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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Após desfile de bloco em Niterói, jovens andam em teto de ônibus


A Banda do Ingá, maior bloco carnavalesco de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, arrastou foliões pela Praia de Icaraí, na Zona Sul da cidade, neste domingo. A segurança foi reforçada na região para evitar tumultos. Isso não impediu, porém, que na volta para casa um grupo de seis jovens viajasse no teto de um ônibus da Auto Viação Brasília, que faz a linha 61 (Venda da Cruz X Icaraí).

Eles embarcaram no coletivo na praia e forçaram a saída de ventilação, por onde alcançaram o teto. Ao passar pela Rua Presidente Backer, na altura da esquina com a Rua Moreira César, por volta das 18h, o ônibus chegou a parar e algumas pessoas pediram para que os jovens descessem. Eles ignoraram os apelos e o motorista seguiu o trajeto.

Segundo os organizadores, cerca de 60 mil pessoas participaram do desfile da Banda do Ingá. Apesar da animação, muitos foliões reclamaram do número de banheiros químicos, considerado insuficiente por eles. (Extra/Redação

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Outra aluna relata ataque no entorno da UFRJ: 'Em plena luz do dia', conta

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) relatam casos de assédio sexual próximo ao campus da Praia Vermelha, na Zona Sul do Rio. Após uma estudante de Comunicação contar ter sido assediada na última terça-feira (19), em um ponto de ônibus em frente à faculdade, outra universitária, do curso de Relações Internacionais, contou ao G1 que sofreu um ataque semelhante em fevereiro de 2014, no mesmo local.
"Fui atacada em plena luz do dia, e ninguém fez nada, ninguém me ajudou", diz Gabriela Sarmet, de 19 anos.
A estudante contou que, às 14h do dia 21 de fevereiro, estava no ponto de ônibus da Rua Venceslau Bráz, quando percebeu que um homem a olhava fixamente. Gabriela disse que desconfiou da atitude, mas, inicialmente, não fez nada. Só se deu conta que o homem tinha a intenção de segui-la quando ela parou um ônibus para pedir informação sobre o trajeto do coletivo. Nesse momento, segundo ela, o suspeito ameaçou entrar no ônibus também. No entanto, ela desistiu de embarcar porque o motorista informou que não passaria pelo local para onde ela pretendia ir. O homem, então, desistiu também de pegar o ônibus e, em seguida, a assediou.
"Assim que voltei para o ponto, eu vi que ele botou a mão dentro das calças e começou a mexer enquanto olhava para mim. Eu comentei que achava isso uma nojeira, mas ele não se importou. E ninguém fez nada, ninguém falou nada, nem tentaram fazer com que ele parasse", conta, acrescentando que o ponto de ônibus estava "lotado".
Depois disso, o suspeito ainda tentou agarrá-la. "Quando ele tentou me encaixar entre as pernas dele, eu comecei a gritar, a xingar ele, perguntar se ele estava louco. Ele disse que tinha me confundido com outra pessoa", disse. Diante da reação da jovem, o homem deixou o ponto de ônibus, mas voltou pouco tempo depois.

"Ele voltou a fazer a mesma coisa e, dessa vez, eu o empurrei. Ele chegou a dar sinais que iria me agredir, mas recuou. Naquele momento, eu vi um guarda municipal dentro do ônibus, tentei chamar a atenção dele, gritei muito, mas ele nem se importou com o que acontecia. Pouco depois eu peguei meu ônibus e comecei a chorar. Sobra machismo e falta solidariedade ali", lamentou a estudante.

Registro na delegacia
Um dia depois do fato, a jovem foi à 10ª DP, em Botafogo. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como importunação ofensiva ao pudor. Uma audiência foi marcada para junho passado, mas não chegou a ser realizada. Por falta de testemunhas, o caso foi arquivado pela juíza Lídia Maria Sodré de Moraes, do Juizado Especial Criminal de Botafogo. A estudante afirma que levou uma outra amiga à delegacia. 

"Não me foi orientado hora nenhuma que a testemunha era essencial para a continuidade ao caso. Talvez eles fossem arquivar mesmo com essa testemunha, infelizmente", disse.

O Tribunal de Justiça do Rio afirma que a juíza apenas acatou o pedido do MP: "Ante a ausência de elementos mínimos que possibilitem a apuração da autoria requer o MP o arquivamento do presente", diz o texto da remessa enviada pelo Ministério Público no dia 15 de maio. O arquivamento definitivo foi decidido no dia 30 de junho.
A estudante conta que, mesmo com o arquivamento, está ajudando outras cinco alunas da UFRJ que sofreram a mesma violência, no mesmo ponto de ônibus. 

"Isso aconteceu quando fiz um post no Facebook e houve uma enorme repercussão. Muitas meninas que haviam passado pela mesma coisa vieram falar comigo. Me senti como a voz de muitas que não puderam ou têm medo de falar. Isso me deu forças e sempre respondo a qualquer 'gracinha' que digam para mim na rua. As mulheres têm que reagir", defendeu.

Policiamento e políticas públicas
A aluna de Relações Internacionais afirma que o patrulhamento da polícia é ineficiente na região da UFRJ e pede mais segurança para que mulheres não continuem sendo alvos de violência em espaços públicos. 

"Quero, como cidadã e como mulher, que haja segurança pública com um tratamento digno e respeitoso com as mulheres, por parte dos policiais. Quero educação nas escolas para que as pessoas aprendam a respeitar umas às outras desde cedo, mais iluminação nas ruas para que os agressores não ajam tão livremente", exemplificou Gabriela.

Ela citou uma ação da Organização Não-Governamental Action Aid!, que criou uma campanha chamado Cidades Seguras, com propostas de poláticas públicas para as mulheres em espaços urbanos. "Milhares de mulheres passam por isso todos os dias, e muitas delas não tem voz. Essa causa merece ser divulgada", finalizou Gabriela. (Catraca/Redação)


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Usuários fazem manobras perigosas em pequena área para não pagar passagem no Transoeste

Pouco mais de dois anos após a sua inauguração, o BRT Transoeste, que transporta cerca de 170 mil passageiros por dia, entre a Barra da Tijuca e bairros como Santa Cruz e Campo Grande, está se transformando em palco de uma transgressão perigosa. Para não pagarem pela passagem, em vez de passarem pela roleta que fica dentro das estações, usuários estão se espremendo do lado de fora, numa pequena plataforma de acesso aos ônibus, de não mais do que meio metro de largura, para entrar nos coletivos. Na última quinta-feira, repórteres do GLOBO flagraram, entre 10h e 14h, pelo menos 30 casos do novo tipo de calote em sete pontos. O consórcio que administra o serviço admite o problema, mas diz que não há como contabilizar precisamente o prejuízo causado pela prática. Estimativas dão conta que a quantidade de passageiros que cometem a irregularidade pode variar entre 5% e 10% do total.


As situações mais críticas detectadas foram nas estações Cesarão 1 e 3, que beiram a comunidade homônima, localizada em Santa Cruz. Lá, algumas das portas automáticas, que deveriam ficar fechadas até a chegada dos veículos, foram quebradas e estavam abertas o tempo todo. A consequência foi que muitos usuários nem precisavam se equilibrar do lado de fora para esperar os ônibus: entravam direto pelo lado de fora sem pagar. Na Cesarão 3, a porta, além de quebrada, está cheia de pichações e até com uma marca de tiro num dos vidros. A prática do calote era feita por jovens, adultos e mesmo crianças. Um adolescente, aluno de uma escola municipal, disse por que às vezes dá o calote, apesar de ter gratuidade para ir ao colégio:


— Para ter a gratuidade, a gente precisa passar o cartão na escola para comprovar que foi à aula. Então, quando a gente falta, não tem passagem, mesmo que esteja com a camisa do colégio.




Além das estações Cesarão 1 e 3, o GLOBO também flagrou o calote na Cesarão 2; Icurana; Julia Miguel; Mato Alto e Santa Eugênia. Na última, em frente à estação de trem de Paciência, primeiro uma mulher e depois dois jovens correram pelo meio da via, fora da faixa de pedestres, assim que o ônibus passou. Tudo para poderem entrar pela pequena plataforma do lado de fora, mesmo com o risco de atropelamento.


Nos locais onde foram detectadas as irregularidades, havia funcionários dentro das estações, mas nenhum foi visto repreendendo a prática. Nas paradas que beiram a comunidade do Cesarão, há relatos de que eles teriam medo de represálias de bandidos caso abordem os infratores. O Consórcio BRT informou que mantém uma equipe de segurança, composta por policiais militares de folga, que trabalham através de um convênio com a Secretaria de Segurança Pública. E acrescentou que “sempre que um caso dessa natureza é presenciado, os PMs têm como procedimento conduzir o infrator à delegacia”.


Sem citar a quantidade de registros, o Consórcio BRT ressaltou que o calote constitui-se “em crime previsto no artigo 176 do Código Penal (tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento), com pena de 15 dias a dois meses de detenção, que pode ser convertida em multa”. Além de páginas no Facebook e no Twitter, as empresas de ônibus também disponibilizam o telefone 0800 886-1000 para denúncias.

A prática de entrar nos ônibus sem pagar, o popular calote, é antiga e costumava ser mais comum nos ônibus regulares, quando os passageiros entravam pela parte de trás e saíam assim que a porta se abria para a entrada de outras pessoas. O principal agravante no BRT é que, como a maioria das pessoas se equilibra na pequena plataforma, há risco de quedas. Para o engenheiro civil, urbanista e conselheiro do Crea-RJ Antônio Eulálio, mais do que se pensar numa solução arquitetônica, o caminho é a educação:


— É preciso conscientizar as pessoas dos riscos. E para isso, além de campanhas, o poder público tem que aplicar punições mesmo, multas para que os usuários sintam no bolso. Essa prática também prejudica o embarque das pessoas que estão agindo da forma correta, entrando na estação pagando a passagem.


Outro problema causado pelo calote que, segundo o consórcio, também é comum em outros países, como Chile e Colômbia, é a dificuldade de manter o planejamento correto de veículos de acordo com a demanda, pois os passageiros que não pagam não são contabilizados oficialmente. Sobre o vandalismo nas estações do Cesarão, as empresas de ônibus informaram que “o setor de manutenção realiza cerca de mil ações de conserto nos mecanismos de aberturas de portas por mês e a troca de 90 portas no mesmo período. O efetivo de manutenção foi aumentado, mas ainda lidamos com problemas de vandalismo de passageiros que forçam a abertura das portas e quebram os mecanismos. Nas estações de maior movimento, foram colocados operadores de embarque nas portas dos embarque expressos”, conclui a nota. (G1/Redação)




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Justiça autoriza realização do Rock in Rio após vistoria

A 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu liberar a realização Rock in Rio nos próximos dias 19, 20, 21 e 22, após à comprovação de que foram resolvidas as irregularidades descritas no pedido de liminar do Ministério Público estadual, autor do pedido de cancelamento do evento.

Seguindo determinação do TJ, foi realizada nesta quarta-feira inspeção na Cidade do Rock pelo Corpo de Bombeiros, na presença de oficial de Justiça, para verificar se as instalações e equipamentos necessários para os atendimentos médicos e demais procedimentos estão corretamente instalados e em número suficiente.

Foi constatado na inspeção que os organizadores do evento tomaram todas as providências para garantir a segurança dos participantes dos shows. São elas: disponibilização de recursos mínimos exigidos para emergências, especialmente as referentes aos postos médicos e ambulâncias constantes nos artigos 15 e 22 da Resolução nº 80/2007 da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, autorização do livre acesso dos peritos do Grupo de Apoio Técnico (Gate) do MP à Cidade do Rock; apresentação do contrato dos profissionais de saúde, com o número e o cargo de cada um deles, que deverão, nos dias do evento, estar munidos dos equipamentos individuais de segurança exigidos pelas normas legais e técnicas, bem como devidamente identificados durante o horário de prestação de serviço.

Na decisão da 2ª Vara Empresarial, ficou estabelecido também que qualquer irregularidade durante a ocorrência do espetáculo deverá ser encaminhada ao Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, montado pelo TJ no local, que avaliará a providência mais adequada a ser adotada, sem a necessidade de multa.
“Concedi a liminar pelo laudo do Corpo de Bombeiros, mas eles (festival) estão se esforçando para que o evento continue”, declarou a juíza Márcia Cunha. Caso haja descumprimento, a pena estipulada é de R$ 1 milhão por dia.

Guarda-chuvas não serão permitidos
A Cidade do Rock reabre as portas hoje para os quatro últimos dias do festival, com muita música, diversão e chuva. A recomendação é para que o público leve capas, pois guarda-chuvas não serão permitidos, por questões de segurança. Foram feitos ajustes na organização do evento para evitar os problemas do primeiro fim de semana.

Uma das melhorias foi na rede de esgoto dos banheiros que vazou na semana passada. A organização do evento mudou a rede de internet que atende o posto policial situado dentro do parque. A medida é para agilizar o atendimento às vítimas de roubos e furtos, já que nos três primeiros dias do evento, o posto ficou fora do ar. As equipes de limpeza também foram reforçadas. (O Dia/Redação)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Segurança do Rock in Rio terá quase 2 mil policiais e máscara está vetada

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (9) que atuará em todos os dias do Rock in Rio com 15 postos de atendimento ao público, localizados dentro e fora da cidade do Rock, com Delegacia Móvel, ônibus de custódia para eventuais prisões, e reforço do efetivo nas delegacias responsáveis pela região. Ao todo, 910 agentes trabalham durante os sete dias do festival, além de 1 mil policiais militares. Segundo a PM, que também divulgou o esquema de segurança do evento nesta terça, mascarados não poderão entrar no festival.

O posto da Polícia Civil na Cidade do Rock trabalhará pela primeira vez em sincronia com o sistema de achados e perdidos do festival. Caso um espectador perca um documento ou pertence, tendo registrado a ocorrência em um dos postos, os agentes da Polícia Civil poderão consultar o sistema de achados e perdidos do evento.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, a Delegacia Móvel estará no Riocentro, funcionando integrada a cinco contêineres: um da perícia médica e química, outro da perícia de documentos e Setor de Identificação Policial (SIP), outro do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP), que oferece a estrutura para a identificação de pessoas encaminhadas para averiguação, um da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o dos flagrantes. Isso garantiria uma estrutura completa de delegacia tradicional.
Ainda de acordo com a assessoria, o trabalho será feito em conjunto com o Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, do Tribunal de Justiça.
A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (DFAE) fiscalizará o armamento e explosivos, inclusive os usados nos shows. Em caso de ameaças de artefato explosivo, o Esquadrão Antibombas estará de prontidão.
A Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) assume o papel de fiscalizar o trabalho dos agentes escalados para o evento e possíveis excessos de policiais, no acesso ao local.
Além de toda a estrutura, o Núcleo de Apoio aos Grandes Eventos (NAGE) também atuará dentro e fora da Cidade do Rock, no combate a cambistas e venda de bebidas alcoólicas para menores. A Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) ajudará na cautela de armas.
As 16ª DP (Barra da Tijuca), 32ª DP (Taquara) e 42ª DP (Recreio) estarão com reforço de efetivo. (G1/Redação)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Polícia prende homem apontado como chefe do tráfico no Morro do São Carlos

O traficante Thiago de Souza Cherú, conhecido como Dorei, foi preso nesta quarta-feira por policiais da UPP da Favela do São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio. Ele foi detido enquanto dormia em uma casa na comunidade. Dorei é apontado pela polícia como o "número 1" do tráfico de drogas, no São Carlos. Ele foi levado para a 6ª DP (Cidade Nova).

De acordo com a polícia, o criminoso era o braço direito do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, quando este era chefe do tráfico no Morro do São Carlos. Coelho foi preso no mesmo dia em que o traficante Nem da Rocinha, em novembro de 2011. Pouco antes da ocupação da comunidade na Zona Sul.

Dorei também é acusado de participar de morte da modelo Luana Rodrigues, desaparecida em maio de 2011. As investigações da Divisão de Homicídios (DH) apontaram que Luana era usada no transporte de drogas da Rocinha. Contra o traficante, há mandados de prisão por homicídio qualificado, tráfico de drogas e associação ao tráfico. (O Dia Online/Redação)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Jogo do bicho: propina paga a policiais respeitava hierarquia e variava de R$ 75 a R$ 16 mil

Casa de um dos contraventores (O DIA)
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública estourou, nesta quarta-feira, 29, o escritório central do jogo do bicho no Rio de Janeiro. As investigações da operação Catedral apontam que policiais civis e militares recebiam propina de R$ 75 a R$ 16 mil para "fazer vista grossa" à prática ilegal no centro e em partes de São Cristóvão, na zona norte. O valor pago aos agentes respeitava a hierarquia dos cargos ocupados nas duas corporações. Um policial da UPP do morro da Providência recebia R$ 75 por semana, enquanto o chefe do Setor de Investigação da Delegacia da Central do Brasil (4ª DP) embolsava R$ 16 mil por mês.

Segundo o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança, Fábio Galvão, os agentes não só deixavam de proibir a prática ilegal, como também facilitavam o esquema. "Os policiais não proibiam e ainda avisavam aos apontadores sobre possíveis repressões, dando proteção ao jogo", disse. (R7/Redação)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 já estão em circulação.

O Banco Central (BC) colocou em circulação nesta segunda-feira, 23, as novas cédulas de R$ 10 e de R$ 20, que trazem elementos adicionais de segurança como a marca d'água e o número escondido que já estão presentes nas cédulas de R$ 50 e de R$ 100, lançadas em 2010. Elas trazem também o valor da nota no canto superior direito, e, quando em movimento, varia da cor azul para o verde e uma barra brilhante parece rolar sobre ele.
A nova família de cédulas vai conviver por um tempo com as cédulas em vigor, a exemplo do que ainda ocorre com as notas de R$ 50 e de R$ 100. A substituição será gradual feita à medida que as notas antigas são retiradas de circulação por causa do desgaste natural. (Agência Brasil/Redação)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Placas no capacete poderá ser obrigatório

Depois do colete refletivo e do air bag para motos, vem aí mais uma novidade para os milhões de motociclistas. A inscrição das placas de identificação das motos nos capacetes de condutores e passageiros, para facilitar a identificação de criminosos que utilizem esse tipo de transporte, pode ser obrigatória. A medida foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo Plenário da Casa. 


O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ) “A inscrição da placa do veículo no capacete do condutor e do passageiro é uma medida que visa reduzir as dificuldades para a identificação dos criminosos", afirmou o relator em seu parecer de voto. "Porém ninguém ignora que uma inscrição alfanumérica em um capacete é algo muito sujeito a fraudes, as quais certamente serão postas em prática pelos marginais”, ponderou. Arolde de Oliveria disse confiar que o Contran, ao regulamentar a questão, o fará de tal forma a permitir a redução das possibilidades de fraudes. (Jornal da Hora/Redação)


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Segurança para a Rio+20 investe cerca 17 milhões

O plano estratégico da Secretaria de Estado de Segurança do Rio para a Rio+20, que entra em operação nesta quarta-feira, 13, e se estende até o dia 23 de junho, prevê o uso diário de cerca de 7 mil policiais militares, divididos em dois turnos. Trezentos e noventa policiais civis trabalharão nas delegacias e postos avançados da Conferência, no policiamento dos eventos oficiais e paralelos, além das áreas turísticas e de maior concentração dos visitantes.
Para tanto, a Polícia Civil vai instalar duas delegacias móveis, no Riocentro e no Aterro do Flamengo. Já a Polícia Militar contará com quatro Postos de Comando e Controle, instalados no Riocentro, no Aterro do Flamengo, na Quinta da Boa Vista e no Pier da Praça Mauá. A PM contará ainda com cerca de 400 viaturas, 89 cavalos, 58 motocicletas, 13 cães farejadores e dois helicópteros. Serão usados também dois helicópteros da Polícia Civil, incluindo a aeronave com a câmera Flir, que permite captar imagens de longa distância, mesmo no período noturno. Além disso, o esquadrão Antibombas e o Grupo de Intervenção Tática da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) ficarão de prontidão. A segurança da cidade para a Rio+20 envolverá cerca de R$ 17 milhões. (Assessoria PM/Redação)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Beltrame dá ultimato sobre o jogo do bicho: 'Romantismo ou crime?'

O Secretário Estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, fez duras críticas ao posicionamento da sociedade carioca e fluminense com relação ao jogo do bicho. Após mais uma ação da polícia comandada pela Polícia Civil, intitulada de Dedo de Deus, que resultou na prisão de vários suspeitos de envolvimento a atividade, dentre eles o patrono da Beija-Flor Anísio Abraão David, o Secretário questionou se a solução seria combater ou legalizar o jogo. "O Rio aplaude as UPPs e o combate ao tráfico, mas muitos cariocas ainda são condescendentes com o jogo do bicho", escreveu. No editorial publicado na última segunda-feira (16) em O DIA, Beltrame falou do romantismo com o qual a prática é tratada. “Em alguns anos na Cidade Maravilhosa, aprendi que o bicho tem uma presença muito forte no seu dia a dia e já foi tema de sambas, filmes e novelas”, afirmou.
O Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame
O Secretário se disse em vários momentos perplexo com as reações da sociedade sobre o tema e que o grupo que comanda a prática ilegal vem promovendo uma ‘lavagem de imagem’ nos últimos anos. Para Beltrame, o bicheiro romântico das décadas de 1960 deu lugar ao que intitulou de “mecenas da arte popular, bancando megadesfiles de ‘suas’ escolas de samba e apoiando times de futebol”, defendeu. Citando operações anteriores, que resultaram em prisões mas não acabaram com a prática, Beltrame deu um ultimato: “Chegou a hora de a sociedade definir se quer ver o bicho de forma romântica, ou vai encarar sua realidade criminosa. Em outras palavras: ou se legaliza o bicho e o jogo passa a pagar impostos, ou vamos criminalizá-lo de vez, com leis mais consistentes. O que não pode é a Polícia dedicar seus escassos recursos, essenciais no combate à criminalidade, para prender bicheiros que logo serão libertados”, concluiu. (O Dia/Redação)