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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Rodoviários voltam hoje ao trabalho, mas podem parar na sexta-feira de novo

Motoristas e cobradores de ônibus do município do Rio se reúnem nesta quinta-feira, às 16h, na Candelária, no Centro do Rio, para um novo encontro da categoria. Segundo Luiz Fernando Mariano, um dos membros da comissão que encabeça a greve, “os próximos passos serão decididos pela classe durante a assembleia, mas não podemos descartar nada”. Uma das possibilidades é que outra paralisação seja anunciada a partir da 0h de sexta-feira, já que a prefeitura, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb) e o Rio Ônibus (representante das 43 empresas) não apresentarão uma segunda proposta de melhoria salarial e condições de trabalho.

Nesta quarta-feira, o Rio Ônibus informou, por meio de nota, que “alertou que os profissionais que não voltarem ao serviço terão seu dia de trabalho descontado em folha pelas empresas, uma vez que a ausência está em desacordo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT)”. A Justiça, porém, alega que os grevistas não podem ser descontados nem demitidos, até que haja uma decisão final sobre a legalidade da greve. (Extra/Redação)




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Funcionários dos Correios, no Rio, decidem entrar em greve

Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos do Rio (ECT) decidiram em assembleia esta noite entrar em greve por tempo indeterminado. Os servidores, que têm data-base este mês, não aceitaram a proposta da empresa de aumento de 5,27%, abaixo da inflação anual, de 6,27%, medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Correios e Telégrafos do Rio (Sintect-RJ), Marcos Sant'Aguida, “Os 5,27% de aumento que os Correios apresentaram está bem abaixo da inflação. A inflação é direito, e nós queremos o aumento real do salário”, disse. “Na reunião [ontem (10)], nós falamos que caso a empresa não apresentasse uma nova proposta, nós iríamos entrar em greve”, completou.

O sindicalista disse ainda que além de reivindicar melhores salários, a categoria busca o fortalecimento da empresa. "Queremos que tenha uma entrega ampla em todo o território nacional, mais trabalhadores, mais infraestrutura de transporte e mais atendimento ao público. Nós colocamos 62 itens na reunião com os Correios”.
Em nota, os correios informaram que estão em processo de negociação do acordo coletivo de trabalho com as entidades sindicais e continuam abertos ao diálogo, não havendo, portanto, justificativa para a paralisação. “A empresa ofereceu reajuste de 5,27% sobre os salários e benefícios. Este índice, somado à progressão anual concedida no ano passado, equivale ou ultrapassa os índices inflacionários do período, impedindo perdas aos trabalhadores”.
Ainda segundo os Correios, “estamos adotando uma série de ações preventivas para garantir a prestação de serviços à população em caso de paralisação parcial dos trabalhadores, como mutirão e contratação de pessoal para entrega de correspondência nos finais de semana para atender à população".
Os grevistas estão concentrados no Centro de Tratamento de Encomendas, em Benfica, zona norte, setor responsável pela distribuição dos objetos postais. O lugar é estratégico, porque dali saí as principais encomendas do Rio, como o Sedex 10, que tem de ser entregue até as 10 horas da manhã diariamente.
Os sindicalistas estão formando piquete em Benfica a fim de impedir a saída dos veículos com malotes de encomenda para entregar nesta quinta-feira (12). A categoria já programou uma assembleia para amanhã às 10 horas.(JB/Redação)