Em protesto contra o traçado do metrô entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, cerca de cem integrantes do movimento "Linha 4 que o Rio precisa" ocuparam, neste domingo, a Avenida Atlântica, em Copacabana. Convocados pelo Centro de Estudos Direito e Sociedade (Cedes), da PUC, os manifestantes querem ampliar o debate em torno do traçado da linha. Enquanto o governo do estado acena com um prolongamento da Linha 1, indo da Praça General Osório, em Ipanema, ao Jardim Oceânico, na Barra, por outro lado, associações de moradores — a maioria da Zona Sul — e ONGs querem um projeto alternativo, com ramais e trajetos independentes. Horácio Magalhães, da Associação de Moradores e Amigos de Copacabana, diz que o movimento de ontem conseguiu cerca de 500 assinaturas para um abaixo-assinado a ser entregue ao Ministério Público. Ao todo, o "Linha 4 que o Rio precisa" já tem mais de 7 mil signatários.
Na sexta-feira, o promotor Carlos Frederico Saturnino, da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente, interpôs um agravo de instrumento na Justiça pedindo a suspensão das obras num dos trechos da Linha 4. Ele tem o apoio de 16 associações de moradores. Em dezembro, a 15ª Vara de Fazenda Pública negara o pedido de liminar feito pelo promotor. Ele quer que a obra seja suspensa até que se decida qual será o traçado da linha. O promotor aponta também supostas irregularidades no estudo e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima) do trecho Ipanema-São Conrado. Em nota, o governo estadual informou que tem todas as licenças necessárias para as obras. Quanto à escolha do traçado, o governo alega que foram feitas várias simulações operacionais indicando a viabilidade do trecho Ipanema-São Conrado. (Extra Online/Redação)

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