Oficializada ontem pelo Exército, a transferência da unidade do 3º Batalhão de Infantaria, em São Gonçalo, para uma região da Amazônia voltou a dividir opiniões.
Contrários à saída da unidade militar, moradores do bairro Venda da Cruz pretendem enviar um abaixo-assinado às autoridades públicas solicitando a permanência do quartel ou a implantação, no local, de outra sede militar.
Os moradores temem o aumento de violência após a saída da unidade do bairro, que é cercado por dezenas de favelas.
- Estamos apreensivos - disse o presidente da Associação de Moradores, Mauro Sales. - O quartel vai sair e não temos a menor idéia do que será feito depois. Hoje, a unidade militar é uma referência de segurança dos moradores do bairro. Temos várias favelas no entorno e vamos ficar vulneráveis.
Ontem pela manhã, o governador Sérgio Cabral disse que vai procurar o general do Comando Militar do Leste, Enzo Martins Peri, para negociar a cessão da área do quartel desativado para a construção de um batalhão da Polícia Militar.
O projeto, segundo Cabral, já estava em andamento na gestão anterior e prevê a criação de um novo batalhão para atender a população de São Gonçalo e Niterói, cujas unidades estariam com o efetivo reduzido.
- O novo batalhão vai atender duas cidades, que estão precisando de reforço policial - ressaltou o governador. - A nossa idéia é não desativar o Batalhão de São Gonçalo, mas criar uma nova unidade com melhor estrutura física e um bom contingente.
Apesar de ser favorável à criação do batalhão, o presidente da Comissão de Segurança da Câmara de Vereadores de Niterói, vereador Felipe Peixoto (PDT), contesta a forma como serão divididas as áreas de atuação da nova unidade.
- A criação de um novo batalhão da PM ou a transferência de outras unidades para o local serão importantes para atender a demanda de segurança nas duas cidades - afirma Peixoto. - Contudo, a divisão de atuação em cidades diferentes deve seguir critérios técnicos tendo como base a localização das delegacias, o número de habitantes das áreas em curso e o melhor fluxo das viaturas.
A assessoria do Comando da Polícia Militar informou ontem que o comandante da corporação, coronel Ubiratan Ângelo, pretende ouvir o governador Sérgio Cabral e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública antes de fazer um pronunciamento oficial sobre o assunto.
Fonte: JB Online
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