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segunda-feira, 2 de junho de 2014

CCBB abre exposição com 150 obras de Salvador Dalí

A exposição Salvador Dalí, que entrou em cartaz na sexta-feira (30) no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, apresenta 150 obras do artista catalão que morreu há 25 anos. Esta é a maior retrospectiva de Dalí já feita no Brasil e apresenta sua criação desde os anos 1920 até os últimos trabalhos.
São 29 pinturas, 80 desenhos e gravuras, fotografias e documentos, cuja ênfase recai sobre o período surrealista, mas outras fases criativas do catalão também estão contempladas. A ideia é que o visitante reconheça a evolução artística de Dalí e perceba as diferentes influências, os recursos técnicos, referências ideológicas e simbolismos usados em cada fase.
O universo onírico e provocante de Salvador Dalí ocupa 1000 m² do primeiro andar do CCBB-RJ, que celebra 25 anos. Estão expostas telas do período de sua formação como pintor, como Retrato del padre y casa Es Llander(1920) e Autorretrato cubista (1923); e obras da fase surrealista, que o consagrou, como Monumento imperial a mujer-niña (1929), El sentimiento de velocidad(1931), Figura y drapeado en un paysage (1935) e Paysage pagano medio (1937).
“Queremos mostrar o Dalí surrealista, mas também aquele que se antecipa ao seu tempo, que é audacioso, que defende a liberdade de imaginação do artista em sua própria criação”, afirma Montse Aguer, curadora da exposição e diretora do Centro de Estudos Dalilianos da Fundação Gala-Salvador Dalí.
Além das telas, a mostra organizada pelo Instituto Tomie Ohtake traz documentos e livros da biblioteca particular de Dalí, que traçam um diálogo com as pinturas e proporcionam uma viagem biográfica e artística pela carreira do pintor. Há desenhos feitos por Dalí para ilustrar os livros Cantos de Maldoror, Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.
As obras vêm das principais instituições colecionadoras do artista: Fundação Gala-Salvador Dalí, em Figueres, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri, e o Museu Salvador Dalí, na Flórida. Já os livros e documentos foram cedidos pelo Centro de Estudos Dalilianos.
Salvador Dalí fica em cartaz no CCBB-RJ até 22 de setembro e depois segue para o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. (CBB/Redação)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Reaberta, Galeria de Arte Brasileira recebe obras de Portinari a Di Cavalcanti

Possuindo 1.800 metros quadrados, divididos em dois andares, a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea apresentará no primeiro andar o movimento da Abstração na gravura, com destaque para obras de Fayga Ostrower, Anna Bella Geiger, Rossini Perez, Artur Piza, Dora Basílio, Edith Behring, Anna Letycia entre outros.

No segundo andar artistas como Gilvan Samico, Maria Bonomi, Leonilson, Carlos Martins, Adir Botelho, Rubem Grilo, Claudio Mubarac, Fernando Vilela etc, se reunirão aos outros artistas representando a importância da gravura na produção artística brasileira das décadas de 1980. Na tocante às esculturas, novas peças são apresentadas, de artistas como Farnese de Andrade, Celso Antonio, Rubens Gerchman, Zelia Salgado, Abraham Palatnik e um bronze retratando Carlos Oswald. A galeria ainda conta com obras de Beatriz Milhazes, Di Cavalcanti, Jorge Guinle Filho, Tarsila do Amaral, Carlos Oswald, Tomie Ohtake, entre outros. (Catraca/Redação)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Panorama da obra de Beatriz Milhazes no Paço Imperial

Começa nesta quinta-feira, 29 de agosto, uma das exposições mais esperadas do calendário carioca. Depois de onze anos sem expor na cidade, Beatriz Milhazes ocupa o Paço Imperial com uma mostra panorâmica de sua obra vibrante, com cerca de 60 pinturas, colagens e gravuras. Produzidos desde o final dos anos 1980, os trabalhos são provenientes de diversas coleções públicas e particulares, do Brasil e do exterior. Com curadoria do crítico francês Frédéric Paul, a individual que leva o simpático título de “Meu Bem” exibe ainda um grande móbile concebido especialmente para o espaço.
Em sua obra, Beatriz apresenta a intensa relação com a arte popular brasileira e o diálogo com segmentos de arte aplicada, entre eles o artesanato e o bordado, bem como uma proximidade com o barroco, a antropofagia e o tropicalismo brasileiros. São também aspectos centrais a organicidade das formas e o intenso jogo cromático, que estabelecem uma relação de complementaridade e contraste com uma estrutura compositiva cada vez mais rigorosa. “Ela reivindica laços fortes com a modernidade europeia e está em pé de igualdade na cena contemporânea, na qual abala os códigos muitas vezes pouco sábios da abstração”, sintetiza Frédéric Paul.
Se chama “Gamboa Seasons” sua primeira grande peça tridimensional, um móbile que nasceu de uma peça construída para o cenário do espetáculo de dança Tempos de Verão, de sua irmã Marcia Milhazes, que acabou adquirindo diferentes formatos até a última e derradeira versão de 7 metros de comprimento por 3 de altura, atualmente em Basel, na Suíça. Para o Paço Imperial, Beatriz concebeu um novo projeto: cinco móbiles, feitos com os mesmos elementos da obra anterior e que parecem saídos de suas telas para ocupar e dinamizar o espaço (flores, miçangas, contas e outros elementos decorativos). A artista explica que essas peças “estabelecem uma conversa com a pintura, têm essa conexão característica do meu trabalho com a arte popular”.
A exposição no Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48 – Centro) vai até o dia 27 de outubro. (G1/Redação)