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sexta-feira, 20 de março de 2015

Grupo sobe ao palco para gravação do segundo CD do projeto

Circo Voador recebe encerramento da segunda temporada do Jovens Tardes, comandado pelo show do Scracho. A apresentação acontece no domingo, dia 22, às 19h. O show de abertura fica por conta da banda Hover, às 17h, e a entrada é gratuita.
Com mais de dez anos de carreira e três álbuns gravados, a banda apresenta sucessos como “Divina Comédia”, “Você Mudou”, “Morena” e “Lado B”. Criada em 2006 por um grupo de amigos do colégio Corcovado, a Scracho foi indicada ao Prêmio Multishow de Música Brasileira, em 2008, como banda revelação. (Catraca/redação)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Carnaval na Lapa tem série de shows gratuitos

Depois de ser instalado na Praça Tiradentes no último ano, o palco Rio Marchinhas da Fundição Progresso retorna aos Arcos. No Carnaval 2015,  Sob o tema “Lapa d`água na cabeça”,  o projeto vai transformar a Praça Marechal Câmara num grande bailão.
Os shows acontecem entre o sábado e a terça-feira de Carnaval, dias 14 e 17, a partir das 16 horas na abertura e das 19h nos outros dias.  Casuarina, Bangalafumenga, Exalta Rei, Cordão do Boitatá e Bloco do Sargento Pimenta estão entre as atrações.O shows tem participação gratuita. (Catraca/Redação)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Leoni faz show gratuito em Copacabana

Neste sábado, dia 24, a Praia de Copacabana recebe o show de Leoni. O Cantor encerra as atividades do projeto Curta Praia, que promove atividades físicas gratuitas na praia. A apresentação acontece no Quiosque da Globo Rio.
Leoni sobe ao palco às 19h, mas o Curta Praia acontece durante todo o dia, a partir das 9h. O cantor interpretará seus sucessos como "Garotos" e "Por que não eu?". A participação no evento é gratuita. Mais informações no Facebook. (Catraca/Redação)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Elba Ramalho faz apresentações gratuitas em Botafogo

No próximo fim de semana, dias 1 e 2, o Espaço Cultural Furnas, em Botafogo, recebe a cantora Elba Ramalho. Serão três apresentações gratuitas, duas no sábado e uma no domingo.
O show terá um clima intimista e um formato acústico. Acompanhada apenas por dois músicos, Marcos Arcanjo (violão e  guitarra) e Rafael Nascimento ("Meninão" - sanfona), Elba apresenta música como como "Gostoso demais", "Chão de giz" e "Dia branco".
No sábado, o show acontece às 17h e às 20h, enquanto no domingo a apresentação está marcada para às 19h. A casa é sujeita a lotação e senhas serão distribuídas a partir das 14h.
O Espaço Cultural Furnas, fica na rua Real Grandeza, 219 - Botafogo. Para maiores informações ligue para: 21 - 2528-5166. (Catraca/Redação)


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Jorge Aragão faz show gratuito no Parque Madureira

Hoje, dia 20, o  cantor Jorge Aragão se apresenta no Parque Madureira. O show acontece em comemoração ao Dia do Comerciário, celebrado sempre na terceira segunda-feira do mês de outubro.
Atividades ligadas a esporte e lazer, educação, turismo, saúde e cultura acontecerão durante todo o dia no Parque, que abrirá exclusivamente para a comemoração. O encerramento acontece com uma Batalha do Passinho, às 18h, e o show do sambista, às 19h, mas o evento rola a partir das 14h. As atividades são gratuitas. (Catraca/Redação)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Thiaguinho e Lucas Morato se apresentam em Mangaratiba


Os cantores Thiaguinho e Lucas Morato são as atrações da próxima edição do evento Estação Rio, que será realizado neste domingo (31), na Praia do Saco, em Mangaratiba, Região Metropolitana do Rio.

Para abrir a noite, Lucas Morato, filho do cantor Péricles, apresenta as músicas de seu primeiro CD, ‘Muito Prazer’, além de sucessos de outros compositores. O jovem cantor já é considerado uma das grandes forças da nova geração do samba.

Thiaguinho, um dos mais populares e versáteis artistas brasileiros da atualidade, sobe ao palco em seguida. Com dois CDs em sua carreira solo, ‘Ousadia & Alegria’  e ‘Outro Dia, Outra História’, e com o EP “Mais é Mais”, o cantor animará a plateia do evento com os sucesso “Caraca, Muleke”, “Ainda Bem”, “Será que é Amor” e “Desencana”.

O Estação Rio é realizado pela Globo e tem como objetivo criar oportunidades de convivência comunitária e de valorização das tradições culturais para os cariocas. (G1/Redação)

Serviço:
Estação Rio
Data: 31/08 (domingo)
Horário: a partir das 19h
Atrações: Lucas Morato e Thiaguinho
Endereço: Praia do Saco, em Mangaratiba
Endereço: Avenida José Carlos Costa (Antiga Avenida Rio de Janeiro)
Classificação livre
Entrada Gratuita

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Kiko Zambianchi faz show gratuito em Copacabana

No próximo domingo, dia 17, o convidado do projeto ” Tardes de Domingo” é o cantor Kiko Zambianchi.  O músico se apresenta de graça no Quiosque da Globo, na altura da rua Miguel Lemos, às 17h. 
No repertório estarão  clássicos do pop rock brasileiro da década de 80 e composições mais recentes. Kiko é dono de sucessos como “Rolam as Pedras” e “Primeiros Erros”.  O projeto tem por objetivo relembrar músicas que marcaram época. (Catraca/Redação)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Yamandu Costa faz show gratuito na Cidade das Artes

No próximo sábado, dia 26, Yamandu Costa se apresenta na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. O show, que apresentará o novo trabalho instrumental do músico, terá entrada gratuita.
Na apresentação do álbum Mafuá, Yamandu apresentará 13 músicas, somente três não são de sua autoria. O show  está marcado para às 18h. Mais informações no site da Cidade das Artes. (Catraca/Redação)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Arena da Penha recebe a Orquestra Afroreggae

No próximo sábado, dia 21, a Arena Carioca Dicró, na Penha, recebe a Orquestra Afroreggae. O show contará com um repertório que inclui os temas do Superman e Indiana Jones, Odeon, Prelúdio do Villalobos, Mozart e Aquarela do Brasil.
Jean Philippe e Giuseppe Laucas dividem o papel de líderes da Orquestra AfroReggae. Os dois rapazes são estudantes de música da UFRJ e trabalham como Maestros sob a coordenação do primeiro regente do grupo, Guilherme Carvalho, comandando os 21 músicos que formam o grupo. 
A apresentação acontece às 18h e tem entrada gratuita. (Caraca/Redação)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Sesc Ramos recebe show de Roberta Sá

O Sesc Ramos apresenta no dia 31 de maio um show da cantora Roberta Campos, dentro do Circuito Sesc de Música, com entrada a R$ 10.

A cantora volta ao Rio de Janeiro para uma série de shows depois de turnê pelo Brasil ao lado de Martinho da Vila, Alcione e Diogo Nogueira. A apresentação marca a estreia da cantora no Circuito Sesc de Música 2014, que vai levá-la a outras unidades da instituição no Estado.

Também participam do Circuito Sesc de Músicas artistas como Adriana Calcanhotto, Elba Ramalho, Lenine, Ana Cañas, Chico César, Zélia Duncan, Geraldo Azevedo, Pedro Mariano, Leila Pinheiro, Ivan Lins, Léo Gandelman, MPB4, Pato Fu, Roberta Sá, Alice Caymmi, Toquinho, Tulipa Ruiz e Zeca Baleiro, entre outros.
No repertório do show estão compositores de diferentes gerações e linguagens: Caetano Veloso (“Deixa Sangrar”), João Cavalcanti (“O Nego e Eu”) e o trio Moreno Veloso, Quito Ribeiro e Domenico Lancellotti (“A Brincadeira”), além de Pedro Luís (“No Bolso”) e Jorge Drexler (“Esquirlas”). A cantora também revisitará outros álbuns da sua carreira como “Braseiro”, “Quando o Canto É Reza” e “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”. O show “Baile da Rosa”, que Roberta Sá montou no carnaval de 2013, será lembrado com sambas e marchinhas tradicionais. (Catraca/Redação)

terça-feira, 27 de maio de 2014

NXZero faz show gratuito em Vila Isabel

O Parque Recanto do Trovador, o antigo Zoológico, localizado em Vila Isabel, recebe neste sábado, dia 31, apresentação do NXZero e de Thiago Martins. Os shows fazem parte do projeto “Estação Rio” e tem participação gratuita.
A abertura do evento é feita por Thiago Martins que apresenta o primeiro CD de sua carreira solo com um repertório pop, com pitadas de samba-rock e outros estilos. E,  o NXZero apresenta canções do novo CD “Em Comum” e outros sucessos como ”Cedo ou Tarde” e “Razões e Emoções”.  Os shows começam às 19h. (Catraca/Redação)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Lenine faz show gratuito em São Gonçalo

No sábado, dia 24, a cidade de São Gonçalo recebe show gratuito de Lenine. O cantor apresenta o projeto “Encontros Socioambientais com Lenine – Música e Sustentabilidade numa só nota” em frente ao  Centro Cultural Joaquim Lavoura, às 19h30.

Lenine deu início a uma turnê por 12 projetos socioambientais pelas 5 regiões do Brasil para encontros com as comunidades, gestores, técnicos, além de fazer música. Em cada encontro, são dois dias de ações em cada destino. No primeiro dia o cantor visita o projeto anfitrião e no segundo celebra com a comunidade local. Mais informações no evento do Facebook. (Catraca/Redação)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Zé Ramalho faz show gratuito na Praia de São Francisco em Niterói

No próximo domingo, dia 18, o cantor Zé Ramalho participa do “Circuito Quatro Estações” e faz show gratuito na Praia de São Francisco, em Niterói. Zé apresentará o show “Tour 2014″.
A apresentação revisita alguns de seus maiores sucessos. “Avohai”, “Frevo Mulher”, “Admirável Gado Novo”, “Chão de Giz”, “Beira-Mar”, “Eternas Ondas”, “Garoto de Aluguel”, “Vila do Sossego” e “Banquete de Signos” estão no repertório.
O evento contará com abertura da banda de pop rock niteroiense JPG. A organização pede que o público leve 1 kg de alimento não perecível. As doações serão distribuídas para instituições da cidade. O evento começa às 18h.  A apresentação de Zé Ramalho aconteceria ao lado do cantor Lenine no dia 4 de maio, porém foi transferida para este fim de semana, sem a participação de Lenine.(Catraca/Redação)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Circuito Quatro Estações traz Lenine e Zé Ramalho para Niterói

O evento, promovido pela Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), com o patrocínio da Águas de Niterói, terá entrada franca. Basta levar 1 kg de alimento não perecível. As doações serão distribuídas para instituições da cidade. A abertura da noite fica por conta da banda niteroiense JPG.
Apesar de terem estilos e obras diferentes, Lenine e Zé Ramalho prometem uma inesquecível apresentação, com um repertório rico e diversificado. Os artistas vão cantar algumas músicas juntos, provando a força da música popular brasileira e da cultura do nordeste, em um show que marcará a passagem da dupla pela cidade de Niterói.
Lenine será o primeiro a subir ao palco, onde apresentará o show da sua turnê atual – “Chão”. Regado a experimentações sonoras, a apresentação quebra paradigmas e prova que o popular e o conceitual podem render uma combinação perfeita. Com direção musical do próprio Lenine, em parceria com Bruno Giorgi e JR Tostoi, “Chão” tem em cena os três artistas em um espaço repleto de instrumentos e equipamentos eletrônicos responsáveis por reproduzir os ruídos orgânicos que permeiam nove das dez faixas do disco, como “Chão” (Lenine/Lula Queiroga), “Envergo mas não quebro” (Lenine/Carlos Rennó) e “Amor é pra quem ama” (Lenine/Ivan Santos). Além de outros sucessos como “Jack Soul Brasileiro”, “Leão do Norte” (Lenine/Paulo César Pinheiro) e “Paciência” (Lenine/Dudu Falcão).
Depois será a vez do cantor Zé Ramalho, que traz o seu “Tour 2014”, em uma apresentação que revisita alguns de seus maiores sucessos. “Avohai”, “Frevo Mulher”, “Admirável Gado Novo”, “Chão de Giz”, “Beira-Mar”, “Eternas Ondas”, “Garoto de Aluguel”, “Vila do Sossego” e “Banquete de Signos” são apenas algumas das inúmeras pérolas que Zé Ramalho lançou e riscam o Brasil de Norte a Sul, derrubando fronteiras e provando que a grande música é universal. O show traz ainda o acompanhamento da Banda Z (Chico Guedes, Zé Gomes, Dodode Moraes, Edu Constant e Toti Cavalcanti), além de releituras de Raul Seixas (Trem das Sete e Medo da Chuva) e o grande sucesso “Sinônimo”.
Banda niteroiense abre a noite - Criada em 2002, a banda JPG criou uma mistura musical inovadora de Pop Rock, MPB, House, R&B e os “Radio Hits” mais badalados do planeta.
Formada pelo percussionista autodidata, Eduardo Gema, e pelo cantor e multi-instrumentista, João Ramalho, que tem a música no DNA, pois é filho do compositor Zé Ramalho e da cantora Amelinha, a banda JPG abre a noite do Circuito Quatro Estações, no dia 4 de maio, às 18h. O repertório terá versões acústicas inéditas e dançantes de grandes hits nacionais e internacionais.

INFORMAÇÕES DO EVENTO:
Data: 04/05/2014 – domingo
Horário: 18h
LocalTeatro Popular Oscar Niemeyer – Caminho NiemeyerRua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, Centro, Niterói-RJ
Classificação: Livre
Entrada Franca -  A organização do evento pede para que o público leve 1 kg de alimento não perecível. As doações serão distribuídas entre instituições da cidade.
Informações: (21) 2621-5050 / 2613-5431 / 2620-4806 (Niterói/Redação)

terça-feira, 29 de abril de 2014

George Israel faz show gratuito na Barra da Tijuca

Hoje, 29, George Israel se apresenta no Lounge do New York City Center, na Barra da Tijuca. O evento gratuito faz parte do projeto New York City’n Concert e tem inicio marcado para às 19h.
George Israel é ex-saxofonista da banda Kid Abelha. No repertório estarão  sucessos como “Eu Tive um Sonho”, “Te Amo pra Sempre”, “Lágrimas e Chuvas”, “Fórmula do Amor”, “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”. (Catraca/Redação)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cidade Negra se apresenta de graça em Copacabana

O grupo Cidade Negra se apresenta de graça no próximo domingo, dia 27, na Praia de Copacabana. O show faz parte das comemorações de aniversário do Quiosque Globo Rio.
Além do grupo, se apresentam no local o DJ Zabumba, que faz a abertura do evento a partir das 17h. No sábado, acontece show do Bola Preta e aulões de yoga e dança. O evento acontece na altura da Rua Miguel Lemos. (Catraca/Redação)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Tributo a Clara Nunes no Circo Voador

Com Mariene de Castro, Pandeiro Repique Duo e Carlinhos de Jesus como convidados, Hamilton de Holanda e sua orquestra comandam o Baile do Almeidinha em homenagem a Clara Nunes. O tributo a cantora acontece na sexta-feira, dia 18, às 20h, no Circo Voador.
Na 20º edição do baile Hamilton de Holanda e Orquestra realizam dois sets com clássicos da música brasileira que passam por Tom Jobim, Pixinguinha, Paulinho da Viola, e outros bambas. Enquanto Mariane canta Clara Nunes. A abertura dos shows é feita pelo Conjunto Noites do Norte. Dj Gau toca nos intervalos.
Os ingressos custam R$1 para homens com sobrenome almeida e mulheres até às 21h. Após o horário, o valor é o mesmo para todos, R$30 com 1kg de alimento, flyer e meia-entrada. ( Catraca/Redação)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Emicida faz show gratuito no Rio

Na próxima quarta, dia 16, o rapper Emicida faz show gratuito no Rio. A apresentação faz parte do projeto “Música no Capanema”, que leva cantores ao palco da Sala Funarte Sidney Miller, no centro do Rio.
Emicida apresentará seus sucessos e o seu último trabalho, lançado em 2013, ”O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”.O show acontece às  18h30, porém senhas são distribuídas com meia hora de antecedência. 
A Sala Funarte Sydney Miller fica na rua da Imprensa, 16. Para maiores informações ligue: (21)0 2279-8104 (Catrac Livre/Redação)

terça-feira, 25 de março de 2014

Produtores apostam em bairros como Tijca e Méirer para eventos culturais

Chacal e seu CEP 20.000 são ícones da cultura carioca que, ao longo das últimas décadas, se espraia pelos baixos e praias da Zona Sul. Leo Feijó, à frente de espaços como a Casa da Matriz e o Cinemathèque, ajudou a moldar esse mesmo cenário a partir dos anos 1990. Mais novo, o produtor-artista-agitador Qinho cresceu no mesmo ambiente e, ao surgir, foi recebido como novo “menino do Rio” (leia-se sal, sol e, logicamente, sul). Hoje, os três olham para o norte — a Zona Norte. Eles desenvolvem projetos no Imperator — Centro Cultural João Nogueira, um dos polos da região, localizado no Méier. Não se trata de coincidência, ou iniciativa específica, oficial, do espaço da prefeitura. Outros projetos, espalhados por outros bairros, mostram que, depois de anos reduzido a fronteiras que iam do Leblon à Lapa, o mapa cultural do Rio que é visto parece começar a se deslocar para onde a bússola aponta.
— Tá vazando — define Qinho, num termo que toca na ideia de saturação evocada por outros artistas e produtores entrevistados para a reportagem. — Esse circuito de Zona Sul e Lapa começou a ficar asfixiado.
Não se trata de uma revitalização ou de um resgate. A cultura na Zona Norte, é claro, seguiu ativa desde sempre, a despeito da falta de investimentos ou de políticas públicas para a região — basta pensar no funk carioca, mais poderosa manifestação cultural da cidade das últimas décadas. O que acontece agora parece ser a junção, por um lado, de novas demandas da área (com o surgimento de uma jovem geração de produtores e o reconhecimento da existência de um público local) com a necessidade, por outro, do crescimento dos limites da cidade viável para o mercado da cultura de vanguarda (jovens artistas, linguagens experimentais). Uma cidade que se tornou pequena, espremida nos bairros nobres. E que agora, como exposto na metáfora de Qinho, começa a dar sinais de vazamento.
Eventos como o Ocupa Geringonça e Dobradinhas e Outros Tais são o reflexo disso. Realizados na região da Tijuca — pela proximidade com o Centro e com o acesso pelo Túnel Rebouças, o bairro é o que mais dá sinais desse movimento —, ambos já apresentaram artistas que seriam associados ao público da Zona Sul e a palcos como o (hoje fechado) Studio RJ, Audio Rebel ou mesmo o Circo Voador. Nomes como Curumin, Letícia Novaes, Ava Rocha, Céu e Metá Metá. Além disso, há outros pontos comuns, como a criação de espaços novos (o terraço de um restaurante na Praça da Bandeira, no caso da Dobradinhas, e quadras nos morros do Borel e da Formiga ou o estacionamento do Sesc Tijuca, como ocorre no Ocupa Geringonça) e o cruzamento de artes plásticas, música, cinema, design e fotografia.
— A agenda carioca de shows, que para a maioria dos artistas costuma se limitar à Zona Sul, não se sustenta — avalia Julianna Sá, idealizadora do Dobradinhas, série de shows realizada nos últimos meses que gerou um EP de canções inéditas feitas pelos músicos participantes (o lançamento será no dia 31 de março). — Quando pensei o Dobradinhas e Outros Tais, me pareceu um evento próprio para a Zona Sul, afinal os artistas se consolidaram lá, seu público estaria lá. Mas não é verdade. Há, obviamente, uma série de pessoas na Zona Norte interessadas em mil coisas. E não é uma novidade. O grupo Severiano Ribeiro investiu na reforma e na inauguração de salas de cinema na Conde de Bonfim pouco antes da abertura do metrô na Saens Peña. Queriam competir com a facilidade de se chegar à Zona Sul. Esse esforço, por décadas, deixou de existir, houve um abandono das iniciativas pública e privada. As pessoas se acostumaram que, pra ir ao cinema ou para ver um show, elas precisariam deixar seus bairros. Não é ruim deixar o próprio bairro, pelo contrário, é viver a cidade do tamanho que ela de fato tem. Só que esse tamanho, culturalmente, ficou pequeno.
O Ocupa Geringonça é uma parceria do Sesc Tijuca (que sustenta financeiramente o evento) com o coletivo Norte Comum (que faz a curadoria). O Norte Comum é um exemplo claro desse novo pensamento sobre a cidade, de abertura e circulação. Ele promove ações espalhadas pela cidade — uma das mais bem sucedidas é o Sarau Tropicaos, no Hospital Nise da Silveira, no Engenho de Dentro — seguindo a ideia expressa no texto de apresentação de sua página no Facebook: “O intuito não é de fechar o território, e sim de abrir”.
— O Norte Comum veio de uma ansiedade de muitos de produzir coisas para as pessoas que moravam na Zona Norte — explica Carlos Meijueiro, um dos articuladores do coletivo. — Um dos desejos era aproveitar os espaços já existentes, como na Tijuca temos o Teatro Ziembinski, o Centro Municipal de Referência da Música Carioca... Fomos bater na porta do Sesc e assumimos a curadoria do Geringonça. Acaba chegando também um público da Zona Sul, sobretudo nos eventos da Tijuca. Isso tudo vem num momento em que a cidade está te empurrando para fora. É cada vez mais difícil existir e resistir no Rio. É cada vez mais difícil arrumar um trabalho que pague a permanência aqui. O único caminho acaba sendo se reunir. A galera está se juntando para aproveitar o momento e entender o que vai fazer.
Leo Feijó trabalha na região com a mesma perspectiva, em projetos como o Território Criativo Grande Méier, em parceria com o Imperator.
— A ideia é estimular uma rede de produtores locais. — Você passa na Rua 24 de Maio e vê casas antigas enormes, mal cuidadas. São imóveis com aluguéis acessíveis, à espera de quem os ocupe com iniciativas culturais. Essas condições já se deram em Manchester (na Inglaterra), na Lapa, em Botafogo. Agora é ali, explica Feijó.
O produtor acredita que o aumento do custo de vida contribui para a percepção de que a cidade precisa crescer na direção da Zona Norte.
— Seu aluguel aumenta em 100%, e você é obrigado a considerar que a cidade não se limita à Zona Sul.
Chacal, que levará para o Imperator seu CEP 20.000 (será o CEP 20 Méier), defende essa movimentação:
— Tem que ir para a Zona Norte, é onde as coisas estão acontecendo. Há até uma percepção do poder público, editais que pensam a territorialização da cultura (no edital para seleção de Pontos de Cultura, de setembro de 2013, a Secretaria Municipal de Cultura estabeleceu um corte por território, determinando que 60% dos pontos fossem nas Zonas Norte e Oeste). Vem surgindo um pensamento interessante sobre a região, com caras como Marcus Faustini e (o diretor teatral) Marcus Galiña.
Qinho, que dialoga com o Norte Comum, levará ao Imperator o projeto Rio Música Contemporânea. Nele, em shows mensais, nomes da nova cena musical carioca dividem o palco com um artista consagrado.
—Vejo esse movimento como uma volta, um olhar para o lugar de onde a cidade veio — avalia o músico e produtor.Chacal e seu CEP 20.000 são ícones da cultura carioca que, ao longo das últimas décadas, se espraia pelos baixos e praias da Zona Sul. Leo Feijó, à frente de espaços como a Casa da Matriz e o Cinemathèque, ajudou a moldar esse mesmo cenário a partir dos anos 1990. Mais novo, o produtor-artista-agitador Qinho cresceu no mesmo ambiente e, ao surgir, foi recebido como novo “menino do Rio” (leia-se sal, sol e, logicamente, sul). Hoje, os três olham para o norte — a Zona Norte. Eles desenvolvem projetos no Imperator — Centro Cultural João Nogueira, um dos polos da região, localizado no Méier. Não se trata de coincidência, ou iniciativa específica, oficial, do espaço da prefeitura. Outros projetos, espalhados por outros bairros, mostram que, depois de anos reduzido a fronteiras que iam do Leblon à Lapa, o mapa cultural do Rio que é visto parece começar a se deslocar para onde a bússola aponta.
— Tá vazando — define Qinho, num termo que toca na ideia de saturação evocada por outros artistas e produtores entrevistados para a reportagem. — Esse circuito de Zona Sul e Lapa começou a ficar asfixiado.
Não se trata de uma revitalização ou de um resgate. A cultura na Zona Norte, é claro, seguiu ativa desde sempre, a despeito da falta de investimentos ou de políticas públicas para a região — basta pensar no funk carioca, mais poderosa manifestação cultural da cidade das últimas décadas. O que acontece agora parece ser a junção, por um lado, de novas demandas da área (com o surgimento de uma jovem geração de produtores e o reconhecimento da existência de um público local) com a necessidade, por outro, do crescimento dos limites da cidade viável para o mercado da cultura de vanguarda (jovens artistas, linguagens experimentais). Uma cidade que se tornou pequena, espremida nos bairros nobres. E que agora, como exposto na metáfora de Qinho, começa a dar sinais de vazamento.
Eventos como o Ocupa Geringonça e Dobradinhas e Outros Tais são o reflexo disso. Realizados na região da Tijuca — pela proximidade com o Centro e com o acesso pelo Túnel Rebouças, o bairro é o que mais dá sinais desse movimento —, ambos já apresentaram artistas que seriam associados ao público da Zona Sul e a palcos como o (hoje fechado) Studio RJ, Audio Rebel ou mesmo o Circo Voador. Nomes como Curumin, Letícia Novaes, Ava Rocha, Céu e Metá Metá. Além disso, há outros pontos comuns, como a criação de espaços novos (o terraço de um restaurante na Praça da Bandeira, no caso da Dobradinhas, e quadras nos morros do Borel e da Formiga ou o estacionamento do Sesc Tijuca, como ocorre no Ocupa Geringonça) e o cruzamento de artes plásticas, música, cinema, design e fotografia.
— A agenda carioca de shows, que para a maioria dos artistas costuma se limitar à Zona Sul, não se sustenta — avalia Julianna Sá, idealizadora do Dobradinhas, série de shows realizada nos últimos meses que gerou um EP de canções inéditas feitas pelos músicos participantes (o lançamento será no dia 31 de março). — Quando pensei o Dobradinhas e Outros Tais, me pareceu um evento próprio para a Zona Sul, afinal os artistas se consolidaram lá, seu público estaria lá. Mas não é verdade. Há, obviamente, uma série de pessoas na Zona Norte interessadas em mil coisas. E não é uma novidade. O grupo Severiano Ribeiro investiu na reforma e na inauguração de salas de cinema na Conde de Bonfim pouco antes da abertura do metrô na Saens Peña. Queriam competir com a facilidade de se chegar à Zona Sul. Esse esforço, por décadas, deixou de existir, houve um abandono das iniciativas pública e privada. As pessoas se acostumaram que, pra ir ao cinema ou para ver um show, elas precisariam deixar seus bairros. Não é ruim deixar o próprio bairro, pelo contrário, é viver a cidade do tamanho que ela de fato tem. Só que esse tamanho, culturalmente, ficou pequeno.
O Ocupa Geringonça é uma parceria do Sesc Tijuca (que sustenta financeiramente o evento) com o coletivo Norte Comum (que faz a curadoria). O Norte Comum é um exemplo claro desse novo pensamento sobre a cidade, de abertura e circulação. Ele promove ações espalhadas pela cidade — uma das mais bem sucedidas é o Sarau Tropicaos, no Hospital Nise da Silveira, no Engenho de Dentro — seguindo a ideia expressa no texto de apresentação de sua página no Facebook: “O intuito não é de fechar o território, e sim de abrir”.
— O Norte Comum veio de uma ansiedade de muitos de produzir coisas para as pessoas que moravam na Zona Norte — explica Carlos Meijueiro, um dos articuladores do coletivo. — Um dos desejos era aproveitar os espaços já existentes, como na Tijuca temos o Teatro Ziembinski, o Centro Municipal de Referência da Música Carioca... Fomos bater na porta do Sesc e assumimos a curadoria do Geringonça. Acaba chegando também um público da Zona Sul, sobretudo nos eventos da Tijuca. Isso tudo vem num momento em que a cidade está te empurrando para fora. É cada vez mais difícil existir e resistir no Rio. É cada vez mais difícil arrumar um trabalho que pague a permanência aqui. O único caminho acaba sendo se reunir. A galera está se juntando para aproveitar o momento e entender o que vai fazer.
Leo Feijó trabalha na região com a mesma perspectiva, em projetos como o Território Criativo Grande Méier, em parceria com o Imperator.
— A ideia é estimular uma rede de produtores locais. — Você passa na Rua 24 de Maio e vê casas antigas enormes, mal cuidadas. São imóveis com aluguéis acessíveis, à espera de quem os ocupe com iniciativas culturais. Essas condições já se deram em Manchester (na Inglaterra), na Lapa, em Botafogo. Agora é ali, explica Feijó.
O produtor acredita que o aumento do custo de vida contribui para a percepção de que a cidade precisa crescer na direção da Zona Norte.
— Seu aluguel aumenta em 100%, e você é obrigado a considerar que a cidade não se limita à Zona Sul.
Chacal, que levará para o Imperator seu CEP 20.000 (será o CEP 20 Méier), defende essa movimentação:
— Tem que ir para a Zona Norte, é onde as coisas estão acontecendo. Há até uma percepção do poder público, editais que pensam a territorialização da cultura (no edital para seleção de Pontos de Cultura, de setembro de 2013, a Secretaria Municipal de Cultura estabeleceu um corte por território, determinando que 60% dos pontos fossem nas Zonas Norte e Oeste). Vem surgindo um pensamento interessante sobre a região, com caras como Marcus Faustini e (o diretor teatral) Marcus Galiña.
Qinho, que dialoga com o Norte Comum, levará ao Imperator o projeto Rio Música Contemporânea. Nele, em shows mensais, nomes da nova cena musical carioca dividem o palco com um artista consagrado.
—Vejo esse movimento como uma volta, um olhar para o lugar de onde a cidade veio — avalia o músico e produtor. (Na Tijuca/Redação)

Tributo a Elis Regina e Tom Jobim no Santo Scenarium

Na próxima quarta-feira, dia 26, o Santo Scenarium, na Lapa, recebe um tributo a Elis Regina e Tom Jobim. A apresentação será focado no álbum “ Elis & Tom”, o 11º melhor disco do Brasil, segundo a Rolling Stone, que foi lançado em 1974.
A cantora Liz Rosa (Elis, de batismo) e o pianista Antônio Guerra, se aprofundam na obra dos mestres para relembrar canções como Inútil Paisagem, Corcovado, Modinha, Triste, Retrato em Branco e Preto, Chovendo na Roseira e outras obras primas. Os ingressos custam R$5 e a apresentação está marcada para às 19h. Catraca/Reação)