sexta-feira, 9 de março de 2007

Mulher de traficante é presa no Rio

O quartel-general do traficante Rogério Mosqueira, o Roupinol, da quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), começou a desmoronar em Macaé desde a prisão, no dia 1º, do seu gerente no município, Cristiano Rocha Clemente, 27 anos, conhecido como Gordo.

Na operação de ontem, a mulher de Roupinol, Gabriele Pessoa Bastos, foi presa no Rio. Advogada, Gabriele fazia a distribuição do dinheiro conseguido com a venda da droga. Além dela, a polícia prendeu, em Copacabana, José Roberto Cardoso Nascimento, um dos distribuidores da cocaína. Ele seria o responsável por receber a pasta base vinda do Mato Grosso. Além deles, foram presos, em Macaé, Luiz Carlos Moraes de Souza, o Monstro, gerente do Morro de Santana, o dono do sítio, Delcimar da Conceição Barreto, além de oito pessoas, entre elas, José Carlos Pereira, em Mato Grosso.

O policial militar, Flávio Mello, lotado no 8º BPM (Campos), também pertenceria à quadrilha de Roupinol, e está foragido. De acordo com a PF, ele é suspeito de recrutar bandidos para matar policiais que incomodassem a rota do tráfico de drogas. Dois casos foram citados pelo delegado Eduardo Fontes, da Delegacia da PF de Macaé: o assassinato de um PM lotado no 32ºBPM (Macaé), em novembro do ano passado, em Campos; e a morte do sargento Sebastião dos Santos, que aconteceu na noite do último sábado, no Bairro Jóquei Clube, em Campos. O sargento tinha participado, dois dias antes, da prisão de Gordo em uma operação da Polícia Militar no bairro Malvinas, principal domínio da quadrilha Amigo dos Amigos (ADA).

Roupinol é acusado também de mandar matar o presidente da Macaé Trânsito e Transportes (Mactran) e secretário de Transportes, Fernando Magalhães, assassinado em agosto passado, em Macaé. Fernando estava em sua caminhonete, acompanhado por dois seguranças, quando, segundo a Polícia Militar, um veículo cercou a caminhonete do secretário, que levou sete tiros. Em fevereiro deste ano, Luis Fernando de Miranda Magalhães, o Profeta, filho do secretário, foi morto. Ele estava em liberdade condicional e havia sido preso em julho do ano passado, na Auto-Escola Atlântico Sul, que era de sua propriedade. Na ocasião, foram apreendidas três pistolas, dois revólveres, além de mais de 100 cápsulas de munição. A prisão de Profeta e a apreensão do material foram resultados de investigações solicitadas pelo Ministério Público estadual e fruto de uma operação que durou um mês, envolvendo a PF e o Grupo de Apoio à Promotoria (GAP).

Fonte: Tatiana Gama do Jornal O Diário da Costa do Sol

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