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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Monstro de Corumbá usava técnicas para não deixar vestígios do crime

Filho de uma evangélica, Sailson José das Graças, de 26 anos, o Monstro de Corumbá, perdeu o pai de forma trágica no início da adolescência, aos 11 anos: eletrocutado num acidente de trabalho. No entanto, segundo o acusado, não foi a dor da perda que o fez virar um suposto assassino em série. “Me marcou muito, mas não foi por isso que matei. Comecei a fazer pequenos furtos. Com 17 anos matei a primeira pessoa, deu aquela adrenalina. Aí foi vindo na mente de fazer mais e passei a gostar”, afirmou o preso. 

Antes de escolher e seguir suas vítimas, o criminoso dizia para sua companheira, Cleusa, que iria “sair para a caçada”. E detalhou como planejava as mortes. “Olhava para uma mulher e falava: ‘É essa’. Ia seguindo até em casa, mas nunca estuprei ninguém.” 

O assassino contou aos policiais que estudou até o quinto ano e que gostava de ler livros na biblioteca da prisão, especialmente no presídio de Niterói, onde já cumpriu pena e disse ter gostado do ambiente. Assistir filmes e séries policiais e de violência explícita era outro de seus passatempos preferidos, tanto que disse ter usado técnicas aprendidas nestes programas para não deixar vestígios durante os crimes, como o uso de luvas, toucas ninja. Ele ainda contou ter cortado as unhas das vítimas quando houve luta corporal. Em seu perfil numa rede social, a predileção por mulheres fica evidente: das 51 pessoas com quem mantinha contato, apenas três eram homens. 

Ele contou que não temia ser preso. “Só matava mesmo por prazer. Matava, ficava lá um pouco e depois saía. Mas quando não fazia, ficava nervoso, andava para lá e pra cá dentro de casa. Aí quando eu fazia eu já ficava mais tranquilo. Fazia uma vítima e podia ficar mais dois meses, três meses sem fazer. Aí eu ficava na boa, só pensando naquela que eu matei”, revelou Sailso, sem demonstrar remorso. “Tudo o que fiz está feito e não volta atrás. Eu não tenho nenhum arrependimento.”

Vítima levou 12 facadas 
A prisão do assassino fez com que uma vítima que sobreviveu ao ataque tivesse coragem de denunciá-lo. Ontem, C, de 21 anos, filha do também preso José Messias, disse que Sailson a esfaqueou 12 vezes na noite de 8 de setembro. Ela ficou internada no CTI de um hospital da Baixada e só conheceu o agressor depois de receber alta. Ao ir na casa do pai, reconheceu Sailson. Ela nunca contou sobre o crime por medo. 

A moça contou que foi pega na porta de casa e que o crime teria sido cometido a mando de Cleusa, que queria ficar com o filho da vítima, de 2 anos. “A facada que ele deu no meu peito, jorrou sangue longe. Fiquei duas horas num matagal até ser encontrada e socorrida. Ele disse que não era assalto, que eu iria morrer. Se não morresse, faria o mesmo com meu filho”, lembrou a jovem.

Comida e dinheiro pelos crimes 
Sailson admitiu ter cometido quatro crimes a mando de Cleusa, com quem dividia uma casa no bairro Corumbá. José Messias, também preso, teria participado apenas da morte de Fátima. Além dela, Paulo Vasconcelos, 52, foi morto em 2011, no bairro Amaral, em Nova Iguaçu, por causa de uma dívida de R$ 40. Francisco Carlos Chagas, 49, foi assassinado a facadas, em Corumbá, também em Nova Iguaçu, em 23 de outubro. A morte teria sido encomendada por Cleuza pelo roubo de um celular. 

Raimundo Basílio da Silva, 60, foi executado dia 30 de novembro, em Santa Rita. As mortes seriam por vingança de Cleusa que, em troca, sustentava o assassino com roupas, comida e dinheiro. O delegado Marcelo Machado disse que outras pessoas estariam marcadas para morrer. “Ele contou que teria lista para matar na próxima semana, a mando da Cleusa”.

Cedo para traçar perfil 
Apesar da chocante confissão dos crimes, o psiquiatra forense Guido Arturo Palombo alerta que é preciso cautela. Segundo o especialista, é muito cedo para se traçar um perfil do acusado ou classificá-lo como assassino em série. “Tem que ver se ele realmente está envolvido. O fato de ele anunciar isso, não significa que matou. Um psicopata age sozinho e não em troca de dinheiro, por exemplo. Quem faz isso é assassino de aluguel, o que existe muito na Baixada”, ressaltou. 

O titular da DHBF, Pedro Medina, não descarta nenhuma hipótese. “Não sabemos se matou todos, mas não vejo nele o perfil de quem quer aparecer na mídia. Tudo leva a crer que ele realmente cometeu os crimes por conta dos detalhes contados durante o depoimento”, afirmou. (O Dia/Redação)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Suspeito é preso dentro de motel na Zona Oeste após roubar banca de jornal

 Dois menores foram apreendidos e uma pessoa foi presa na madrugada desta terça-feira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Eles são acusados de assaltarem uma banca de jornal na tarde de segunda, na Taquara, e foram detidos por policiais militares do 18ºBPM (Jacarepaguá) dentro de um motel, na Estrada dos Bandeirantes.

Os funcionários do motel suspeitaram do trio e chamou a polícia. Com eles foram apreendidos maços de cigarros, R$ 1.500 em dinheiro, vários bilhetes de loteria e um carro roubado. A proprietária da banca de jornal esteve na delegacia e reconheceu os suspeitos. O caso foi registrado na 32ªDP (Taquara). (Dia/Redação)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Polícia prende um dos principais traficantes do Rio

A polícia do Rio prendeu nesta quinta-feira Daniel Francisco da Silva, o Dani do Jacarezinho, apontado com um dos cabeças do Comando Vermelho, uma das três facções criminosas que atuam nas favelas do Rio de Janeiro. Dani do Jacarezinho já tinha cumprido 21 anos de prisão e tinha contra ele uma condenação pendente por tráfico de drogas.
Daniel já tem diversas passagens pela polícia por tráfico de drogas, associação ao tráfico, extorsão mediante sequestro, roubo, extorsão, formação de quadrilha, falsificação de documento e uso de documento falso. Em 1988 ele tentou resgatar um comparsa do presídio Frei Caneca, que funcionava no Centro da capital fluminense.  (JB/Redação)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Moradores do horto não desocupam imóveis


Moradores do Horto Florestal, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, esperaram pela polícia, que prometia desocupar a área nesta quarta-feira (03). No local, no entanto, nenhuma ação foi feita. Com catazes e faixas, os moradores garantem que vão resistir pacificamente a desocupação. 
Moradores esperaram pela polícia, mas desocupação não foi feita | Foto: Alessandro Costa / Agência O DiaA remoção estava prevista para a manhã desta quarta, prazo dado pela Justiça que determinou o despejo dos moradores. Os habitantes do local, no entanto, alegam que estão ali há mais de um século e sempre com a autorização da administração do Jardim Botânico.
Em 1811, foram erguidas vilas para a instalação dos trabalhadores da fábrica, em virtude de o local ser considerado de difícil acesso. Com a transferência da fábrica para Raiz da Serra, aos pés da serra de Petrópolis, na Região Serrana, a área foi desmembrada e alienada. Com isso, muitas casas de antigos funcionários foram cedidas, já no século 20, a funcionários do Jardim Botânico.(O Dia/Redação)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Desorientado, motorista de ônibus é confuso ao dar versão sobre acidente



O delegado da 21ª DP (Bonsucesso), José Pedro Costa da Silva, esteve nesta terça-feira à noite no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para tomar o depoimento do motorista do ônibus André Luiz da Silva Oliveira, 33 anos.

Segundo o policial, o condutor estava desorientado e chegou a se confundir em vários momentos. Há relatos de que o acidente aconteceu após uma briga no coletivo.

“Ele pode ter perdido a memória recente. Disse que um carro surgiu e que ele não teve como evitar o choque. As imagens das câmeras internas do veículo poderão esclarecer exatamente o que aconteceu. Também requisitamos imagens das câmeras da CET-Rio”, afirmou o delegado.



José Pedro contou ainda que ouviu duas testemunhas que estavam dentro do coletivo. Eles relataram que o motorista estava em alta velocidade, não parava nos pontos e que um passageiro teria ido tirar satisfações com o motorista por ele não ter parado no ponto.

“Há relatos de que o motorista teria recebido chutes e que deu sinais de desmaio. A pessoa seria um jovem universitário e que, depois do acidente, saiu do local lúcido e com ferimento na boca. Estamos procurando esta pessoa. Se for comprovado que ele deu chutes no motorista, poderá responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar)", esclareceu o delegado.

A versão do soco é a mesma sustentada por Juraci Galdino, inspetor da empresa Paranapuan . “Tenho certeza que o motorista foi agredido por um passageiro. Isso aconteceu porque ele não parou no ponto ou porque não quis dar carona”, afirmou Galdino. Os nomes das vítimas foram divulgados à noite: Ângela Maria Reis da Silva, Luciana Chagas da Silva, Marcius Flávio do Nascimento,  Luis Antônio do Amaral, Oséias da Silva Cardoso, Francisco Batista da Souza e José Adailton de Jesus. (O Dia/ Redação)

quarta-feira, 27 de março de 2013

População tenta linchar manicure em Barra do Piraí


Depois de passeata, pelo menos 500 pessoas tentaram invadir a 88ª DP (Barra do Piraí) e linchar a manicure Suzana , que confessou o crime | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

 Moradores de Barra do Piraí, no Sul Fluminense, se uniram nesta terça-feira num só pedido de Justiça pelo assassinato do estudante João Felipe Eiras de Santana Bichara, de 6 anos. Depois de uma passeata, pelo menos 500 pessoas tentaram invadir a 88ª DP (Barra do Piraí) e linchar a manicure Suzana de Oliveira, de 22 anos, que confessou o crime, ocorrido na segunda-feira. A frieza de Suzana, que que era a manicure da empresária do ramo imobiliário, Eliane Santana, deixou a população ainda mais indignada.

Pouco depois de matar o menino asfixiado num hotel e esconder o corpo numa mala em casa, ela ainda acompanhou Eliane na saída do colégio e simulou desespero ao lado dela, quando foi informada de que João Felipe supostamente já tinha sido pego pela madrinha, de nome Manoela.
“Segundo testemunhas, ela chorou e abraçou a mãe de João Felipe, consolando”, comentou a professora Márcia Costa, do tradicional Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira.
Pouco depois de 14h, se passando por Eliane, Suzana havia ligado três vezes para o colégio, afirmando que a babá o tinha mandado para a escola por engano e que ele tinha médico. Suzana disse que Manoela o apanharia na escola num táxi.
“Quando o taxista chegou, João Felipe, comentou com uma funcionária da escola: "Ué, por que vou ao médico se não estou doente?”, contou Márcia.
Suzana já havia reservado quarto no Hotel São Luiz, perto da escola. Segundo funcionário do estabelecimento, ela ficou cerca de meia hora lá com o menino. Depois, saiu com ele nos braços, aparentemente desmaiado, e pegou outro táxi.
Como a notícia do desaparecimento se espalhou, o recepcionista do hotel ligou para o taxista, seu conhecido, que contactou a polícia”, disse o delegado da 88ª DP , José Mário Salomão. (Odia/Redação)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Polícia Rodoviárioa registra 7 mortes no transito no feriado de Independência


De acordo com o balanço feito pela Polícia Rodoviária Federal há registro de sete mortes ocorridas no último feriadão da Independência, entre os dias 6 e 9 de setembro. No total, foram 164 acidentes na rodovia, com 73 feridos.

Com isso, o registro de vítimas fatais iguala-se aos números do feriado da Semana Santa, entre os dias 5 e 8 de abril. Entretanto, houve um pequena diminuição no número de acidentes, que pulou de 201 para 164, cerca de 18%.

Em comparação com a Semana Santa, os dados sobre os feridos também demonstraram melhora: de 77 caiu para 73. (R7/ Redação)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Polícia realiza operação "Os Intocáveis" para prender sete políticos de Guapemirim, Baixada Fluminense



Uma operação chamada de "Os Intocáveis", que envolveu a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco), a Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, ofereceu uma denúncia para prender a cúpula administrativa de Guapimirim, na Baixada Fluminense.

Foram denunciadas sete políticos, entre elas o prefeito, Renato Costa Mello Júnior, o Júnior do Posto, o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Emerick, conhecido como Marcelo do Queijo, além da atual candidata à prefeitura e ex-secretária do governo, Ismeralda Garcia da Costa. No total, são 16 os envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público.

Ismeralda foi presa em casa pela Draco, no bairo de Parada Modelo. Já Emerick e Júnior do Posto não foram encontrados. De acordo com informações, o segundo está em Miami.

As investigações apontam que o grupo, formado por 16 pessoas, atuava com ações criminosas para roubar dinheiro público, enquanto outros trabalhavam facilitando o esquema. Segundo a denúncia do Ministério Público, eram desviados mais de R$ 1 milhão por mês, de verbas destinadas a várias áreas, como educação e merenda escolar. Eles serão acusados pelos seguintes crimes: quadrilha armada, fraude em licitação, corrupção ativa, coação no curso do processo e peculato, que podem somar até 24 anos de prisão.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Após perseguição que terminou com duas mortes, ônibus com crianças é sequestrado em Coelho Neto


Após intensa troca de tiros num Posto de Atendimento Médico (PAM) na tarde desta terça-feira (4), um bandido seqüestrou um ônibus de excursão com crianças. O motorista foi obrigado a dirigir até o Morro da Pedreira onde, em seguida, todos acabaram sendo liberados sem ferimentos.

Dois bandidos em fuga entraram em confronto com a polícia em Coelho Neto, Zona Norte do Rio. Eles foram parados por uma viatura na Avenida Automóvel Clube e, na fuga, invadiram um posto de saúde, onde fizeram uma mulher refém. Na troca de tiros, ela acabou sendo alvejada na barriga. Um dos suspeitos também foi atingido e morreu no local. O segundo conseguiu fugir e sequestrou um ônibus de excursão que levava crianças. Sob ameaças, o motorista do ônibus foi orientado a dirigir até o Morro da Pedreira, onde foi liberado juntamente com os reféns, enquanto o bandido fugiu sem ferir mais ninguém.

O estado da vítima - que acabou sendo usada como escudo humano - é considerado grave. Há registro de outra pessoa atingida por uma bala perdida, a qual levou um tiro de raspão na cabeça, foi tratada e liberada do Hospital Estadual Carlos Chagas. O atendimento no posto onde ocorreu o tiroteio foi interrompido e as consultas serão reagendadas.