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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Policiamento é reforçado em condomínio invadido na Zona Norte do Rio

Cerca de dez policiais militares do 41º BPM (Irajá), em duas viaturas, reforçam o policiamento, na manhã desta quarta-feira, na entrada do conjunto habitacional invadido, no último domingo, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. A ação foi comandada por traficantes. De acordo com o comandante do batalhão, tenente-coronel Luiz Carlos Leal, os agentes foram deslocados para o local depois de imagens que mostraram um homem armado dentro do condomínio. O oficial afirmou ainda que não há operação de reintegração de posse marcada para as próximas horas. A PM aguarda o posicionamento da justiça sobre o pedido feito pela construtora.

Apesar disso, os invasores do local temem a ação militar. Eles realizaram um protesto dentro da unidade habitacional nesta manhã, utilizando bandeiras e cartazes, com frases como “Querer uma vida melhor é crime?”. Alguns afirmam que estão cadastrados desde 2009 no programa “Minha casa, minha Vida”, do governo federal.




- Nós criamos uma comissão para verificar a situação de cada família que está vivendo nesse empreendimento. Eu fui lá dentro conversar com eles, e levei o subprefeito da região também. Já sabemos que tem gente cadastrada no programa do governo federal, e outras não. Essas vão ter que sair. Vamos tentar uma saída de forma pacífica - garantiu o tenente-coronel Luiz Carlos Leal.

O comandante comentou também que muitos dos moradores são de uma favela, que fica bem ao lado do condomínio.

O caso

A invasão foi revelada pelo “Bom Dia Rio”, da TV Globo. Um homem com um fuzil foi flagrado pelo telejornal dentro do conjunto, descendo de uma moto e caminhando até um carro. Cerca de 200 pessoas apoiadas por bandidos ocuparam os 240 apartamentos, divididos em 11 blocos de cinco andares. A obra estava em fase final de entrega para os moradores.

A construtora BR4, responsável pela construção do Residencial Guadalupe, registrou o caso na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e entrou na Justiça com um pedido de reintegração de posse. A direção técnica da BR4 afirmou à TV Globo que “tudo vai ser entregue da mesma maneira que estava antes da invasão”.

A Polícia Civil abriu inquérito. A Caixa Econômica Federal, que financiou a obra, também disse que vai pedir a reintegração de posse dos imóveis na Justiça. As famílias sorteadas pelo programa estavam a dois meses de receber as chaves. Todas têm renda familiar entre zero e três salários mínimos.

Segundo a BR4, o Habite-se foi emitido no último dia 23. O documento atesta que o imóvel foi construído de acordo com exigências da prefeitura.

A Secretaria municipal de Habitação afirmou que acompanha o caso e que pediu apoio das forças de segurança para a retirada dos invasores e reintegração imediata dos imóveis. A Polícia Militar disse que esteve ontem no residencial para tentar abrir um canal de negociação entre os invasores e os representantes do empreendimento, mas os militares não aparecem nas imagens da TV Globo.

A Secretaria de Segurança informou que não recebeu, oficialmente, nenhum pedido por parte da empresa responsável pela obra. Já a Caixa declarou que pediu ao Ministério da Justiça ações que possam prevenir situações como essa em programas habitacionais. (extra/Redação)




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Viúvo é preso suspeito de ser o mandante da morte da esposa grávida, em São Gonçalo


Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DH NIT/SG) prenderam, na manhã desta sexta-feira, o viúvo de Suelen de Souza Sales, grávida de seis meses e morta em abril deste ano, no bairro da Trindade, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. De acordo com o titular da DH, Wellington Vieira, Rodrigo Folly Cuzzuol, de 34 anos, foi a acusado pela amante, Flávia da Silva Ramos, de 33, de ser o mandante do crime. Ele foi capturado na casa dos pais, no mesmo bairro onde o crime aconteceu. Com base nestas acusações e em provas recolhidas pelos investigadores, a Justiça decretou a prisão temporária de Rodrigo, por 30 dias.

- A Flávia contou durante o seu novo depoimento, prestado na quarta-feira, detalhes da sua participação no crime. Ela revelou que matou a Flávia com ajuda de outras pessoas e que o Rodrigo teria planejado toda a morte de Suelen. Era desejo dele ficar com a Flávia, mas ele precisava que alguém cometesse o crime - disse Wellington Vieira.

Ainda de acordo com o delegado, Flávia disse que o Rodrigo, além de planejar toda a ação, teria deixado a porta da casa aberta para que a Flávia pudesse entrar com os comparsas sem que chamasse a atenção da vítima.

- Agora estamos atrás das outras pessoas citadas por ela. Nós ainda não podemos dar detalhes sobre a investigação, porque existem elementos chaves que ainda não foram presos - informou Wellington.


Rodrigo prestará nesta sexta-feira um novo depoimento. Durante as últimas declarações dadas à policia o viúvo de Suelen negou que tivesse alguma participação no crime e apontou a amante como a principal suspeita.

Família em choque
Prima de Suelen, Alessandra Sales, disse estar completamente surpresa com o desfecho das investigações:
- A gente escutava muitas pessoas dizerem que ele tinha participado da morte da mulher dele, mas é muito difícil para a gente que convivia de perto aceitar isso. Mas a polícia e a Justiça estão aí para isso. Esse homem foi completamente diabólico. Um completo psicopata. Estamos em choque.

Morta com fio de computador
Suelen tinha 26 anos e foi morta no dia 7 de abril deste ano. Grávida do primeiro filho, ela foi estrangulada com um fio de computador. A criança também morreu. Dias depois do crime, o envolvimento de Rodrigo e Flávia veio à tona e a mulher acabou presa.

O relacionamento extraconjugal revoltou alguns parentes de Suelen, mas o pai da jovem partiu em defesa do genro. O pintor industrial Manoel Augusto Salles, de 53 anos, afirmou que, para ele, Rodrigo também era vítima de Flávia.
- Essa mulher é diabólica. Eu conheço o Rodrigo desde que era criança e nunca vi nada nele que pudesse desabonar sua conduta. Ele cometeu um erro (ao se envolver com Flávia) que todos podemos cometer - disse Manoel, dias depois do crime.
Nesta sexta, após a notícia da prisão de Rodrigo, ele mudou o discurso e disse querer que o genro seja punido "com todo o rigor da Justiça":

- Estou muito abalado. Quando tudo aconteceu, cheguei a defender o Rodrigo, porque sempre o considerei como se fosse um filho pra mim. Mas com o desenrolar das investigações minha ficha começou a cair - desabafou Manoel: - Se tudo se comprovar, podemos dizer que ele cometeu um ato monstruoso contra minha filha e meu neto. Meu desejo agora é que todos os envolvidos fiquem por muitos anos atrás das grades. (Extra/Redação)





quinta-feira, 6 de junho de 2013

Polícia prende suspeito de aplicar golpes do bilhete premiado no Rio

Sul e na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Carlos Augusto Lopes, de 44 anos, foi preso na noite desta quarta-feira (5) no bairro do Catete.
De acordo com as investigações da 14ª DP (Leblon), o criminoso fazia parte de uma quadrilha que atua no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e escolhia pessoas idosas e com maior poder aquisitivo. Uma das vítimas teria sofrido um prejuízo de R$ 300 mil.
Os policiais cumpriram um mandados de prisão preventiva, expedido pela Justiça do Rio, contra Carlos Augusto. Pelo menos cinco inquéritos foram abertos para apurar crimes de estelionato. O suspeito já havia sido preso no Rio Grande do Sul pelo mesmo crime. G1/Redação)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Moradores do horto não desocupam imóveis


Moradores do Horto Florestal, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, esperaram pela polícia, que prometia desocupar a área nesta quarta-feira (03). No local, no entanto, nenhuma ação foi feita. Com catazes e faixas, os moradores garantem que vão resistir pacificamente a desocupação. 
Moradores esperaram pela polícia, mas desocupação não foi feita | Foto: Alessandro Costa / Agência O DiaA remoção estava prevista para a manhã desta quarta, prazo dado pela Justiça que determinou o despejo dos moradores. Os habitantes do local, no entanto, alegam que estão ali há mais de um século e sempre com a autorização da administração do Jardim Botânico.
Em 1811, foram erguidas vilas para a instalação dos trabalhadores da fábrica, em virtude de o local ser considerado de difícil acesso. Com a transferência da fábrica para Raiz da Serra, aos pés da serra de Petrópolis, na Região Serrana, a área foi desmembrada e alienada. Com isso, muitas casas de antigos funcionários foram cedidas, já no século 20, a funcionários do Jardim Botânico.(O Dia/Redação)