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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morre aos 104 anos

Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu pouco antes das 22h desta quarta (5), aos 104 anos, no Rio. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, de sobrinhos e de netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto. Niemeyer esteve lúcido até manhã de quarta, quando houve piora em seu quadro de infecção respiratória e ele precisou ser sedado e entubado.
O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. Na manhã desta quarta, o arquiteto sofreu uma parada cardiorrespiratória. (Folha de São Paulo/Redação)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Oscar Niemeyer melhora e já conversa no quarto de hospital


É estável o quadro de saúde do arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos. Ele deu entrada no Hospital Samaritano no final de semana diagnosticado com uma desidratação.

Havia a suspeita de infecção renal, que foi descartada posteriormente. Com um quadro estável, ele já conversa com seus familiares no quarto de hospital, onde quem o acompanha de perto é sua esposa, Vera Lúcia.

Em maio, o arquiteto mais famoso do país já havia sido internado pelo mesmo motivo, com o agravamente de pneumonia. Em 2011, ele também ficou no hospital por conta de uma infecção urinária. Em seu histórico, já cirurgias de retirada de vesícula e de um tumor no cólon. (JB/ Redação)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bandeira olímpica chega ao Rio e marca a contagem regressiva para 2016


O maior dos símbolos olímpicos, a bandeira com anéis coloridos que representam os cinco continentes, chega nesta segunda-feira ao Rio, marcando oficialmente a contagem para a próxima edição do maior evento esportivo do planeta. Nos próximos quatro anos, o Rio será a cidade olímpica por direito, mas terá de mostrar, de fato, que merece o título. E a cobrança começou no domingo mesmo. Doze horas antes de entregar ao prefeito Eduardo Paes a bandeira olímpica, durante a festa de encerramento dos jogos londrinos, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, cobrou a divulgação do orçamento da Rio 2016.

A bandeira ficará guardada na Gávea Pequena, residência oficial do prefeito. Amanhã, será levada a Brasília para ser apresentada à presidente Dilma Rousseff . Na quarta-feira, o símbolo olímpico passeará pelo Rio, começando pela Praça do Conhecimento, no Complexo do Alemão, e seguindo para a Praça do Canhão, em Realengo, e a Zona Sul. O cortejo termina no Palácio da Cidade, em Botafogo. Nos três lugares serão hasteadas cópias da bandeira. (O Globo Online/Redação)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Marcha contra corrupção ofusca desfile em Brasília

A Marcha Contra a Corrupção, convocada pelas redes sociais na internet, ofuscou o desfile comemorativo do 7 de Setembro, em Brasília, historicamente marcante por causa da participação do presidente da República e das Forças Armadas.


Cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, caminharam ontem por uma via da Esplanada dos Ministérios para protestar contra a série de escândalos que marcam a política contemporânea brasileira. No mesmo momento, a presidente Dilma Rousseff estreava, do outro lado da rua, no papel de primeira mulher presidente a comandar a cerimônia nacional do Dia da Pátria. 

A forte segurança do 7 de Setembro impediu o contato de integrantes da marcha com participantes do desfile oficial. O sucesso do protesto ocorreu uma semana após congresso do PT demonstrar que não apoia nenhum tipo de "faxina" anticorrupção no governo e de considerar que esses movimentos eram parte de uma "conspiração midiática" e uma forma de promover a "criminalização generalizada" da base aliada ao Planalto. 

A marcha evitou as referências partidárias. Membros do PSOL tentaram levar bandeiras do partido, mas foram impedidos de seguir adiante com os adereços. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ensaiou entrar na marcha, mas, advertido, preferiu apenas acompanhá-la discretamente. 

Vestidos de preto, com narizes de palhaço, faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), na semana passada, o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo e a manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do Legislativo. Pediram até a destituição de Ricardo Teixeira da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

Exigiram, ainda, a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa - que depende de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma faixa vinculava o nome do ditador líbio Muamar Kadafi à política brasileira, lembrando que qualquer um pode se candidatar, independentemente da ficha criminal. "Kadafi, não importa o seu passado, no Brasil você pode ser deputado." 

Em oito meses de gestão, Dilma foi obrigada a trocar Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi por conta do envolvimento deles em suspeitas de corrupção na Esplanada. 

O protesto começou tímido no Museu Nacional de Brasília, por volta de 9h, com 2 mil pessoas, mas foi engrossando com a adesão de quem foi ao desfile oficial. No fim, ao meio-dia, na Praça dos Três Poderes, a marcha chegou a 25 mil pessoas, segundo balanço da PM. A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação, observou Luciana Kalil, 30, uma das organizadoras do protesto.(AE)