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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ônibus são queimados na Penha

Três ônibus da empresa Nossa Senhora de Lourdes foram incendiados, nesta terça-feira à noite, no Parque Proletário, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, em protesto contra a morte de Laercio Hilário da Luz Neto, de apenas 17 anos, que segundo moradores trabalha como barbeiro na comunidade. De acordo com policiais, o corpo do jovem foi encontrado com sinais de asfixia na Rua 6, em cima da laje de uma casa. Moradores acusam policiais de serem responsáveis pela morte do rapaz.

– Recebi uma ligação às 20h dizendo que meu filho estava morto. Ele não tem marcas de tiro no corpo. Só sinais de enforcamento e agressão. Acredito que ele tenha sido torturado, só não sei se por policiais ou traficantes – desabafou o pai do garoto, Ladilson Hilário da Silva, que negou envolvimento do filho em crimes.

Moradores atearam fogo nos ônibus e também apedrejaram um carro da polícia, numa localidade conhecida como Praça São Lucas. Ao longo da noite, também foi possível ouvir muitos tiros, em vários momentos (o último deles pouco após a meia-noite). Dois ônibus foram queimados na Rua Engenheiro Francisco Passos e o terceiro, na Rua Maragogi. De acordo com funcionários das linhas 621 e 313, os veículos foram interceptados por um grupo de pessoas, por volta de 22h40m. Os ônibus fazem a linha Penha-Saens-Peña.

A Polícia Militar, segundo informou a GloboNews, nega ter sido responsável pela morte do rapaz. Agentes de outras Unidades de Polícia Pacificadoras da região foram deslocados à noite para auxiliar na segurança da UPP do Parque Proletário. Extra/Redação



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Complexo da Penha ganha mais duas UPPs


O governo do Estado inaugurou na manhã desta terça-feira, 28, duas novas Unidades de Polícia Pacificadora no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio. Ao todo, 520 policiais vão patrulhar as seis comunidades abrangidas pelas UPPs Parque Proletário e Vila Cruzeiro. Durante a cerimônia, o governador Sérgio Cabral destacou o processo de paz nas comunidades e lembrou que há pouco tempo a Vila Cruzeiro era lembrada no Brasil e no exterior por ser um local de derramamento de sangue.

"O processo de paz não pode parar, porque ele é que vai determinar que ocorram novas conquistas na comunidade. Temos visto um grande avanço na vida das pessoas das comunidades pacificadas. É importante lembrar que neste local, onde foi assassinado o jornalista Tim Lopes, hoje existe uma comunidade pacificada", discursou. (Agência Rio de Notícias/Redação)