitos materno infantis são investigados por comissões, tanto na unidade onde o fato ocorreu quanto na SMS".
A maternidade esclareceu à secretaria que a paciente, Mayara da Silva Rosa, foi internada na noite do dia 4 em trabalho de parto. Ela foi encaminhada ao Centro de Parto Normal e assistida pela equipe obstétrica do hospital, com avaliações periódicas da vitalidade fetal. A equipe médica decidiu fazer a cesariana ao constatar a presença de líquido meconial espesso. O bebê foi encaminhado à UTI Neonatal, mas morreu no dia 6.
A outra paciente, Carla Marins da Silva, segundo a secretaria, deu entrada na unidade no dia 4, após rompimento da bolsa, mas sem estar em trabalho de parto. Ela foi internada para acompanhamento com cardiotocografia para avaliação do bem-estar fetal, com padrão tranquilizador, quando apresentou evolução espontânea do trabalho de parto e, às 13h45 do mesmo dia, ocorreu nascimento, de parto normal, que evoluiu com síndrome de aspiração meconial. O recém-nascido foi internado na UTI Neonatal e morreu no dia 7. Outros dois casos também estão sendo investigados pela polícia.
A Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ) informou que vai encaminhar para o Ministério Público Estadual e para o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) uma carta formal pedindo a investigação dos casos de mortes de bebês na unidade hospitalar.
A conselheira do Cremerj e obstetra Vera Fonseca disse que a cesariana não tem risco e deve ser feita no momento correto. "A gente sempre prioriza que o acompanhamento do trabalho de parto se faça com precisão e seja feito por médicos especialistas. A cesária não tem risco e ela é colocada como vilã, mas ela quando feita no momento correto, salva a vida da mãe e do feto. A indicação da cesária deve ser precisa e feita na hora certa. Se o parto normal houver alguma intercorrência, a cesária é indicada para não ocorrer o sofrimento fetal", explicou Vera.
Ainda de acordo com Vera, "tem partos que demoram 12 horas e acontecem bem, outros que demoram menos tempo e têm problemas. O acompanhamento do parto deve ser feito com a maior atenção possível. A gente deseja que todas as maternidades tenham uma equipe completa para os partos", disse.
De acordo com a delegada Karina Regufe, da 5ª Delegacia de Polícia  (Mem de Sá), responsável pelo inquérito, os exames de pré-natal estão sendo analisados e testemunhas estão sendo ouvidas. As documentações das mães e dos bebês foram solicitadas ao hospital para que sejam encaminhadas à perícia. A policial também solicitará as escalas de plantão dos dias em que as mães estiveram lá, para que os funcionários que as atenderam sejam intimados para prestar depoimento. Ainda segundo a delegada, um inquérito foi instaurado e as investigações estão em andamento. (JB/Redação)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Número de mortos por dengue


O número de mortos por dengue no Estado do Rio chegou a nove entre janeiro e abril deste ano. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde, que divulgou nesta terça-feira o balanço da doença.
Cinco pessoas morreram no Rio, uma em Magé, uma em Volta Redonda, uma em Itaocara e a última em Petrópolis. De 1º de janeiro a 6 de abril, foram notificados 92.324 casos  suspeitos de dengue. No mesmo período de 2012, haviam sido registrados 66.099 casos suspeitos da doença, com 14 mortes o que representa aumento de 28,4% nos casos da doença e redução de 5,5% nos óbitos.
Dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro , 44 estão em epidemia. Anteriormente, a lista tinha 45 municípios. Quatro municípios das regiões Centro Sul, Noroeste, Metropolitana II e Serrana saíram da epidemia. A Baixada Litorânea permanece sendo a única região com todas as cidades em epidemia de dengue.
Na Baixada Litorânea, há casos em Araruama, Saquarema, Iguaba Grande, Rio das Ostras, Armação de Búzios, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, São Pedro D'Aldeia e Arraial do Cabo. No Centro Sul Fluminense, em Paracambi, Sapucaia e Mendes.
Já no Médio Paraíba há ocorrências em Valença, Pinheiral, Volta Redonda, Barra do Piraí e Rio das Flores, Resende, Barra Mansa e Piraí. No Noroeste Fluminense, as regiões de Cardoso Moreira, São José de Ubá, Porciúncula, Natividade, Bom Jesus do Itabapoana e Laje do Muriaé estão afetadas.

No Norte Fluminense: São Fidélis, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Macaé e São Francisco de Itabapoana. Na Região da Baía da Ilha Grande, Angra dos Reis.

Na Região Metropolitana I: Magé e na Região Metropolitana II: Niterói, Itaboraí, Silva Jardim, Tanguá, Maricá e São Gonçalo. Já na Região Serrana: Cantagalo, São Sebastião do Alto e São José do Vale do Rio Preto, Carmo e Cachoeiras de Macacu. (Odia/Redação)