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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sem resistência, ocupantes deixam a fábrica Tuffy Habib no Complexo do Alemão

Ocupantes da antiga fábrica de plásticos Tuffy Habib, na Avenida Itaoca, num dos acessos ao Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade, começaram a deixar o local sem resistência, na manhã desta terça-feira. Com ordem do Tribunal de Justiça do Rio, a ação de reintegração de posse, feita pela Polícia Militar, começou por volta das 4h e tem apoio de oficiais de justiça, de homens do Batalhão de Choque (BPChoq) e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão.
Segundo o relações-públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudio Costa, as famílias já haviam sido informadas da operação. A maioria das pessoas está saindo do local voluntariamente. Os invasores seguem de ônibus para o Olaria Atlético Clube, onde serão cadastrados em programas sociais.




— Está tudo tranquilo. As pessoas estão saindo, e o Batalhão de Grandes Eventos (BPGE) e oficiais de Justiça vão entrar no galpão e verificar se ainda tem alguém lá dentro — disse o tenente-coronel.

O líder da Associação de Moradores da Favela Nova Tuffy, Carlos Alberto, conhecido como Queiroz, disse que os ocupantes negociam com os governos do estado e do município para serem incluídos no programa Minha Casa Minha Vida ou em aluguéis sociais.

— Não podem jogar a gente na rua. Mas se nos cadastrarem e não derem casa, vamos voltar e acampar na frente da fábrica, sem invadir — disse Carlos Albert




Desde março deste ano, cerca de duas mil famílias ocupavam o galpão, mas segundo o relações-públicas da PM, na semana passada, o galpão era ocupado por cerca de 400 famílias e, desde esta segunda-feira, algumas pessoas começaram a deixar a antiga fábrica.
Devido à ação, várias ruas da região estão interditadas. De acordo com o Centro de Operações da prefeitura, há bloqueio na Avenida Itaoca, na altura da Estrada Adhemar Bebiano, por onde é feito o desvio; na mesma via há interdições na altura da Rua Amaro Hamati, com desvio para a Estrada Adhemar Bebiano, e também no cruzamento com a Estrada do Timbó. Neste caso, motoristas seguem para a Avenida dos Democráticos.

Também está bloqueada a Estrada do Itararé, no trecho entre a Rua Paranhos e o Largo do Itararé, com desvio para ruas Paranhos e Diomedes Trota. Há bloqueio ainda no acesso da Estrada do Timbó para a Estrada do Itararé, com desvio pela Avenida Itaoca e Rua Uranos.
Com os bloqueios no tráfego, motoristas encontram impactos na região de Olaria, Bonsucesso, Higienópolis e Del Castilho. Quem segue de Engenho da Rainha e Inhaúma para os bairros de Benfica e Centro pode optar pelas avenidas Pastor Martin Luther King Junior, que tem trânsito lento no trecho de Irajá e Dom Hélder Câmara, que apresenta fluxo intenso no trecho da Cidade da Polícia.

De acordo com o Centro de Operações Rio, os reflexos chegam à Av. Brás de Pina, na Vila da Penha, com lentidão ao longo da via; na Rua Ibiapina; na Rua Uranos, entre Olaria e Bonsucesso; na Av. Itaoca; na Estrada do Timbó; na Estrada Adhemar Bebiano, entre os bairros de Inhaúma e Higienópolis e na Av. dos Democráticos. (Globo/Redação)




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pedestre morre e PMs ficam feridos em tiroteio no Centro do Rio


Um pedestre morreu e dois policiais militares ficaram feridos durante uma tentativa de assalto ocorrida na manhã desta quarta-feira, no Centro do Rio. Segundo informações do 4º BPM (São Cristóvão), dois ocupantes de uma moto anunciaram o roubo a um PM do Batalhão de Choque (BPChq), na descida da Linha Vermelha. O policial reagiu. Houve tiroteio, que se estendeu por alguns metros, até a Avenida Francisco Bicalho, no trecho em frente ao Instituto Médico-Legal (IML).



Elivaldo Angelino Ribeiro, de 44 anos, foi atingido por uma bala perdida na testa quando atravessava a rua. Ele morreu no local. Ao lado do corpo, foi encontrada a marmita que ele carregava na mochila. O PM do BPChq, o sargento Givaldo Rodrigues de Oliveira, também ficou ferido na barriga. Já o suboficial do 9º BPM (Rocha Miranda) Paulo Araújo da Silva, que passava pelo local num Celta cinza, foi baleado de raspão na cabeça. Não há informações sobre o estado de saúde dos agentes, que estão no Hospital Central da corporação, no Estácio, Zona Norte da cidade.


O carro do suboficial foi perfurado por pelo menos um disparo, que atingiu o vidro traseiro. No trecho em que ocorreu o tiroteio peritos recolheram várias cápsulas. Por meio de redes sociais, testemunhas contam que ouviram ao menos vinte disparos.

Um guarda municipal, que preferiu não ser identificado, passava na região na hora do ocorrido. Ele contou que jogou seu carro, um Gol branco, em cima da calçada para tentar fugir dos disparos.

- Graças a Deus não aconteceu nada comigo. Foi tudo muito rápido. Só ouvi os disparos e a moto passando - contou.




O guarda foi ouvido por policiais da DH. Ele chegou a ir até a 17ª DP (São Cristóvão) para prestar depoimento, mas foi informado que seria ouvido no local do crime.

Por causa do tiroteio, uma faixa da Francisco Bicalho, na pista sentido Cidade Nova, ficou interditada. O local foi isolado para a realização da perícia. O corpo de Elivaldo já seguiu para o IML. (Extra/Redação)




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Invasores de condomínio em Guadalupe deixam local


Invasores do residencial Guadalupe, na Zona Norte do Rio, já começaram a deixar o condomínio, na manhã desta quarta-feira. Até o momento, não há registro de confusão no local. Mais de 200 policiais militares participam da ação que foi organizada depois de uma reunião no Quartel General da Polícia Militar. Os agentes acompanham oficiais de justiça, que entregam as notificações às famílias.


Mãe de seis filhos, Michele Cristina, de 28 anos, ainda não sabe para onde vai. Ela está retirando seus objetos pessoais do lugar e guardando na casa de parentes na favela Gogó da Ema, vizinha ao conjunto.
- Não sei para onde vou. A casa da minha tia está condenada. Vou ter que ficar na rua - afirmou Michele.



Os invasores reclamam também que não há assistentes sociais, nem psicólogos para ajudá-los. Segundo eles, foi uma promessa feita para que todos pudessem sair sem transtornos.

A todo momento é possível ver os invasores saindo do conjunto com seus pertences. Muitos improvisam e levam os objetos na cabeça ou em carrinhos improvisados.

O condomínio foi invadido no início do mês, principalmente, por moradores da região do Complexo do Chapadão. Imagens da TV Globo mostraram um homem armado com fuzil circulando livremente pelo local durante os primeiros dias da ocupação. Na semana passada, bandidos armados foram flagrados circulando nas imediações do condomínio. Eles fizeram ameaças aos policiais do 41º BPM. "O bagulho é só marcar atividade mesmo. Cada um pegar a sua visão. Qualquer movimento de preto, de azul (referência às cores dos uniformes dos policiais) ali embaixo, vai ser acionado. Está tudo monitorado", diz um deles. Outro completa: "Quer caô, vai ter caô, compadre. Volta para os blindados que eu estou te vendo, parceiro. Volta, volta". (Extra/Redação)


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Policiamento é reforçado em condomínio invadido na Zona Norte do Rio

Cerca de dez policiais militares do 41º BPM (Irajá), em duas viaturas, reforçam o policiamento, na manhã desta quarta-feira, na entrada do conjunto habitacional invadido, no último domingo, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. A ação foi comandada por traficantes. De acordo com o comandante do batalhão, tenente-coronel Luiz Carlos Leal, os agentes foram deslocados para o local depois de imagens que mostraram um homem armado dentro do condomínio. O oficial afirmou ainda que não há operação de reintegração de posse marcada para as próximas horas. A PM aguarda o posicionamento da justiça sobre o pedido feito pela construtora.

Apesar disso, os invasores do local temem a ação militar. Eles realizaram um protesto dentro da unidade habitacional nesta manhã, utilizando bandeiras e cartazes, com frases como “Querer uma vida melhor é crime?”. Alguns afirmam que estão cadastrados desde 2009 no programa “Minha casa, minha Vida”, do governo federal.




- Nós criamos uma comissão para verificar a situação de cada família que está vivendo nesse empreendimento. Eu fui lá dentro conversar com eles, e levei o subprefeito da região também. Já sabemos que tem gente cadastrada no programa do governo federal, e outras não. Essas vão ter que sair. Vamos tentar uma saída de forma pacífica - garantiu o tenente-coronel Luiz Carlos Leal.

O comandante comentou também que muitos dos moradores são de uma favela, que fica bem ao lado do condomínio.

O caso

A invasão foi revelada pelo “Bom Dia Rio”, da TV Globo. Um homem com um fuzil foi flagrado pelo telejornal dentro do conjunto, descendo de uma moto e caminhando até um carro. Cerca de 200 pessoas apoiadas por bandidos ocuparam os 240 apartamentos, divididos em 11 blocos de cinco andares. A obra estava em fase final de entrega para os moradores.

A construtora BR4, responsável pela construção do Residencial Guadalupe, registrou o caso na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e entrou na Justiça com um pedido de reintegração de posse. A direção técnica da BR4 afirmou à TV Globo que “tudo vai ser entregue da mesma maneira que estava antes da invasão”.

A Polícia Civil abriu inquérito. A Caixa Econômica Federal, que financiou a obra, também disse que vai pedir a reintegração de posse dos imóveis na Justiça. As famílias sorteadas pelo programa estavam a dois meses de receber as chaves. Todas têm renda familiar entre zero e três salários mínimos.

Segundo a BR4, o Habite-se foi emitido no último dia 23. O documento atesta que o imóvel foi construído de acordo com exigências da prefeitura.

A Secretaria municipal de Habitação afirmou que acompanha o caso e que pediu apoio das forças de segurança para a retirada dos invasores e reintegração imediata dos imóveis. A Polícia Militar disse que esteve ontem no residencial para tentar abrir um canal de negociação entre os invasores e os representantes do empreendimento, mas os militares não aparecem nas imagens da TV Globo.

A Secretaria de Segurança informou que não recebeu, oficialmente, nenhum pedido por parte da empresa responsável pela obra. Já a Caixa declarou que pediu ao Ministério da Justiça ações que possam prevenir situações como essa em programas habitacionais. (extra/Redação)




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sem fiscalização, flanelinhas cobram caro por vagas no Rio

Nove mil vagas para estacionamento estão sem supervisão na Zona Sul do Rio. A empresa responsável pelo serviço não opera desde maio, quando terminou o contrato com a prefeitura. Com a falta de fiscalização, os flanelinhas têm aproveitado para extorquir dinheiro dos motoristas. As informações são do Bom Dia Rio.
Encontrar uma vaga para estacionar no Centro da cidade é uma tarefa difícil para os motoristas e é dessa dificuldade que os flanelinhas se aproveitam para entrar em ação.
“Aqui é R$ 15 por causa do reboque. Agora mesmo o reboque levou dois carros aí”, disse um flanelinha. Como mostrou o Bom Dia Rio, ele usa até cones para reservar espaço.
Guardar vagas em áreas públicas é proibido por lei. A cobrança irregular é crime de extorsão. Na Zona Sul da cidade, guardadores com colete da Embrapark cobram ágio; o preço deveria ser de R$ 2 por duas horas, mas na Avenida Atlântica, em Copacabana, o preço chega a R$ 10.
A Embrapark era responsável por nove mil vagas no Rio. O contrato com a prefeitura venceu em maio. Mesmo assim, a empresa está autorizada a operar, junto com sindicatos que cuidam das outras vagas na cidade.
“Eu coloco um bilhete aí no senhor e fica o dia todo com o bilhete. R$ 12 é a diária, barato, barato, mais barato que particular”, falou um guardador em Ipanema.
No Leblon, a cobrança é semanal e custa R$ 50. “Um galo, se desenrolar um galo, contigo mesmo, um galo a semana toda”, disse.
A prefeitura informou que não vai renovar o contrato com a Embrapark porque pretende mudar o sistema de estacionamento. O objetivo é instalar parquímetros, equipamentos para emissão automática de comprovantes de pagamento.
Segundo a prefeitura, a Embrapark ainda poderia operar, junto com os sindicatos, até que a licitação para o novo sistema fosse feita, mas a empresa informou que já demitiu e indenizou todos os guardadores. Aqueles que ainda usam colete da Embarpark estão em situação irregular.
A Secretaria Municipal de Transportes afirmou que os tíquetes podem ser vendidos a qualquer pessoa que tenha cadastro na instituição. A Guarda Municipal e a Secretaria de Ordem Pública informaram que este tipo de repressão é responsabilidade da polícia. A PM informou que precisa que as pessoas prejudicadas façam a denúncia.
O Sindicato dos Guardadores Autônomos disse que a categoria está abandonada, mas tem esperança de que os trabalhadores tenham a situação regularizada. (G1/Redação)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ônibus é apedrejado na Rua Conde de Bonfim


Um ônibus que fazia a linha 415 (Usina x Leblon) foi apedrejado, no início da noite desta quarta-feira, durante uma confusão envolvendo policiais militares e moradores do Morro da Formiga, na Tijuca. Segundo informações do Serviço Reservado (P-2) do 6º BPM (Tijuca), o tumulto teve início por volta das 18h30, quando moradores, impedidos de acessar a comunidade devido a uma ação policial para coibir transporte irregular de carros e motos na região, deram início a um protesto tentando fechar a Rua Conde de Bonfim.


Uma abordagem de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Formiga para verificar mototaxistas irregulares terminou com três pessoas presas por desacato. A manifestação foi contida e não houve disparo de arma de fogo, mas uso de armamento não letal para dispersar os manifestantes.



Durante a ação, uma motocicleta e oito Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram apreendidas. A ocorrência foi registrada na 19DP (Tijuca). O 6BPM (Tijuca) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foram acionados para reforçar o policiamento no local. Durante o ocorrido, uma viatura policial foi apedrejada e um carro de morador foi incendiado.



Uma testemunha que estava dentro do ônibus depredado explicou que diversos carros que seguiam pela Rua Conde de Bonfim voltaram pela contramão tentando fugir do tumulto, enquanto um grupo de três homens exigiu que os passageiros descessem do coletivo e atiraram pedras. (O Globo/Redação)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Usuários fazem manobras perigosas em pequena área para não pagar passagem no Transoeste

Pouco mais de dois anos após a sua inauguração, o BRT Transoeste, que transporta cerca de 170 mil passageiros por dia, entre a Barra da Tijuca e bairros como Santa Cruz e Campo Grande, está se transformando em palco de uma transgressão perigosa. Para não pagarem pela passagem, em vez de passarem pela roleta que fica dentro das estações, usuários estão se espremendo do lado de fora, numa pequena plataforma de acesso aos ônibus, de não mais do que meio metro de largura, para entrar nos coletivos. Na última quinta-feira, repórteres do GLOBO flagraram, entre 10h e 14h, pelo menos 30 casos do novo tipo de calote em sete pontos. O consórcio que administra o serviço admite o problema, mas diz que não há como contabilizar precisamente o prejuízo causado pela prática. Estimativas dão conta que a quantidade de passageiros que cometem a irregularidade pode variar entre 5% e 10% do total.


As situações mais críticas detectadas foram nas estações Cesarão 1 e 3, que beiram a comunidade homônima, localizada em Santa Cruz. Lá, algumas das portas automáticas, que deveriam ficar fechadas até a chegada dos veículos, foram quebradas e estavam abertas o tempo todo. A consequência foi que muitos usuários nem precisavam se equilibrar do lado de fora para esperar os ônibus: entravam direto pelo lado de fora sem pagar. Na Cesarão 3, a porta, além de quebrada, está cheia de pichações e até com uma marca de tiro num dos vidros. A prática do calote era feita por jovens, adultos e mesmo crianças. Um adolescente, aluno de uma escola municipal, disse por que às vezes dá o calote, apesar de ter gratuidade para ir ao colégio:


— Para ter a gratuidade, a gente precisa passar o cartão na escola para comprovar que foi à aula. Então, quando a gente falta, não tem passagem, mesmo que esteja com a camisa do colégio.




Além das estações Cesarão 1 e 3, o GLOBO também flagrou o calote na Cesarão 2; Icurana; Julia Miguel; Mato Alto e Santa Eugênia. Na última, em frente à estação de trem de Paciência, primeiro uma mulher e depois dois jovens correram pelo meio da via, fora da faixa de pedestres, assim que o ônibus passou. Tudo para poderem entrar pela pequena plataforma do lado de fora, mesmo com o risco de atropelamento.


Nos locais onde foram detectadas as irregularidades, havia funcionários dentro das estações, mas nenhum foi visto repreendendo a prática. Nas paradas que beiram a comunidade do Cesarão, há relatos de que eles teriam medo de represálias de bandidos caso abordem os infratores. O Consórcio BRT informou que mantém uma equipe de segurança, composta por policiais militares de folga, que trabalham através de um convênio com a Secretaria de Segurança Pública. E acrescentou que “sempre que um caso dessa natureza é presenciado, os PMs têm como procedimento conduzir o infrator à delegacia”.


Sem citar a quantidade de registros, o Consórcio BRT ressaltou que o calote constitui-se “em crime previsto no artigo 176 do Código Penal (tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento), com pena de 15 dias a dois meses de detenção, que pode ser convertida em multa”. Além de páginas no Facebook e no Twitter, as empresas de ônibus também disponibilizam o telefone 0800 886-1000 para denúncias.

A prática de entrar nos ônibus sem pagar, o popular calote, é antiga e costumava ser mais comum nos ônibus regulares, quando os passageiros entravam pela parte de trás e saíam assim que a porta se abria para a entrada de outras pessoas. O principal agravante no BRT é que, como a maioria das pessoas se equilibra na pequena plataforma, há risco de quedas. Para o engenheiro civil, urbanista e conselheiro do Crea-RJ Antônio Eulálio, mais do que se pensar numa solução arquitetônica, o caminho é a educação:


— É preciso conscientizar as pessoas dos riscos. E para isso, além de campanhas, o poder público tem que aplicar punições mesmo, multas para que os usuários sintam no bolso. Essa prática também prejudica o embarque das pessoas que estão agindo da forma correta, entrando na estação pagando a passagem.


Outro problema causado pelo calote que, segundo o consórcio, também é comum em outros países, como Chile e Colômbia, é a dificuldade de manter o planejamento correto de veículos de acordo com a demanda, pois os passageiros que não pagam não são contabilizados oficialmente. Sobre o vandalismo nas estações do Cesarão, as empresas de ônibus informaram que “o setor de manutenção realiza cerca de mil ações de conserto nos mecanismos de aberturas de portas por mês e a troca de 90 portas no mesmo período. O efetivo de manutenção foi aumentado, mas ainda lidamos com problemas de vandalismo de passageiros que forçam a abertura das portas e quebram os mecanismos. Nas estações de maior movimento, foram colocados operadores de embarque nas portas dos embarque expressos”, conclui a nota. (G1/Redação)




quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Troca de tiros que fechou a Grajaú-Jacarepaguá por 5 h

A troca de tiros que levou pânico a motoristas e fechou a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá por cerca de cinco horas madrugada desta quarta-feira (20) teve o seu início registrado por um cinegrafista amador. As imagens, exibidas no Bom Dia Rio, mostram um PM atirando em uma rua no Conjunto de Favelas do Lins, no Subúrbio do Rio, onde começou o confronto.
A Polícia Militar informou que o jovem Rômulo Macedo, de 18 anos, foi ferido na perna no tiroteio e levado para o Hospital do Andaraí. De acordo com a unidade, o quadro de saúde dele é estável. A segurança foi reforçada por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque (BPChoque), que percorreram a comunidade com carros blindados em busca de criminosos. Ninguém foi preso até as 8h.
O confronto entre policiais militares e traficantes provocou pânico e tumulto no fim da noite. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), três ônibus foram incendiados por criminosos após intenso tiroteio. Passageiros tiveram que descer pelas janelas.
“Desce, desce, desce e o motorista nada de abrir a porta do ônibus. As crianças chorando e nada dele abrir a porta. Então ‘tava’ quebrando tudo, até as janelas dos ônibus pra gente sair”, contou uma passageira.
De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, às 22h30 a estrada foi interditada nos dois sentidos por causa da ocorrência policial. Os motoristas tiveram de optar por desvio pelo Alto da Boa Vista ou pela Linha Amarela. A liberação foi por volta das 3h.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram para o local controlar o fogo. Um quarto ônibus chegou a ser apedrejado, mas o condutor conseguiu escapar do ataque.
Antes de atear fogo aos veículos, ainda segundo a CPP, os criminosos promoveram atos de vandalismo pela Lins de Vasconcelos, uma das principais vias do bairro. Barricadas foram montadas com lixo e fogo para impedir a passagem dos carros da polícia.

Segundo a CPP, o confronto desta noite ocorreu na parte alta do morro. Policiais da UPP Camarista Méier checavam denúncia de que placas de candidatos políticos estavam sendo cobertas no Morro do Gambá quando foram atacados a tiros. Houve revide, dando início ao confronto.

Depois de trocar tiros com policiais da UPP local, os criminosos fugiram e chegaram à parte baixa da comunidade, de onde acessaram a Lins de Vasconcelos e seguiram para a estrada Grajaú-Jacarepaguá. Lá, atiraram em um posto de policiamento, mas nenhum agente foi atingido.

Susto no fim da tarde
Os moradores do Morro do Encontro se assustaram no fim da tarde com intenso tiroteio na comunidade. Por volta das 17h, segundo a CPP, policiais lotados na UPP Lins faziam patrulhamento de rotina na região da mata da comunidade foram surpreendidos por tiros disparados por criminosos. Os PMs revidaram.

Os suspeitos fugiram pela mata e um cerco foi montado pelos policiais para tentar deter os envolvidos. (G1/Redação)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Suspeitos de matar sócia de restaurante na Gávea são presos

Policiais da Divisão de Homicídios (DH) do Rio prenderam três suspeitos do homicídio da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, sócia do restaurante Guimas, na Gávea, Zona Sul do Rio. Conhecida como Tintim, ela teria reagido a um assalto no dia 17 de julho e levou um tiro na cabeça, disparado por um homem que estava na garupa de uma moto.
Até as 8h20, a polícia não havia divulgado a identidade dos presos. Mais informações serão divulgadas em entrevista coletiva na Cidade da Polícia.
Assalto
Segundo policiais do 23º BPM (Leblon), Maria Cristina tinha acabado de fazer um saque em uma agência bancária no Shopping da Gávea. A empresária havia sacado R$ 13 mil para fazer o pagamento de funcionários quando foi abordada por dois homens em uma motocicleta. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, o suspeito que realizou o disparo estava sem capacete, é moreno e usava bigode. O que ficou na moto estava de capacete.

Os criminosos tentaram roubar a bolsa da empresária enquanto ela olhava saias para comprar em um camelô perto da Praça Santos Dumont e, ainda de acordo com a PM, ela tentou reagir. A dupla conseguiu fugir com a bolsa. Um carregador de pistola foi encontrado no local e levado para perícia.
"A senhora foi ao banco sacar uma quantia. Depois disso, quando ela parou pra comprar num camelô, foi rendida. No momento que tentam puxar a bolsa, ela segura por reflexo e covardemente ele [o criminoso] dá um único tiro e acerta a cabeça da senhora. Foi um fato cruel e nós vamos trabalhar para dar uma resposta para o ato covarde que sucedeu aqui", explicou o delegado Rivado Barbosa, da DH.
Segundo ele, há a possibilidade de ela ter sido seguida do banco e também de que os criminosos soubessem da rotina de Maria Cristina. "Vimos algumas imagens e elas vão nos ajudar a entender a dinâmica. Nós vamos saber desde onde ela saiu até o local do latrocínio. Nós vamos interrogar todas as pessoas para esclarecer. Todas as pessoas que estão do trajeto do banco até o latrocínio serão chamadas para depor", acrescentou.
De acordo com os dados de Instituto de Segurança Pública (ISP), na região da 15ª DP (Gávea) foram registrados 80 roubos, 101 furtos e nenhum homicídio em maio deste ano. A delegacia concentra as ocorrências dos bairros Gávea, Lagoa, Jardim Botânico e Vidigal. (G1/Redação)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fim de semana violento nas comunidades pacificadas no Rio

Fim de semana violento em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro, com intensas trocas de tiros, viaturas incendiadas, duas pessoas mortas e policial baleado. No sábado, um confronto entre criminosos e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora do Complexo do Alemão resultou na morte de Matheus Alexandre Silva Santos, de 18 anos. Em represália, mais de 100 tiros foram disparados por criminosos na noite deste domingo (20/7) contra o contêiner da UPP do Alemão na Rua Canita, além de uma viatura incendiada. Um PM identificado como soldado Cordeiro ficou ferido. Na Rocinha, na Zona Sul da cidade, e na comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste, também houve registros de confrontos no sábado e no domingo. 
O confronto mais violento aconteceu por volta das 21h deste domingo (20), quando homens fortemente armados dispararam mais de 100 tiros contra a base da UPP do Alemão na localidade conhecida como Canita, na Vila Cruzeiro. O relógio de energia da unidade foi atingido, provocando um incêndio. A viatura que estava parada ao lado do contêiner também acabou incendiada, além de uma moto de um dos moradores. As casas que ficam ao lado da UPP ficaram marcadas pelos tiros disparados contra a base militar. 
Dois policiais militares estavam dentro da unidade no momento do ataque e tentaram abandonar o local. Um deles, identificado como soldado Cordeiro, foi baleado na cintura e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O PM não corre risco de morrer e passa bem nesta segunda (21). Um blindado da PM foi chamado para dar apoio na Vila Cruzeiro. (JB/Redação)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

PMs que participaram da repressão na Tijuca têm prisão administrativa decretada

O Comando da Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro policiais que participaram da operação na Praça Saens Pena no domingo (13). Até o momento, são três IPMs (Inquérito Policial-Militar) abertos para apurar a conduta de policiais.
Os policiais já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade.
Os policiais são:
Soldado Carlos Henrique Ferreira acusado de agressão ao cinegrafista canadense Jason Ohara;
Soldado Cristiano Ximenes, suspeito de roubo de câmera do mesmo fotógrafo;
Soldado Jair Portilho Júnior, acusado de agressão a repórter fotográfico;
Soldado Rogério Costa de Oliveira, acusado de agressão a manifestante. Ele aparece em um vídeo feito por cinegrafista amador chutando uma jovem duas vezes.
O Comando da Polícia Militar divulgou nota em que esclarece que repudia atos de violência praticados por policiais militares, conforme revelados nas imagens de cinegrafistas amadores, ocorridos no domingo.
A Corregedoria da PM abriu também uma sindicância para apurar a denúncia de que um policial teria assediado uma manifestante. A denúncia também tem base em um vídeo feito por cinegrafista amador. (JB/Redação)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Suspeito morre e dois são presos após assalto a ônibus no Aterro do Flamengo

Um suspeito morreu e dois foram presos durante assalto a um ônibus na noite de terça-feira, no Aterro do Flamengo, na altura da Praça Paris. PMs do 2ºBPM (Botafogo) perceberam a ação dos bandidos e, ao abordarem o coletivo da linha 455 (Méier - Copacabana), um dos criminosos disparou um tiro e o policial revidou, atingindo o homem.

Além dos dois suspeitos presos, uma arma foi apreendida e os pertences das vítimas recuperados. O caso foi registrado na 10ªDP (Botafogo). (Dia/Redação)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Estúdio de TV inglesa é apedrejado em protesto em Copacabana, no Rio

O estúdio da TV inglesa ITV foi apedrejado durante protesto na noite desta quinta-feira (12) em Copacabana, Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada por uma produtora do International Broadcast Center (IBC), centro de transmissão de emissoras internacionais na Copa do Mundo, montado na Praia de Copacabana, próximo do local onde foi instalada a arena Fifa Fan Fest, que transmite os jogos num telão e apresenta atrações musicais. A produtora não quis se identificar. As manifestações contra os gastos da Copa do Mundo começaram pela manhã na região central da cidade e se estenderam até o cartão-postal.

O dia da abertura da Copa do Mundo no Rio foi marcado por protestos contra a realização do Mundial no Centro e Zona Sul. A primeira manifestação reuniu mais de mil pessoas na Lapa, no fim da manhã desta quinta-feira (12), segundo estimativa da Polícia Militar.
O ato começou pacífico, mas terminou em confusão na Lapa, com dois policiais levemente feridos e quatro pessoas detidas, segundo a corporação.
O segundo protesto, que aconteceu na Praia de Copacabana, nas proximidades do Fifa Fan Fest, teve momentos de tensão, inclusive com duas pessoas presas.
Leandro dos Santos Ferreira e Leandro Afonso Ferreira de Oliveira foram presos em flagrante por porte de explosivo. Eles estavam com mochilas com o material, encaminhado à perícia para análise. (G1/Redação)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Menino de 8 anos baleado na cabeça no Morro dos Macacos é operado e seu estado de saúde é grave

O menino de 8 anos baleado na cabeça no Morro dos Macacos, na tarde desta segunda-feira, durante confronto entre traficantes e policiais da UPP, foi operado durante mais de 5 horas no Hospital do Andaraí. A cirurgia terminou às 22h. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o estado de saúde de Vítor Gomes Bento ainda é grave. Ele foi levado para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do hospital logo após a operação.

Vitor foi atingido na Rua Armando de Albuquerque, próximo à UPP dos Macacos. De acordo com uma tia do menino que preferiu não se identificar, ele havia acabado de sair da escola e estava sentado com seu irmão, Felipe, de 7 anos, na porta de uma loja de material de construção, quando foi baleado.

- O Felipe viu o irmão ser baleado e está muito nervoso. Minha irmã (mãe de Vítor) está no sexto mês de uma gravidez de risco. Estamos muito preocupados - disse.

Socorrida pelo dono da loja de material de construção, identificado apenas como Beto, a criança foi logo levada para o Hospital do Andaraí.

De acordo com a assessoria da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), policiais da UPP Macacos estavam em patrulhamento na localidade da Favelinha, quando se depararam com criminosos armados. O bando atirou contra os policiais, que revidaram. Os criminosos conseguiram escapar. Na fuga, já na localidade da Rachadura, os bandidos se depararam com outros PMs, e houve um novo confronto, no qual Vítor acabou atingido.
Por volta das 18h, o policiamento no local estava reforçado com agentes do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) das UPPs, além de homens de outras unidades da Zona Norte e do BPChoque. Às 20h30m, policiais do Bope e do Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) foram acionados.




Manifestação
Após Vítor ter sido baleado, moradores do Morro dos Macacos iniciaram uma manifestação e tentaram fechar a Rua Barão do Bom Retiro, uma das principais vias da região, mas foram impedidos pela polícia. Tiros e bombas foram ouvidos. Por volta das 20h, três crianças chegaram ao Hospital do Andaraí com sintomas de intoxicação por gás de pimenta.

- Estávamos em casa, na antiga Rua 20. Do lado de fora, acontecia uma manifestação. A polícia jogou gás de pimenta. Aquilo entrou na minha casa. Meu filho, que tem paralisia cerebral, começou a passar mal e corri com ele para cá — contou a dona de casa Simone Rodrigues, de 39 anos.

O mesmo aconteceu com os netos da diarista Luciene Cosme da Silva, de 36 anos, que mora na Rua Armando de Albuquerque. Os netos dela, Andrey, de 1 ano, e Wallace, de 3, desmaiaram.

- Eu estava com meus netos dentro de casa , na Rua Armando de Albuquerque, quando começaram a jogar bombas e gás de pimenta. As crianças passaram muito mal e desmaiaram. Fiquei desesperada. A minha sobrinha de 14 anos, Yasmin, foi quem me ajudou a carregar as crianças. Moro no morro há 36 anos e nunca vi isso acontecer. Estão jogando gás e está entrando na nossa casa. É um absurdo o que esses policiais fizeram - reclamou Luciene.

Armas recolhidas
De acordo com o delegado Ed Wilson da Silva Corrêa, da 20ª DP (Vila Isabel), responsável pelas investigações, duas pistolas e um fuzil usados por policiais da UPP foram recolhidos e passarão por perícia. Além disso, quatro PMs já foram ouvidos na delegacia. Dois deles disseram ter participado do primeiro confronto com os traficantes, e os outros, do segundo, no qual Vítor ficou ferido. O delegado ainda quer ouvir os outros policiais que estavam nos tiroteios, além de testemunhas. A perícia do local do crime deve ser feita nesta terça-feira, ainda pela manhã. (Extra/Redação)




sexta-feira, 25 de abril de 2014

Polícia Civil diz que já sabe caminho percorrido por DG antes de morrer

A Polícia Civil afirmou nesta quinta-feira (24) que já sabe o caminho que o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, percorreu dentro do morro Pavão-Pavãozinho antes de morrer, na madrugada de terça-feira (23). O delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª Delegacia, não quis revelar o percurso para não atrapalhar as investigações. A polícia também está investigando a relação do dançarino com o traficante Adauto Nascimento, o Pitbull, que comandou o tráfico de drogas na comunidade, conforme mostrou o RJTV.

Policiais estiveram na comunidade nesta quinta para coletar novas informações que ajudem a esclarecer o crime. Segundo a polícia, o dançarino não foi vítima de bala perdida. “Se você quer chegar a conclusão de que uma bala perdida atingiu Douglas que estava passando lá atrás é impossível. Tirar essa conclusão é viagem”, afirmou o delegado Gilberto Ribeiro.

Durante a investigação no morro, os policiais estiveram em uma quadra na creche e em casas vizinhas ao local. O delegado disse que já ouviu o depoimento  de oito, dos nove policiais militares que participaram do confronto. Na tarde desta quinta, as armas dos policiais — seis fuzis e dez pistolas — foram levadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Segundo a polícia, a bala que matou o dançarino ainda não foi encontrada, o que impossibilita o exame de confronto balístico. "Ainda não temos condições de concluir em que momento ele teria sido baleado", disse Ribeiro.
De acordo com o laudo do exame de corpo de delito, a bala atingiu as costas de DG, perfurou o pulmão e saiu pelo braço direito. Ribeiro explicou porque, no primeiro momento, a perícia informou que não havia perfuração no corpo do dançarino.
"Foi um comentário que o perito fez no local para os nosso policiais, que não teria encontrado. Mas quando a pessoa está machucada e existem crostas de sangue, é difícil para um perito que não vai lavar o corpo identificar um orifício de entrada ou de saída. Isso não necessariamente é uma falha da perícia, é uma contingência da situação", disse o delegado.
O laudo do IML também indica que DG tinha várias escoriações, no rosto, joelhos, cotovelos , punhos e no tórax. "Aquela situação de tortura, espancamento, a gente não consegue afirmar no primeiro momento", explicou Ribeiro. (G1/Redação)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Empresário é morto a tiros em rua do Grajaú

O empresário Sérgio Lopes Simas, dono da Fábrica de Bolos Grajaú, foi morto a tiros na Rua Barão de Mesquita, no Grajaú, por volta das 8h15m desta quinta-feira. De acordo com policiais militares do 6°BPM (Tijuca), dois homens que estavam em uma motocicleta preta atiraram várias vezes na vítima. A polícia investiga as hipóteses de latrocínio e de execução, uma vez que cerca de 10 tiros teriam atingido o corpo de Sérgio.

A loja estava se preparando para abrir no momento em que os bandidos chegaram. Sérgio chegou a se atracar com os bandidos, segundo testemunhas. Sérgio morreu na hora. O corpo já foi levado para o Instituto Médico-Legal. As investigações ficarão a cargo da Divisão de Homicídios (DH).

Consternados, os funcionários da loja se abraçam perto do local do assassinato. O crime ocorreu a menos de 200 metros de uma cabine da polícia.

O técnico em eletrônica Adilson Bispo Vasconcelos mora a cerca de cem metros do local do crime e foi acordado pela esposa. Assustada, ela contou que havia escutado muitos tiros sendo disparados. Adilson foi à rua ver o que tinha acontecido e encontrou Sérgio morto:

- Eu era cliente dele. Era uma pessoa querida. É aquela coisa de Rio de Janeiro. Ninguém aguenta mais.
A área ainda está isolada pela polícia. Uma pista e meia da rua está fechada. O trânsito está complicado na região. (G1/Redação)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Desocupação em favela causa violência e tumulto na zona norte do Rio

O clima é muito tenso na reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um terreno vazio da empresa Oi, no Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro. A Polícia Militar, que chegou ao local por volta de 5h desta sexta-feira (11), entrou em confronto com os ocupantes do local. 
Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou. Ocupantes do terreno chegaram a jogar um coquetel molotov em direção aos militares, e a polícia reagiu imediatamente. Foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e outras armas não letais a fim de dispersar a multidão.
Os moradores da "favela da Telerj", como vinha sendo chamada a ocupação, começaram a atear fogo em um dos edifícios que compõem o espaço. Os ocupantes também queimaram um carro da PM, três ônibus e dois caminhões, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Uma moradora afirmou à reportagem do UOL que três crianças haviam morrido durante a ação da Polícia Militar, mas a informação foi negada pela corporação. O Corpo de Bombeiros também informou não ter encontrado vítimas fatais durante o trabalho de atendimento a feridos. Em nota, os militares informaram que duas crianças foram socorridas após inalarem gás lacrimogêneo. Elas já foram liberadas.
Com a confusão, os ocupantes correram pelas ruas do bairro e deixaram um rastro de destruição pelo caminho. Além dos vários focos de incêndio, um veículo de uma emissora de TV foi apedrejado. Cerca de 1.000 pessoas ainda estão no entorno do prédio, resistindo à reintegração.
Um dos moradores, identificado apenas como Maycon, foi ferido durante a ação da polícia com um tiro de bala de borracha no rosto. Cinco policiais militares foram feridos, informou a assessoria da corporação.
Uma moradora do Engenho Novo entrevistada pela "Globo News" afirmou que o comércio está todo fechado no entorno do prédio da Oi. Os moradores teriam sido orientados a ficar em casa, segundo ela.
Policiais se posicionaram em todas as esquinas da rua Dois de Maio, em frente à ocupação, para impedir que manifestantes bloqueiem a via. Militares do Corpo de Bombeiros estão no local para apagar os focos de incêndio.
Pelo menos 1.600 policiais militares foram designados para a ação de cumprimento de reintegração de posse, da qual participaram ainda 40 oficiais de Justiça. As ordens judiciais foram expedidas pela juíza da 6ª Vara Cível do Fórum Regional do Méier, responsável pela região do Engenho Novo.
Em apenas uma semana, o espaço constituído de edifícios e galpões abandonados foi loteado por pessoas oriundas de outras comunidades, que levantaram barracos e tendas no local.
Com cerca de 5.000 metros quadrados, o terreno tem um estacionamento central cercado por quatro prédios de quatro e cinco andares. Todos os espaços, pisos e coberturas foram totalmente tomados por estruturas de madeira. No local, não há luz, nem água.
Há dois dias, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) definiu a ocupação do terreno como "uma invasão profissional".
"Não conheço favela nenhuma da Telerj e, sim, uma invasão com todas as características que uma invasão profissional pode ter. É um movimento organizado, com pessoas que estão ali loteando, demarcando. Pobre que é pobre, que precisa de casa, não fica demarcando, não aparece com madeirites marcando número", afirmou Paes. ( Estadão/Agência Brasil/UOL/Redação)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Caso Cláudia: Justiça do Rio decreta prisão de PMs

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão de dois policiais militares que participaram da operação que resultou na morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia Ferreira Silva, que foi arrastada em um carro da corporação após ser baleada no morro da Congonha, em Madureira, e também proibiu que outros três PMs se aproximem da favela.
A 3ª Vara Criminal do Rio ordenou a prisão temporária dos policiais Rodrigo Medeiros Boaventura e Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, que atuaram na operação do dia 16 de fevereiro, quando Cláudia foi morta. “Não se pode conceber que o homicídio de uma cidadã que contabiliza o denominado aglomerado social seja admitido como um natural evento do cotidiano. Aí reside a verdade sobre a angústia da exclusão, da desigualdade e da desagregação social. O assassinato de Cláudia Silva Ferreira, uma humilde mulher e vivente em área concebida como ´comunidade´, nas circunstâncias como evidenciadas nessas linhas persecutórias, deve ser tratado como um relevantíssimo fato social e exigir o cabal esclarecimento de todas as circunstâncias que rodeiam o nefasto evento: abatida por disparo de arma de fogo típica de guerra, imediatamente removida do local e conduzida como um animal na caçamba de um carro, com o absoluto desprezo por sua elementar dignidade, a ponto de ter o corpo arrastado pelas ruas da cidade”, destaca um trecho do texto da decisão judicial.
Os PMs Rodney Miguel Archanjo, Adir Serrano Machado e Alex Sandro da Silva Alves, que estavam no carro em que Claudia foi transportada, estão proibidos de ficar a menos de 300 metros da favela da Congonha, e de falar com testemunhas do inquérito que apura a morte dela, inclusive por telefone ou meio eletrônico. Eles também não podem fazer qualquer serviço externo de segurança pública nas ruas. 
A Justiça também revogou a prisão preventiva de Ronald Felipe dos Santos, que foi baleado e preso na mesma operação policial. Suspeito de tráfico de drogas, ele teve a prisão temporária decretada por 30 dias. (JB/Redação)