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quarta-feira, 16 de julho de 2014

PMs que participaram da repressão na Tijuca têm prisão administrativa decretada

O Comando da Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro policiais que participaram da operação na Praça Saens Pena no domingo (13). Até o momento, são três IPMs (Inquérito Policial-Militar) abertos para apurar a conduta de policiais.
Os policiais já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade.
Os policiais são:
Soldado Carlos Henrique Ferreira acusado de agressão ao cinegrafista canadense Jason Ohara;
Soldado Cristiano Ximenes, suspeito de roubo de câmera do mesmo fotógrafo;
Soldado Jair Portilho Júnior, acusado de agressão a repórter fotográfico;
Soldado Rogério Costa de Oliveira, acusado de agressão a manifestante. Ele aparece em um vídeo feito por cinegrafista amador chutando uma jovem duas vezes.
O Comando da Polícia Militar divulgou nota em que esclarece que repudia atos de violência praticados por policiais militares, conforme revelados nas imagens de cinegrafistas amadores, ocorridos no domingo.
A Corregedoria da PM abriu também uma sindicância para apurar a denúncia de que um policial teria assediado uma manifestante. A denúncia também tem base em um vídeo feito por cinegrafista amador. (JB/Redação)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Motoboys protestam no centro do Rio na manhã desta sexta


Motoboys fazem manifestação, na manhã desta sexta-feira, no Centro. O grupo, formado por cerca de 150 pessoas, fechou a pista central da Avenida Presidente Vargas, desde a altura da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. O grupo seguiu até a Candelária. Por meio de faixas e cartazes, eles chamam atenção para o "Movimento Periculosidade Já".

Carros da Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam o protesto, que é pacífico. A manifestação na principal via do Centro causou um enorme congestionamento na Região Metropolitana. Ao longo da Avenida Presidente Vargas, motoristas encontram retenção. Uma dica para o motorista é utilizar o Largo do Estácio e a Rua Frei Caneca, que apresentam boas condições de tráfego.

A Avenida Francisco Bicalho também ficou lenta em toda a extensão e os reflexos chegaram à Avenida Brasil, na altura da Penha, na Zona Norte, e na Ponte Rio-Niterói, que apresentou lentidão desde a Grande Reta até as saídas para o Viaduto do Gasômetro e para a Rodoviária Novo Rio.
A categoria reivindica a sanção do projeto de lei 2865/11, de autoria do senador Marcelo Crivella, encaminhado à presidenta Dilma, que considera perigosa a atividade dos trabalhadores em motocicleta e garante à categoria o direito ao adicional de 30% sobre o salário. (O Dia/Redação)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Polícia ouve testemunhas da morte de mototaxista em protesto no Alemão

A Divisão de Homicídios Polícia Civil pretende ouvir três testemunhas nesta quinta-feira (29) na investigação da morte de um mototaxista durante um tiroteio no Conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio. De acordo com o titular da especializada, Rivaldo Barbosa, uma perícia foi feita no local para tentar saber de onde partiram os tiros que mataram Caio Moraes da Silva, de 20 anos. Como mostrou o Bom Dia Rio, ele participava na noite de terça de um protesto de mototaxistas contra a prisão de Romário Moraes da Silva, conhecido como Romarinho, procurado por tráfico de drogas. Outro morador da comunidade ficou ferido durante a ação.

“Nós ouvimos ontem 11 pessoas, apreendemos oito armas dos policiais militares e, com o resultado dessa perícia, nós vamos confrontar com o depoimento dos PMs. A gente também aguarda um exame do IML, que hoje de manhã deve estar pronto para ser inserido no inquérito”, explicou Barbosa, que frisou que o laudo oficial da perícia fica pronto em 30 dias.
O corpo de Caio será enterrado nesta tarde no Cemitério do Caju, Zona Norte da cidade. Os familiares da vítima passaram a tarde desta quarta-feira tratando da liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Denise Moraes da Silva, mãe de Caio, disse que acredita que o filho tenha sido baleado pelas costas e pede que a polícia investigue o caso.
“Pelo que eu observei na roupa do meu filho, ele levou um tiro pelas costas. Eu não vou dizer de quem veio, mas eu espero que a polícia me mostre quem atirou."
Protesto
Imagens publicadas na internet mostram que o protesto contra a prisão de Romarinho fechou a Estrada do Itararé, que corta a região, na noite de terça. Algumas pessoas a pé interromperam o tráfego na avenida e espalharam faixas e cartazes no asfalto. Logo após a interdição da via, policiais militares começaram a conversar com o grupo, mas, em seguida, jogaram bombas de gás para tentar liberar o trânsito. Tiros foram ouvidos no entorno do protesto e, de acordo com a PM, os disparos foram feitos dentro da comunidade, contra os policiais.

Um carro da PM foi alvejado pelos tiros e um morador ficou ferido por armas de fogo. Fausto Sobral, de 56 anos, foi ferido na perna durante o confronto. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade e depois transferido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Até as 7h, segundo a Secretaria de Saúde, o estado de saúde dele era estável.
De acordo com a assessoria das UPPs, por volta das 18h de terça um grupo de moradores e mototaxistas do Complexo do Alemão começou uma manifestação na frente do quartel da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), na Avenida Itaoca. Este mesmo grupo seguiu pela Avenida Itararé, quando bloqueou a via por alguns minutos. O 22º BPM (Maré) conseguiu dispersar o grupo e liberar o trânsito.
Ainda segundo a corporação, ao se aproximarem da Avenida Central, os policiais das UPPs do Alemão que acompanhavam a manifestação foram alvos de disparos vindos do interior da comunidade. Um carro da PM foi alvejado pelos tiros.
Ônibus incendiado
Mais tarde, um ônibus foi incendiado em frente ao Posto de Assistência Médica (PAM) de Del Castilho, no Subúrbio, perto do Conjunto de Favelas do Alemão. Ninguém ficou ferido, segundo a Polícia Militar. Tropas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram acionadas e, durante a madrugada, a PM fez buscas para encontrar os criminosos que participaram do confronto.

Traficante preso
Nesta quarta, a Polícia Civil prendeu outro traficante do Conjunto de Favelas do Alemão. De acordo com as investigações, Gustavo Rodrigues dos Santos, 22 anos, conhecido como Gugu, era o tesoureiro dos criminosos e foi detido em casa. Para a polícia, Romarinho e Guga fariam parte da mesma quadrilha. O bando seria chefiado por Bruno Eduardo da Silva Procópio, o Piná, preso em abril. (G1/Redação)


terça-feira, 6 de maio de 2014

Menino de 8 anos baleado na cabeça no Morro dos Macacos é operado e seu estado de saúde é grave

O menino de 8 anos baleado na cabeça no Morro dos Macacos, na tarde desta segunda-feira, durante confronto entre traficantes e policiais da UPP, foi operado durante mais de 5 horas no Hospital do Andaraí. A cirurgia terminou às 22h. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o estado de saúde de Vítor Gomes Bento ainda é grave. Ele foi levado para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do hospital logo após a operação.

Vitor foi atingido na Rua Armando de Albuquerque, próximo à UPP dos Macacos. De acordo com uma tia do menino que preferiu não se identificar, ele havia acabado de sair da escola e estava sentado com seu irmão, Felipe, de 7 anos, na porta de uma loja de material de construção, quando foi baleado.

- O Felipe viu o irmão ser baleado e está muito nervoso. Minha irmã (mãe de Vítor) está no sexto mês de uma gravidez de risco. Estamos muito preocupados - disse.

Socorrida pelo dono da loja de material de construção, identificado apenas como Beto, a criança foi logo levada para o Hospital do Andaraí.

De acordo com a assessoria da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), policiais da UPP Macacos estavam em patrulhamento na localidade da Favelinha, quando se depararam com criminosos armados. O bando atirou contra os policiais, que revidaram. Os criminosos conseguiram escapar. Na fuga, já na localidade da Rachadura, os bandidos se depararam com outros PMs, e houve um novo confronto, no qual Vítor acabou atingido.
Por volta das 18h, o policiamento no local estava reforçado com agentes do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) das UPPs, além de homens de outras unidades da Zona Norte e do BPChoque. Às 20h30m, policiais do Bope e do Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) foram acionados.




Manifestação
Após Vítor ter sido baleado, moradores do Morro dos Macacos iniciaram uma manifestação e tentaram fechar a Rua Barão do Bom Retiro, uma das principais vias da região, mas foram impedidos pela polícia. Tiros e bombas foram ouvidos. Por volta das 20h, três crianças chegaram ao Hospital do Andaraí com sintomas de intoxicação por gás de pimenta.

- Estávamos em casa, na antiga Rua 20. Do lado de fora, acontecia uma manifestação. A polícia jogou gás de pimenta. Aquilo entrou na minha casa. Meu filho, que tem paralisia cerebral, começou a passar mal e corri com ele para cá — contou a dona de casa Simone Rodrigues, de 39 anos.

O mesmo aconteceu com os netos da diarista Luciene Cosme da Silva, de 36 anos, que mora na Rua Armando de Albuquerque. Os netos dela, Andrey, de 1 ano, e Wallace, de 3, desmaiaram.

- Eu estava com meus netos dentro de casa , na Rua Armando de Albuquerque, quando começaram a jogar bombas e gás de pimenta. As crianças passaram muito mal e desmaiaram. Fiquei desesperada. A minha sobrinha de 14 anos, Yasmin, foi quem me ajudou a carregar as crianças. Moro no morro há 36 anos e nunca vi isso acontecer. Estão jogando gás e está entrando na nossa casa. É um absurdo o que esses policiais fizeram - reclamou Luciene.

Armas recolhidas
De acordo com o delegado Ed Wilson da Silva Corrêa, da 20ª DP (Vila Isabel), responsável pelas investigações, duas pistolas e um fuzil usados por policiais da UPP foram recolhidos e passarão por perícia. Além disso, quatro PMs já foram ouvidos na delegacia. Dois deles disseram ter participado do primeiro confronto com os traficantes, e os outros, do segundo, no qual Vítor ficou ferido. O delegado ainda quer ouvir os outros policiais que estavam nos tiroteios, além de testemunhas. A perícia do local do crime deve ser feita nesta terça-feira, ainda pela manhã. (Extra/Redação)




segunda-feira, 28 de abril de 2014

Idosa morta no Alemão comemorava aniversário antes de morrer, diz família

A idosa que morreu após tiroteio entre policiais e criminosos na favela Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, Subúrbio do Rio, na noite deste domingo (27), comemorava o aniversário pouco antes de ser baleada. Arlinda Beserra de Assis, de 72 anos, conhecida como Dalva na comunidade, foi atingida enquanto levava o sobrinho-neto em casa, após um almoço com a família. Segundo parentes, ela tentou protegê-lo dos tiros e acabou atingida.
Neta de Arlinda, Tamires Assis, de 24 anos, disse que tudo aconteceu em pouco tempo e a cerca de 10 metros de casa. "Ela esperou o tiroteio terminar e saiu de casa para deixar o sobrinho neto na casa dele. Ela fez aniversário na quarta e teve um almoço no domingo, de comemoração. Pouco tempo depois que ela saiu com ele, a gente ouviu um grito e viu ela no chão", contou Tamires. Segundo ela, a avó foi atingida na virilha e na barriga.
Marinalva Bezerra, mãe do menino que Dalva acompanhava, disse que espera assistência do governo depois da morte."A gente não quer dinheiro, a gente só quer assistência. Um pedido de desculpas, um 'sinto muito' do estado. O meu filho está em estado de choque, precisa de um apoio psicológico", disse.
O corpo de Dalva deixou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Itararé, no Subúrbio, mas até 10h30 não havia chegado no Instituto Médico Legal (IML). Os parentes da idosa desconhecem a origem dos disparos. Para eles, a manifestação que ocorreu após a morte de Dalva foi uma maneira de apoio, já que ela morava há muitos anos na comunidade.
"A gente é a favor da manifestação, mas não da violência. Ela era muito conhecida na comunidade e as pessoas gritaram pedindo justiça", disse Marinalva.
Ainda não se sabe de onde partiu o disparo
Como mostrou o Bom Dia Rio, ainda não se sabe de onde partiu o disparo que matou a idosa. Dalva foi baleada na barriga e morreu logo após chegar a UPA do Alemão. A mãe não sabe como dar a notícia ao menino, que viu a avó ser ferida.

Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), cinco policiais militares faziam patrulhamento na Rua 2, quando avistaram um grupo de criminosos armados. Houve troca de tiros, mas PMs e suspeitos não foram feridos. Cerca de 10 minutos após o tiroteio, a UPP Nova Brasília recebeu um chamado para atender uma moradora ferida na localidade Beco da Vivi.
Na UPA, a família da vítima contou que Dalva entrou na frente do neto, de 10 anos, para protegê-lo do tiroteio. A criança não ficou ferida, mas está traumatizada, segundo a família. A idosa chegou ao Rio de Janeiro em 1970, vinda do Rio Grande do Norte. Ela tinha um filho biológico e outros de criação.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Polícia abre inquérito para investigar lideranças de prédio ocupado no Rio

A ocupação do prédio da Oi, no Engenho Novo, Subúrbio do Rio, foi tratada pelo prefeito Eduardo Paes como "invasão profissional", enquanto o governador Luiz Fernando Pezão chegou a afirmar que o tráfico de drogas se aproveitava da "balbúrdia" no local, reintegrado na última sexta (11). Agora, a ocupação virou caso de polícia. Neste domingo (13), a Polícia Civil informou, em nota, que instaurou inquérito para investigar a ocupação do terreno para "identificar as lideranças" do movimento. De acordo com o documento, representantes da empresa dona do terreno já foram ouvidos.
Os moradores, por sua vez, negam e dizem que não têm onde viver nem para aonde ir. Também neste domingo, cinco ex-ocupantes se reuniram com o secretário municipal de Assistência Social Adilson Pires e o secretário municipal de Habitação Pierre Batista. A reunião começou por volta das 10h40, após uma vigília com cerca de 300 ex-moradores em frente a sede da prefeitura, mas não foi nada decisiva. Vice-prefeito, Pires disse que o cadastramento das pessoas seria feito pela Guarda Municipal em São Cristóvão e que as pessoas teriam que se deslocar até lá — o que não foi aceito pelos ex-moradores.
"As pessoas que estão aqui querem que eu dê uma solução imediata, mas para amanhã eu não tenho casa para entregar. Então, é preciso fazer o cadastramento para ver o que vai ser feito", afirmou. A proposta, no entanto, desagradou moradores.
'Ninguém tira a gente daqui', diz líder
Um dos cinco líderes que foram recebidos por representantes do governo municipal declarou, no entanto, que os manifestantes não sairão da frente da Prefeitura. Ele informou que desejam que o cadastramento seja feito lá.

"Não estou entendendo porque não podem fazer o cadastramento aqui. Se chegar assistente social aqui, sou o primeiro a ajudar o pessoal a fazer fila e a ter calma para fazer o cadastramento. Ninguém vai tirar a gente daqui. E se tiver que usar a força, a gente vai usar. Pode chamar a polícia, pode chamar o que for, eu quero fazer o cadastramento aqui. Querem que a gente saia daqui por quê? Qual a intenção deles? Nós não vamos sair na força, nós vamos resistir", declarou um dos líderes, que diz se chamar Edi.
Agentes da Guarda Municipal da Tijuca, na Zona Norte, foram deslocados para a prefeitura para reforçar a segurança no local. De acordo com os manifestantes, cerca de 600 pessoas dormiram em frente à prefeitura após a reintegração de posse. Eles afirmaram que ficariam no local até que fossem recebidos por alguma autoridade municipal ou estadual e reinvindicam uma opção de moradia.
"Fomos tratados como se não fôssemos nada, a polícia retirou a gente sem nenhum cuidado. Vamos ficar aqui até sermos ouvidos por alguém, não temos onde morar. É um absurdo a situação que a gente está passando aqui. Tem criança e idoso deitado em sacos plásticos", declarou outra líder do movimento, Perla Soares, de 32 anos.
Outro participante do protesto é Carlos Alessandro, de 34 anos, que acampa no local com o filho de dois meses. "Fomos arrancados da nossa moradia da maneira menos adequada. Os policiais falaram para nós 'ou sai, ou sai'. Só deu tempo de pegar um ventilador e algumas sacolas. Eu tive que sair com a roupa do corpo. Meu filho tem dois meses, quem me ajudou a tirar ele com segurança foi a população", contou ele.
O prefeito Eduardo Paes disse no sábado (12) que três equipes de assistentes sociais da prefeitura estão cuidando do cadastramento das famílias. Segundo ele, 177 já foram cadastradas e a partir de agora será feita uma análise para que possam ser incluídas em projetos da prefeitura.
Reintegração
A Polícia Militar deu início à reintegração de posse do terreno por volta das 4h45 da sexta-feira. No local, ocupantes ergueram casas improvisadas durante 13 dias de ocupação. A ação da polícia começou pacífica. Moradores se reuniram atrás de um cordão de isolamento e saíram sem reagir.​

No entanto, a situação ficou tensa depois que alguns moradores começaram a atear fogo dentro do prédio, às 6h45. Em seguida, um confronto entre policiais militares e ocupantes provocou uma grande correria. A ação da polícia cumpre decisão judicial do dia 4, que determinou a saída das pessoas que ocupam o terreno da Oi.
No confronto com a PM, pelo menos 18 pessoas ficaram feridas, entre elas, 9 policiais militares e três crianças. De acordo com a polícia, 27 pessoas foram detidas —sendo 21 suspeitos de participar do saque ao supermercado. Destes, quatro foram presos. Às 13h27, entretanto, a maioria havia sido liberada, já que não houve flagrante.
Depois da reintegração, houve registro de depredações. Não se sabe se quem promoveu a depredação fazia ou não parte do grupo que ocupava o terreno. Quinze ônibus foram atingidos (quatro deles, queimados), outros três veículos foram incendiados (entre eles um carro da polícia) e pelo menos três agências bancárias foram depredadas. Um supermercado foi invadido e saqueado, e um veículo de uma emissora de televisão também foi atacado.
Barracos derrubados
Aproximadamente 1.650 policiais do 3º BPM (Méier), do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque (BPChq) foram mobilizados para a retirada dos ocupantes do imóvel. Os policiais anunciaram, por meio de um megafone, que os habitantes seriam levados em ônibus e caminhões para abrigos da prefeitura.

Segundo estimativa de moradores, até a noite de quinta-feira (10) havia cerca de 5 mil pessoas no local. Os moradores fizeram ligações clandestinas de energia elétrica e pegaram água das cisternas.
Pessoas que estavam no prédio alegaram que não têm condições de pagar aluguel. Por isso, teriam deixado comunidades como a do Jacarezinho, Rato Molhado e pontos da Baixada Fluminense para ocupar a área. (G1/Redação)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ônibus e carro são incendiados em ato que fechou via na Praça Seca


Quatro ônibus e um carro foram incendiados durante um protesto na Rua Cândido Benício, na altura da Rua Capitão Menezes, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, no fim da tarde desta quarta (26). Um imóvel comercial também teria sido depredado, segundo o 9º BPM (Rocha Miranda). O ato chegou a fechar a Rua Cândido Benício.

Segundo informações do subcomandante do 9º BPM, o motivo da manifestação seria a morte de um bandido de uma favela da região. O homem teria tido um mal súbito ao se deparar com uma equipe do batalhão e morreu. O major informou que bandidos fizeram uma marca de uma facção criminosa no local da manifestação.

Bombeiros do Quartel de Campinho foram acionados para combater as chamas. As informações são da Polícia Militar. Às 18h50, o Choque chegava ao local. (G1/Redação)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Garis entram em greve e fazem manifestação em Niterói

Centenas de garis da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) fizeram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira, na Praça Arariboia, nas proximidades das estação da Barcas, em Niterói. A categoria decidiu entrar em greve e pede por reajuste salarial de 25% sobre o salário-base: R$ 714.  Eles usam faixas e cartazes e abordam pedestres, informando sobre reinvidicações. Policiais militares do 12º BPM (Niterói) acompanham o ato, que segue até a prefeitura. Até o momento, não há registro de confusão.

Segundo a assessoria das Barcas, o protesto não atrapalhou o embarque de passageiros, já que a estação está desativada para obras no trecho. Em assembléia realizada na tarde desta quinta-feira, a categoria não aceitou a proposta apresentada pela direção da Clin, que foi de 16%, sendo metade agora e os outros 8% em janeiro de 2015.

De acordo com a assessoria da prefeitura de Niterói, uma comissão de fucionários da Clin foi recebida na tarde de quinta-feira pela presidente da empresa, Claudia Neves, e pela secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa. A comissão entregou um documento com as reivindicações. A direção da empresa pediu um prazo de 72 horas para dar um posicionamento sobre a pauta, o que foi aceito pela maioria dos funcionários em assembleia. Mesmo com o encontro, parte dos funcionários decidiu aderir à paralisação. A Clin ainda não se pronunciou sobre o número de garis que não estão trabalhando.

Por volta das 10h, os garis chegaram na sede do município, que fica na Rua Visconde de Sepetiba, onde ocupam uma faixa da via. A opção para os motoristas é a Rua Visconde de Itaboraí. Além do reajuste, a categoria também quer o aumento do vale refeição, de R$12 para R$20.

Os garis denunciam o descumprimento de contrato de trabalho, onde não obriga que eles trabalhem mais de um domingo por mês. “Atualmente, temos que trabalhar dois ou até três domingos, para termos direito a uma folga. Além disso, somos forçados a trabalhar além de 8 horas aos sábados”, afirma o gari Luiz Carlos Rocha. (ODia/Redação)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Manifestação de motoristas de vans para o trânsito da Barra

Um protesto de motorista de vans, que fazem uma carreata pelas principais vias da Barra da Tijuca, deixa o trânsito parado na região na manhã desta quarta-feira (27). 
Dezenas de veículos ocupam a pista central  da Avenida das Américas na altura do BarraShopping, seguindo em direção a São Conrado. Eles seguem lentamente, tendo à frente um carro preto com um caixão no teto. A manifestação é contra a proibição de circulação de vans na Barra e na Zona Sul da cidade.
O protesto também causa reflexos em vias do Recreio e na Avenida Ayrton Senna. Os motoristas de vans chegaram a ocupar parcialmente o retorno do Terminal Alvorada, impedindo o acesso de ônibus ao local por cerca de 20 minutos. (JB/Redação)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Black blocs incendeiam ônibus e jogam bomba no consulado americano

Manifestantes black blocs, que inicialmente participaram do protesto em apoio à educação no Rio, segunda-feira (7), de forma pacífica, acabaram incendiando um ônibus na Avenida Rio Branco, depredando mais dois, além de jogarem dois coquetéis-molotov no consulado americano, durante a noite.
Passageiros que estavam  em outros ônibus foram obrigados a descer para não serem atingidos pelo fogo. Manifestantes também jogaram pedras contra o consulado. Os policiais militares do Batalhão de Choque se posicionaram próximo ao consulado e começaram a dispersar os manifestantes com bombas de gás e de efeito moral.
Pontos de ônibus foram quebrados e o prédio do Consulado de Angola também foi depredado. Black blocs assumiram a direção de dois ônibus e colocaram os veículos de forma que bloqueassem a Avenida Rio Branco ao lado do monumento do Obelisco. Os bombeiros foram chamados e começaram a apagar as chamas do ônibus que foi incendiado. Os vândalos tentaram incendiar um segundo ônibus, mas fugiram com a chegada da polícia sem que o veículo fosse incendiado.
Os black blocs também picharam as paredes do lado de fora da Câmara Municipal do Rio, jogaram artefatos semelhantes aos usados nas festas juninas e tentaram atear fogo ao prédio.  Alguns manifestantes jogaram coquetel molotov nas janelas do prédio, que estavam protegidas com chapas de madeira. Outros invadiram agências bancárias na Cinelândia e quebraram as vidraças. As pichações faziam referência ao governador do Rio, Sérgio Cabral, e frases como "Mais livro e menos bomba". Algumas pessoas subiram na fachada do prédio com um cartaz pedindo a libertação da ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel, indiciada por pirataria pela Rússia após protesto.
Início pacífico
A manifestação em defesa da educação começou de forma pacífica, por volta das 18h, na Igreja da Candelária. A maior parte dos manifestantes era formada por grupos de professores municipais, estaduais, estudantes e sindicalistas, que não se envolveram nos atos de pichação e vandalismo. A passeata seguiu rumo à Avenida Rio Branco. Intitulada "Um Milhão pela Educação", ocupou toda a área em frente à Câmara e à Biblioteca Nacional. 
A estudante de pedagogia e direito Gabriela Guedes, participante do protesto, disse que apoia a causa e defende o reajuste dos salários dos docentes. "Sem os professores, nós não temos nenhum tipo de profissional. É muito importante que as pessoas se conscientizem, a população, e os universitários estão também aqui na luta para apoiar essa causa, que é muito digna". Para ela, as manifestações dos últimos meses renderam bons frutos e são uma boa forma de reivindicar direitos, apesar da violência. (JB/Redação)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protesto em São Gonçalo termina em confusão

A exemplo da manifestação histórica que reuniu 100 mil pessoas no Centro do Rio nesta segunda-feira, o protesto contra o aumento da tarifa nos ônibus em São Gonçalo, na Região Metropolitana, acabou em confusão na noite desta terça-feira (18).

Por volta das 19h25, mais de 5 mil manifestantes começaram a se dispersar pela região. No entanto, um pequeno grupo de 50 pessoas começou a quebrar vidraças nas esquinas das Avenidas Nilo Peçanha com Presidente Kennedy, local do fim do protesto.

Entre as ações, os manifestantes deprederam agências bancárias, atearam fogo em uma caçamba de lixo e arrancaram uma cabine telefônica do lugar, além de quebrar vidraças próximas como as da unidade do Sesc/Senais e chutar portas de lojas de departamentos e cones pelas ruas.

Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) reagiram com bombas de efeito moral, mas o grupo revidou lançando malvinas em direção aos PMs. Jovens com panos no rosto gritavam "Acabou o amor, isso aqui vai virar o inferno". 

Os presentes deprederam o prédio do TRE, lanchonetes, picharam muros e lojas e promoveram correria em ruas próximas. Até o momento, 20 deles foram detidos em flagrante depredando lojas. Os manifestantes pediram que eles fossem liberados, mas a PM não cedeu. Duas pessoas ficaram feridas por balas de borracha.

Bianca de Oliveira, 18 anos, está com uma marca na perna direita por conta de um bomba de efeito moral que a atingiu. "Estava acompanhando a manifestação quando a polícia começou a jogar bombas. Ainda tacaram spray de pimenta no meu rosto. Agiram com violência", relatou. (ODia/Redação)