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quinta-feira, 24 de maio de 2012

PF investiga venda do hotel Nacional para sócio de Demóstenes


A Polícia Federal vai investigar se a Susep (Superintendência de Seguros Privados) - órgão do Ministério da Fazenda - favoreceu o grupo do empresário goiano Marcelo Limírio Gonçalves Filho ao leiloar o hotel Nacional, localizado em São Conrado, zona Sul do Rio, em 2009. O empresário arrematou o hotel por R$ 85 milhões, R$ 33 milhões a menos do que o lance inicial, no leilão anterior, no qual ninguém ofereceu proposta pelo prédio, desocupado desde 1995.
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Limírio é sócio, no ICF (Instituto de Ciências Farmacêuticas), de Andrea Aprigio de Souza, ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, preso há três meses acusado de chefiar esquema de jogo e negócios ilegais. Ela também é investigada e pode depor à CPI sobre o ex-marido.  Além disso, Marcelo Limírio também é sócio, na Nova Faculdade, em Contagem (MG), do senador Demóstenes Torres (GO), ameaçado de cassação por usar o mandato em favor de Cachoeira. (DestakRio/Redação)

terça-feira, 22 de maio de 2012

'Não-depoimento' de Cachoeira é o tema mais comentado no Twitter brasileiro


Enquanto marca presença em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações de seu grupo com autoridades, políticos e empresários, mas permanece em silêncio, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, se tornou o assunto mais comentado do Twitter brasileiro nesta terça-feira. Pouco depois de começar a ser sabatinado pelos parlamentares, o bicheiro já era destaque na rede de microblogs. A hashtag #PergunteaoCachoeira chegou a assumir o primeiro lugar nos Trending Topics (TTs) nacionais, a lista dos temas mais debatidos pelos usuários do Twitter.

Carlinhos Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo da PF e é acusado de comandar um esquema de exploração de maquinas de caça-níqueis. Apesar da tentativa da defesa de adiar seu depoimento pela segunda vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o comparecimento do contraventor aconteceria nesta terça. O primeiro adiamento aconteceu há uma semana, quando o ministro Celso de Mello acatou os argumentos da defesa de que Cachoeira não podia depor, porque não teve acesso aos inquéritos que o investigam. Cachoeira é acusado de comandar um esquema de exploração de jogo ilegal e de corromper agentes públicos, dentre eles vários alguns governadores como o peemedebista Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.(IG/Redação)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Petrobras rescinde contratos com a Delta no Comperj



A Petrobras afirmou que, no dia 11 de maio, rescindiu os contratos com consórcios que tem a Construtora Delta como participante, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Segundo a petroleira, a decisão foi motivada por baixo desempenho. “A Petrobras está estudando a melhor solução para evitar impactos no cronograma do Comperj”, declarou a Petrobras, em nota, nesta segunda-feira. De acordo com a estatal, foi mantido o contrato com a Delta na obra da etapa 2 da reforma e modernização da Unidade de Tratamento de Águas Ácidas da Reduc, que se encerra em junho.
Os contratos rescindidos são os firmados com os consórcios Itaboraí-URE e Itaboraí-HDT, compostos pelas empresas Delta, TKK Engenharia Ltda e a Projectus Consultoria Ltda. Em relação ao movimento de greve no Comperj, a Petrobrás afirma que ele foi encerrado e os trabalhadores retornaram ao trabalho no dia 9 de maio. (O Globo Online/Redação)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cabral chama base aliada para dar troco a Garotinho


Alvo de ataques pela postagem no Blog do Garotinho de fotos (ao lado) e vídeos feitos em Paris que expõem sua ligação com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), partiu para o contra-ataque. Ontem de manhã, ele convocou seus principais aliados no Palácio Guanabara e deu o tom do discurso a ser adotado daqui por diante. Ele exigiu que a base aliada o defenda e que reúna munição contra seu principal desafeto, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR), autor da divulgação do material contra Cabral pela Internet (foto). Além do secretário de Governo, Wilson Carlos, e do chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, que aparecem nas fotos com Cabral, durante a viagem a Paris em 2009, conforme o ‘Blog do Garotinho’, também participaram do encontro os deputados Paulo Melo (PMDB), presidente da Alerj; André Corrêa (PSD), líder de governo; e André Lazaroni, líder do PMDB.

A ordem é repetir à exaustão o discurso de que a Delta — hoje investigada por suspeita de elo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira — já era a empreiteira que tinha mais contratos com o governo do estado antes de Cabral assumir. Na outra frente, Cabral quer que a base aliada ataque Garotinho, lembrando dos processos de improbidade contra o ex-governador e acusações de conivência com a corrupção policial. (O Dia/Redação)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Oposição muda estratégia para ganhar apoio do PR e criar a CPI da Saúde

A oposição no Congresso Nacional mudou a estratégia para tentar instalar uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) a fim de investigar as denúncias de corrupção e desvio de verbas na área da saúde. Antes, eles coletavam assinaturas para instalar uma CPI que investigasse a saúde pública de maneira ampla. Agora, querem uma comissão de inquérito que irá investigar precisamente as denúncias veiculadas em uma reportagem na qual empresários negociam fraudes em contratos com o hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para alcançar o número necessário, eles contam principalmente com a adesão do PR. Os senadores do partido decidiram fazer oposição ao governo depois que perdeu definitivamente o Ministério dos Transportes. Os deputados da legenda, no entanto, ainda não definiram posição.
os parlamentares do PR ainda não aderiram ao requerimento de criação da CPMI. Uma reunião entre os senadores do partido está marcada para esta quinta-feira, 22, quando irão avaliar se assinam o documento. Para o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), as denúncias veiculadas mostram empresários do setor privado praticando corrupção ativa e não justificam a instalação de uma CPMI porque não envolvem funcionários públicos.(O Dia Online/Redação)