sexta-feira, 14 de março de 2008

Ex-funcionários da CERJ e atuais trabalhadores da Ampla fazem manifestação


Ex-funcionários da extinta Cerj e atuais trabalhadores da Ampla realizaram, na manhã de ontem, uma manifestação para cobrar o pagamento de diferenças salariais decorrentes da implantação da Unidade de Referência de Preço (URP), em 1989.

Cerca de 150 pessoas, a maioria idosos, participaram do manifesto, que começou por volta das 9h30min na Praça Araribóia, no Centro de Niterói, e seguiu pela Rua Visconde do Rio Branco até a sede da empresa, na Rua Guilherme Briggs, em São Domingos.

No governo José Sarney, em 1989, cerca de 4,5 mil funcionários da Cerj, atual Ampla, entraram na Justiça solicitando o pagamento da diferença de 26,05%, em virtude da URP, do Plano Verão, do então ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Passados 18 anos, os funcionários ainda não receberam.

Segundo a presidente da Associação dos Trabalhadores e Aposentados da Ampla (Ataerj), Elizabet Codeço, dos 4,5 mil empregados na época, cerca de 280 já faleceram.

"Eles vão esperar todos morrerem para não pagar? Os nossos amigos morreram sem ver a cor do dinheiro ao qual tinham direito", revoltou-se.

O presidente da Associação dos Funcionários Ativos e Inativos da Cerj (Afiac), Samuel Silva de Assis, disse continuar cobrando da Justiça uma sentença final.

"Cobramos da Justiça uma solução. A Ampla está tentando postergar a execução do processo. Os trabalhadores precisam receber", afirmou.

Eletrotécnico e ex-funcionário, Mauro Jorge Bizzo Gonçalves, que trabalhou por 37 anos na Cerj, fez questão de esclarecer o que todos os seus companheiros de trabalho estão reivindicando:
"Não estamos pedindo esmolas. Queremos apenas receber o que temos direito. Ninguém aqui está pedindo favor".

(O Fluminense)

5 comentários:

altair disse...

tambem sou ex-funcionario e sou parte neste processo, assim sendo solicito se possível uma informação do andamento do mesmo.

Att


Altair Soares da Silva

Paulo Cesar disse...

Sou ex-funcionário e estou a espera do que é meu por direito.
Aí fica a pergunta: E se fosse o seu dinheiro, vc deixaria para eles ??
É uma vergonha, Srs responsaveis pelo processo.
Paulo Cesar-PC (Cabo Frio)

Marcos disse...

O meu nome é Marcos Silva da Costa Pinto, sou filho do Arnaldo da Costa Pinto (em Memória)ex-funionário de CERJ, o meu pai faleceu em 1999, em vida ele lutou para receber esta indenização (URP), e não conseguiu, agora eu e minha mãe Sônia Maria Silva da Costa Pinto, estamos lutando p/ receber o que é nosso de direito... O que nos resta é acreditar que um dia alguém da nossa geração receba este dinheiro...

rogerio disse...

me chamo rogerio baddine vergette sou de teresopolis, antigo da cerj, o que dificulta muito esse processo é a falta de informação dos fatos. ninguem nos dá uma informação certa do que está acontecendo no processo. será que na moita fica mais fácil esconder alguma tramóia? acho que é muita grana e acho tambem que tem muito interesse de pessoas que nem foram funcionário da cerj, porque será?

PROFESPBR disse...

O meu nome é bruno rodrigues vieira da silva, sou filho do José carlos da silva (em Memória)ex-funionário de CERJ, o meu pai faleceu em 2010, quero faze-lo justiça, agora eu e minha mãe Nely rodrigues vieira da silva, estamos lutando p/ receber o que é nosso de direito... O que nos resta é acreditar que um dia alguém da nossa geração receba este dinheiro...