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terça-feira, 27 de maio de 2014

Rodoviários do Rio ameaçam parar por tempo indeterminado

Na página do Facebook "Rodoviários unidos por um salário digno", os motoristas e cobradores do município do Rio de Janeiro anunciam uma assembleia para essa terça-feira (27), às 16h, na Candelária. Caso não tenham as reivindicações atendidas, eles ameaçam iniciar uma greve por tempo indeterminado. "Dia 27 acabou  a enganação! Sem aumento vamos fazer uma greve histórica por tempo indeterminado", diz o aviso na rede social. 

Maura Gonçalves, cobradora e integrante do grupo dissidente do sindicato que não aceitou o acordo salarial oficial, disse que o movimento "está no mesmo pique que antes" e que, antes da assembleia, vai se reunir no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para uma reunião com o órgão. Segundo ela, há boatos que o Rio Ônibus, o sindicato das empresas de ônibus, já foi recebido no TRT. A reunião não contará com a presença do sindicato das empresas nem dos rodoviários e será somente com o grupo dissidente. Até agora, os rodoviários que não aceitaram o acordo não foram recebidos pelo Rio Ônibus. 

No dia 20 de maio, quando houve a última assembleia do grupo, Hélio Teodoro, Luis Fernando Mariano e Luis Cláudio foram chamados à polícia para prestar depoimento. Maura revelou que ela também foi chamada, e irá na polícia , em outra data estratégica de reunião. Ela afirma que os dissidentes estão sendo processados por formação de quadrilha e danos ao patrimônio público, devido à depredação de ônibus. 
Maura relembra as ações movidas contra os trabalhadores pelo sindicato patronal, Rio Ônibus. A liminar que pleiteava a ilegalidade do movimento dos rodoviários foi negada no dia 9, na primeira paralisação, de 24 horas. Na segunda paralisação, de 48 horas, que começou no dia 13, outra liminar foi expedida, pedindo a garantia de 70% da frota de ônibus nas ruas. Nesse mesmo dia 13, os quatro dissidentes que estão liderando o movimento foram impedidos de participar das manifestações. A decisão dizia que eles estavam impedidos  de "promover, participar, incitar greve e praticar atos que impeçam o bom, adequado e contínuo funcionamento do serviço de transporte público". 
Para Maura, esse comportamento do Rio Ônibus mostra desespero com a força da luta dos trabalhadores. "Sabíamos que o Rio ônibus faria alguma coisa. Eles nunca viram, na história, a categoria tão mobilizada, ainda mais fora do sindicato. Os trabalhadores estão se unindo sozinhos, pelos seus interesses. Eles ficaram desesperados em ver isso", comenta a cobradora. "Durante a segunda paralisação, no primeiro dia deu 2 am, 4 am, não chegava nenhum rodoviário nas garagens. A categoria está no pique", completou ela. O assessor do Rio Ônibus não atendeu o JB até o fechamento desta matéria, assim como não respondeu ao e-mail enviado. 
 A negociação entre o sindicato dos rodoviários e das empresa não agradou a todos os profissionais. O acordo concedeu reajuste salarial de 10% e aumento do vale-alimentação de R$ 120 para R$ 150 com desconto de R$ 10. No entanto, a comissão de greve reivindica um reajuste salarial de 40% e vale-alimentação no valor de R$ 400, além do fim da dupla função do motorista, que também é cobrador, em algumas empresas. (JB/Redação)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Rodoviários do Rio fazem nova assembleia na tarde desta terça-feira

Os rodoviários do município do Rio, dissidentes do sindicato da categoria, fazem uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento, na tarde desta terça-feira (20), na Candelária, no Centro da cidade. Eles vão discutir a possibilidade de fazer uma nova paralisação, se entenderem que não houve avanço nas negociações com as empresas.
Na semana passada, motoristas e cobradores dissidentes do sindicato cruzaram os braços por 48 horas deixando milhares de passageiros em situação difícil na cidade.
Os rodoviários pedem reajusta salarial de 40% e cesta básica de R$ 400.
A Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Policiais Civis divulgou nota afirmando que acontecerá uma paralisação de 24 horas no Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (21). Ministro da Justiça afirma que os agentes não podem fazer greve. (G1/Redação)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Em paralisação, professores do RJ fazem assembleia e debatem greve

Professores das redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro fazem uma paralisação de 24 horas, nesta quarta-feira (7). Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe-RJ), além das reivindicações de aumento salarial e melhores condições de trabalho, os professores reclamam de acordos não cumpridos pelos governo do Estado e prefeituras. O Sepe-RJ também marcou para a tarde desta quarta, no Clube Municipal, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, uma assembleia para discutir a possibilidade de greve da categoria.
As secretarias municipal e estadual de Educação ainda faziam por volta das 9h um levantamento dos estabelecimentos que aderiram à paralisação.
Segundo o Sepe-RJ,  os governos estadual e municipal não cumpriram compromissos firmados junto ao STF, em outubro de 2013, como a implementação da Lei Federal do 1/3 da carga horária para planejamento fora da sala de aula, instituída para todos os professores pela lei que criou o piso da Educação Nacional.
As reivindicações conjuntas - para estado e município - englobam: plano de carreira unificado, reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados, autonomia pedagógica, 30 horas para os funcionários administrativos, eleição direta para diretores, equiparação salarial da categoria, reconhecimento do cargo de cozinheira  e 15% de reajuste entre níveis.
Mas segundo informações da Secretaria estadual de Educação (Seeduc), as reivindicações não podem ser as mesmas para estado e município. A Seeduc cita por exemplo, que  no estado não há eleições para diretores de escolas, como reivindica o Sepe-RJ, e que o cargo é preenchido por uma processo seletivo. O governo do estado propõe um aumento de 8% nos salários, mas depende de aprovação da Assembleia Legislativa (Alerj).
Quanto à demanda de equiparação salarial dos professores, a Seeduc informa que a rede estadual do Rio paga, atualmente, R$ 16,90 pela hora-aula. Valor maior do que a hora-aula em São Paulo (R$ 15,80), no Espírito Santo (R$ 9,80) e em Minas Gerais (R$ 11,80). A secretaria diz que também os novos servidores têm ainda auxílio-transporte (entre R$ 63 a R$ 120/mês), auxílio-qualificação (bônus anual de R$ 500), auxílio-alimentação (R$ 160 mensais) e auxílio-formação para professores regentes de turma em  parceria consórcio Cederj (R$ 300 mensais).
Ainda de acordo com a assessoria da Seeduc, o secretário se reuniu na terça-feira (29) com o Sepe-RJ e informou aos sindicalistas que haverá reajuste com aumento real este ano. Já em referência à redução da carga horária para funcionários, a secretaria ratifica posição do STF, de que não pode reduzir carga horária sem reduzir salários.
Quanto ao enquadramento por formação para funcionários administrativos, há uma análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE) dos casos que têm a ver com a área em que atuam. O grupo de trabalho acordado junto ao Supremo já está em funcionamento, tanto que a próxima reunião será no dia 12.  Mas o Sepe, segundo a Seeduc, se recusaria a participar devido ao fato de o outro sindicato da categoria, a UPPEs, fazer parte. (G1/Redação)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em decisão unânime, policiais federais decidem manter greve por tempo indeterminado



Os policiais federais, papiloscopistas e escrivães da Superintendência da Polícia Federal, após assembleia realizada nesta terça-feira, decidiram, por decisão unânime, manter a greve. Com 56 dias de duração, agora ela irá permanecer ativa por tempo indeterminado.

No entanto, as categorias vão acatar o pedido do Superior Tribunal de Justiça de manter um percentual mínimo de policiais para garantir o funcionamento de algumas atividades essenciais prestadas pela PF. Entre elas, está a emissão de passaportes.

Outro acordo estabelece que as atividades serão mantidas durante as eleições, no dia 7 de outubro, próximo domingo. Mas a comissão que está à frente da greve ainda precisa negociar o número de policiais que ficarão à disposição para trabalhar durante o período eleitoral. A decisão deve ser tomada nesta quarta-feira, na sede dos Sindicados dos Servidores do Departamento  da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro.(JB/ Redação)