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terça-feira, 11 de junho de 2013

Polícia libera manifestantes detidos em protesto no Centro do Rio

A Polícia liberou nesta terça-feira os mais de 30 jovens detidos após confusão durante um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, no Centro do Rio, na noite de segunda-feira. Um dos detidos, identificado como Savio Spanner, de 18  anos, destruiu uma motocicleta da PM e foi preso por dano ao patrimônio público. Ele foi liberado após pagar fiança.
O Centro da cidade ainda tem as marcas do vandalismo. As janelas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé estão quebradas e as paredes pichadas.
A Polícia Militar prendeu 31 pessoas no protesto no início da noite de ontem (10), organizado nas redes sociais. No trajeto, os manifestantes carregavam uma faixa com os dizeres: "Desculpe o trânsito. Estamos lutando pelos seus direitos".
A manifestação ocorria normalmente até a Avenida Presidente Antônio Carlos, esquina com a Rua Primeiro de Março. Em frente ao Tribunal de Justiça houve confronto com homens da Tropa de Choque da PM. Para controlar a situação, os policiais jogaram gás de pimenta e bombas de efeito moral contra as pessoas que participavam do ato.
A partir daí, começou uma confusão e corre-corre com os manifestantes seguindo pela Rua Primeiro de Março em direção à Avenida Presidente Vargas. Por medida de segurança, a Polícia Militar bloqueou o tráfego na Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Avenida Almirante Barroso, para evitar que ônibus e carros de passeio fossem depredados durante o protesto.
Os manifestantes espalharam lixo pelo meio da rua e chegaram a destruir parcialmente alguns pontos de ônibus no trajeto. A PM fechou também a Avenida Presidente Vargas nos dois sentidos.
O protesto terminou pouco depois das 19h, mas homens da Tropa de Choque ficaram posicionados até duas horas depois em todos os cruzamentos ao longo da Avenida Presidente Vargas para evitar novos protestos. (JB/Redação)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Moradores tentam salvar árvores centenárias que serão derrubadas em obras da Prefeitura

Estudantes colocam faixa preta em protesto. (R7)

Duas árvores centenárias estão plantadas no meio de uma grande discussão em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Moradores e estudantes se mobilizaram para evitar que elas sejam derrubadas pela obra de duplicação da avenida Cesário de Mello. A via servirá ao corredor de ônibus Transoeste, que liga Santa Cruz a Barra da Tijuca e foi inaugurado em 6 de junho.

Apesar da mobilização, o poder público ainda não se sensibilizou. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, a derrubada das árvores será necessária para realizar a obra de alargamento da Cesário de Mello. Operários só aguardam autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para botarem as árvores abaixo. (R7/Redação)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Manifestação no Centro do Rio acaba com confronto e detidos

A manifestação que era prevista para ser pacífica no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira (29), acabou em pancadaria e com a detenção de duas pessoas. O ato, contra evento que relembrava no Clube Militar o Golpe de 1964, aconteceu na Avenida Rio Branco. O confronto começou no momento em que a polícia tentava liberar a avenida, tomada pelos manifestantes que levavam faixas, bandeiras e gritavam palavras de ordem. O grupo jogou ovos nos policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Até as 17h30, pelo menos duas pesoas tinham sido detidas e cinco tinham ficado feridas.
De acordo com a polícia, a Avenida Rio Branco chegou a ficar fechada por sete minutos. Pouco antes das 18h, apenas duas faixas seguiam tomadas pelos manifestantes, que fechavam ainda a Rua Santa Luzia. O trânsito - já complicado no Centro do Rio de Janeiro no fim da tarde - ficou ainda mais complicado.
O protesto ocorreu contra um evento agendado para esta quinta por militares que queriam comemorar o Golpe de 64 no Clube Militar. De acordo com o site do clube, o evento “1964- A Verdade” estava marcado para as 15h desta quinta, no Salão Nobre da sede. Os painelistas convidados eram o jornalista Aristóteles Drummond, Dr. Heitor De Paola e o general  Luiz Eduardo Rocha Paiva.
Nas redes sociais, os organizadores do chamado Ato Contra a Comemoração do Golpe de 64 afirmaram que o protesto seria pacífico.“Não se trata de revanchismo mas apenas de esclarecimentos que não podem ser apagados na história da política brasileira”, afirma o aviso do protesto na internet, que defende a  Comissão daCerdade, criada para investigar os crimes ocorridos durante o regime militar. (G1/Redação)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Grupo protesta contra o aumento na tarifa das barcas na Estação Arariboia

Desde as 7h desta segunda-feira, um grupo pequeno de manifestantes começou a protestar contra o reajuste das barcas na Estação Arariboia, em Niterói. O grupo está munido de faixas e, por enquanto, a manifestação está tranquila e não há filas no acesso à estação. Vinte e cinco policiais do Batalhão de Choque (BPchoque) reforçam o policiamento da área com dois carros da PM. A Estação da Praça Quinze, no Rio, está com o mesmo efetivo. Um dos organizadores do protesto, o funcionário público Vilmar Torres falou que os manifestantes já acionaram o Ministério Público (MP), entrando com ação contra a Barcas S/A e o governo estadual, que autorizou o reajuste de mais 60%. A passagem passou de R$ 2,80 para R$ 4,50 para quem pagar a passagem em dinheiro e R$ 3,10 para quem usar o Bilhete Único. Esta segunda-feira é o primeiro dia útil do reajuste.
— É um assalto esse reajuste. O serviço da Barcas é péssimo. Moro no Fonseca, atravesso diariamente para o Rio. Já fiquei à deriva duas vezes. Em uma das ocasiões, fiquei mais de uma hora no mar. A sensação é horrível. Não vamos permitir que esse aumento fique valendo. Vamos cobrar uma posição da Justiça — disse Torres.
Os manifestantes estão colhendo assinaturas reivindicando o não aumento na tarifa. O documento diz que, caso a Barcas não tenha condições de operar ao custo de R$ 2,80, que devolva a concessão ao governo. Até o momento, o grupo já conseguiu recolher 30 mil assinaturas. A adesão começou a ser feita antes do carnaval. Nesta segunda, as assinaturas serão entregues ao MP. Posteriormente, novas adesões serão anexadas à ação. Os manifestantes reivindicam ainda uma audiência com o secretário de Transportes, Júlio Lopes. (OGlobo/Redação)