
Rio - Eles não se conhecem, vivem dores semelhantes e lançaram mão da mesma ferramenta, a Internet, para denunciar, alertar jovens e pais e buscar pistas que dessem explicações para a morte dos filhos por overdose de ecstasy em raves. No caso do comerciante João Carlos Maiorano, 43 anos, foram meses vasculhando, dia e noite, perfis no orkut, blogs e páginas de músicas eletrônicas. Era como uma catarse para o drama que vivia em casa. O fato de não esquecer a cena do rosto do estudante Lucas Francesco Amendola Maiorano, 17 anos, no caixão, o incitava a descobrir onde novas festas aconteceram, quem as patrocinava e a procurar fotos que mostravam menores na balada de música eletrônica.
“Procuro tudo na Internet que uma pessoa possa imaginar para entender esse mundo das raves. Queria saber como meu filho foi levado a se interessar por isso. Descobri muita coisa, só não descobri porque não percebi que as amizades que ele tinha o levavam para essa vida”, disse João. Somente no Brasil, revela uma pesquisa da Organização das Nações Unidas, 480 mil jovens já fizeram uso de ecstasy.
(O Dia online)
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