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sexta-feira, 21 de março de 2014

Leite Elegê tem venda proibida no Rio


O Procon Carioca suspendeu a venda do leite Elegê em todo o município do Rio. A decisão vale para os produtos integral, desnatado e semidesnatado. De acordo com o Procon, a ação - que aconteceu na manhã desta quinta-feira (20) e seguirá durante a tarde - foi motivada após o órgão receber denúncias de consumidores.
Segundo os fiscais, o leite está impróprio para consumo. Cerca de 4.500 caixas de leites de três lotes do produto já foram recolhidos: CDSA16:533; CDNZ23:553 e CDVP06:093.

Secretária municipal de Defesa do Consumidor e coordenadora do Procon Carioca, Solange Amaral disse que mais supermercados serão inspecionados ainda hoje. “Nós suspendemos a venda em todo o município numa tentativa de resguardar a população e até que a empresa produtora do leite verifique o que aconteceu”.
Solange Amaral esteve reunida com Guilherme Portella dos Santos, gerente executivo de Relações Institucionais da BRF. Segundo o Procon, Portella afirmou que também tem recebido reclamações quanto à qualidade do leite comercializado e comprometeu-se a suspender as vendas em todo o mercado.

A empresa BRF foi notificada pelo Procon Carioca com base no Código de Defesa do Consumidor, Artigo 18, Parágrafo 6º, que trata das responsabilidades de oferecer alimentos impróprios ao consumo, e poderá ser multada em R$ 1,210 milhão, além de responder por crime contra o consumidor.

Procurada, a BRF, que detém a marca Elegê, informou, por meio de uma nota, que "com relação à suposta impropriedade alegada sobre o leite desnatado Elegê, informamos que todas as linhas de produção operadas pela BRF são submetidos a rígidas normas de inspeção, com a finalidade de garantir a qualidade de seus produtos. Por precaução e visando total transparência, informamos que a alegada impropriedade se trata de uma quebra da cadeia de proteína que gera sabor e cor alterada no produto, o que não causa danos à saúde ou à integridade física dos consumidores. Reforçamos que o fato não possui relação com o crescimento microbiológico e/ou adição de químicos".

Problemas em 2012
Esta não é a primeira vez que os leites Elegê têm a venda suspensa no Rio. Em julho de 2012, equipes da Defensoria Pública do Estado do Rio e do Procon-RJ circularam por seis supermercados da cidade do Rio em busca de caixas de dois lotes do leite desnatado Elegê considerados impróprios para consumo.

Na ocasião, a Defensoria Pública e a BRF, assinaram um termo de compromisso. O acordo previa a reposição de leite desnatado Elegê aos consumidores que compraram caixas do produto com alteração de sabor. (Extra/Redação)


quarta-feira, 28 de março de 2012

Prefeitura do Rio inaugura Procon Eletrônico

A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta quarta-feira o Procon Eletrônico, criado pela Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor da capital carioca. O novo serviço de proteção ao consumidor é pioneiro no país e vai resolver divergências entre empresas e clientes insatisfeitos com a prestação de serviços de forma mais rápida. De início, o Procon Eletrônico vai atender casos relacionados à demora no atendimento em bancos e o descumprimento no prazo de entregas em compras feitas pela internet. Segundo a secretária de Defesa do Consumidor, Solange Amaral, com a criação do serviço eletrônico o tempo de solução dos casos será reduzido para apenas dez dias. Atualmente, dependendo do caso, a solução dos problemas leva em torno de um mês. “Ele [consumidor] liga para central da prefeitura e imediatamente nós enviamos a reclamação para a empresa, que terá até dez dias para resolver o problema do consumidor carioca”, explicou.

Por se tratar de uma questão ampla, Solange Amaral, disse que no prazo de um mês a central do Procon Carioca também vai atender a outras queixas. A secretaria pretende registrar um volume de mais de 2 mil reclamações por mês e a expectativa é que esse número cresça nos próximos meses com a divulgação do serviço. O consumidor que se sentir lesado pode fazer suas reclamações pelo telefone da 1746 da central de atendimento da prefeitura ou pelo portal www.1746.rio.gov.br. (Agência Rio de Notícias/Redação)